PolĂtica
Advogados negam ‘mensalĂŁo’ e falam em caixa dois
Todos os cinco defensores que falaram nesta segunda-feira defenderam a tese de que o “mensalĂŁo” nĂŁo existe
O Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniu nesta segunda-feira 6 para o terceiro dia do julgamento do chamado “mensalĂŁo”, suposto esquema de compra de apoio polĂtico que teria sido realizado no governo Lula. No primeiro dia, os ministros o processo, como ocorreu com o chamado “mensalĂŁo tucano”, suposto esquema que funcionou na campanha de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais. No segundo dia, o procurador-geral da RepĂşblica, Roberto Gurgel, leu a acusação. Gurgel pediu a . O ex-ministro da Comunicação Social da PresidĂŞncia da RepĂşblica Luiz Gushiken e o assessor do PL (atual PR) Antonio Lamas foram excluĂdos do pedido de condenação por falta de provas.
Nesta segunda-feira, falaram os advogados de José Dirceu (José Luis Oliveira Sobrinho), José Genoino (Luiz Fernando Pacheco), Delúbio Soares (Arnaldo Malheiros Filho), Marcos Valério (Marcelo Leonardo) e Ramon Hollerbach (Hermes Vilches Guerreiro).
Confira como foi a sessĂŁo desta segunda-feira:
19h15 – Guerreiro encerra sua sustentação e o presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto, encerra a sessão. O julgamento será retomado nesta terça-feira 6.
18h45 – Hollerbach é acusado de negociar os empréstimos e os contratos de Marcos Valério com o Banco do Brasil e a Câmara dos Deputados. Guerreiro afirma que Hollerbach não cuidava das finanças da SMP&P (agência na qual era sócio de Valério), o que era uma função de Valério, mas sim da criação das peças publicitárias. Ele inclusive destaca a formação acadêmica de Hollerbach na área para justificar sua tese.
18h27 – Assume a bancada Hermes Vilches Guerreiro, que falará em nome de Ramon Hollerbach Cardoso, sócio de Valério.
18h24 – Leonardo pede absolvição de Valério em todas as nove acusações. E diz que, no “absurdo” caso de condenação, o STF deve considerar que Valério não tinha antecedentes criminais e era o dono de duas das principais agências publicitárias do Brasil antes do surgimento das denúncias.
18h14 – Leonardo rebate denúncia por denúncia feita pela procuradoria-geral contra Valério. Ele nega que a Ação Penal 470, a do “mensalão”, envolva dinheiro público. “Não há prova de desvio ou apropriação de recursos públicos”, diz o advogado.
Segundo Leonardo, os valores do bĂ´nus de publicidade representam um pagamento pelo volume de publicidade que as agĂŞncias encaminham a um veĂculo de mĂdia durante um determinado perĂodo. A ABAP diz que essa bonificação geram para as agencia receitas legĂtimas que recolhem impostos e nĂŁo podem ser transferidas aos anunciantes (ou seja, o BB). Ele afirma que Ă Ă©poca, a atividade publicitária era regulada por lei federal, que apontava ser normal o pagamento pela mĂdia a agĂŞncias a bonificação de volume, sem a obrigação de transferĂŞncia ao anunciante. Há, segundo ele, 18 depoimentos em que pessoas da mĂdia esclarecem que os bĂ´nus nĂŁo vieram do BB. Outras agĂŞncias nĂŁo repassaram a bonificação de volume porque vĂŞm da relação exclusiva da agencia e da mĂdia, calculados sobre todos os clientes da agencia e nĂŁo de um sĂł cliente.
18h01 – A defesa feita por Marcelo Leonardo chama a atenção pela veemência. O advogado se destaca entre os que falaram nesta segunda-feira
17h55 – Marcelo Leonardo afirma ser norma que de 80% a 90% do contrato de agencias de publicidade sejam terceirizados, já envolvendo o trabalho de criação e veiculação. Diz que os serviços da IFT foram realizados e sem indĂcio de uma terceirização fictĂcia dos indĂcios, segundo o TCU. Aponta que o contrato permitia subcontratações sem limites e que os serviços de veiculação somam mais de 60% do contrato e o de criação mais de 30%. O TCU nega ter havido subcontratação de 99,9% do contrato, por ter verificado que esse percentual foi de 88,8%, que Ă© alto, mas poderia ser considerado normal pelo ĂłrgĂŁo. NĂŁo teria havido a responsabilidade de transferĂŞncia de responsabilidade para terceiros. Ele diz que a SMP&B realizou os trabalhos contratados.
17h51 – Marcelo Leonardo destaca que ValĂ©rio sempre disse em interrogatĂłrios e em juĂzo que DelĂşbio Soares disse que o PT tinha dĂvidas prĂłprias e com partidos aliados. O publicitário teria apresentado Ă subprocuradoria uma lista com 31 itens na qual constam os valores dos repasses, os polĂticos e comprovantes das transações. ValĂ©rio fez um repasse ao PT-RS, que levou o MP a oferecer denĂşncia contra os dirigentes do PT por crime eleitoral. O PT-RS disse que recebeu o dinheiro para pagar dĂvidas de campanha. “NĂŁo houve compra de votos por falta de correlação de compra de votos e saques. Isso está nas alegações do caso”, disse Leonardo. Segundo ele, há 58 testemunhos negando a compra de votos.
17h41 – O advogado de ValĂ©rio tambĂ©m afirma que o dinheiro transferido a polĂticos nĂŁo tinha o objetivo de comprar apoio polĂtico. Segundo ele, prova disso seriam as votações no Congresso, que nĂŁo demonstrariam ganho de apoio por parte do governo no momento dos repasses. Segundo Marcelo Leonardo, o dinheiro era oriundo de caixa 2 de campanha e a imputação correta a seu cliente seria a de crime eleitoral
17h36 – Leonardo pede a absolvição de Marcos ValĂ©rio, por falta de provas, na acusação de formação quadrilha. Pede tambĂ©m sua absolvição por corrupção ativa pois o CĂłdigo Penal estipula que o crime implica oferecimento de vantagem a funcionários pĂşblicos. A defesa alega que os partidos polĂticos, alvo da corrupção passiva, nĂŁo sĂŁo funcionários pĂşblicos.
17h25 – Vai recomeçar a sessão. Falará agora Marcelo Leonardo, advogado de Marcos Valério.
17h08 – O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay (Ă esquerda), do publicitário Duda Mendonça e de sua sĂłcia, Zuleide Fernandes, conversa com JosĂ© LuĂs Oliveira Lima e Luiz Fernando Pacheco, advogados de Dirceu e Genoino, respectivamente.
16h37 – A sessão agora está no intervalo
16h36 – Advogado de Delúbio afirma que as transferências de recursos para os partidos eram feitas em dinheiro vivo porque o dinheiro não tinha entrado nos livros-caixa oficiais. “Eram despesas sem nota”, afirma. Segundo Malheiros, Delúbio admite ter operado caixa 2 na campanha do PT, mas não admite ter corrompido alguém.
16h31 – Malheiros mostra gráficos aos ministros do STF. Segundo ele, os depoimentos, usados pela PGR para sustentar a acusação nĂŁo trazem provas de que existia compra de apoio polĂtico por parte do PT. Em outro gráfico, Malheiros aponta o apoio que o governo Lula recebia na Câmara e compara as datas das votações com as datas dos emprĂ©stimos feitos aos partidos. Segundo o advogado, diversos emprĂ©stimos eram feitos em momentos em que o PT perdia apoio no Congresso e recorria a votos da oposição, como o PSDB e o PFL, para aprovar projetos.
16h23 – O defensor de DelĂşbio nega o pagamento sistemático a partidos da base aliada. Segundo ele, nĂŁo era necessário haver pagamentos pois havia partilhamento de poder, com a nomeação de integrantes de partidos aliados para ministĂ©rios e outros cargos de menor escalĂŁo. Segundo ele, todo o dinheiro repassado pelo PT aos outros partidos tinha como objetivo o pagamento de dĂvidas de campanha. O compromisso do PT de ajudar os partidos menores, diz Malheiros, fora firmado ainda durante a campanha eleitoral.
16h12 – Está falando neste momento Arnaldo Malheiros Filho, advogado de Delúbio Soares
16h02 – “O mensalão é uma coisa que nunca existiu”, diz Pacheco. Segundo ele, Jefferson falava inicialmente em pagamentos mensais de R$ 30 mil. “Mas não há nenhuma prova para sustentar isso”, afirma o advogado. Pacheco cita as reformas da Previdência e Tributária, aprovadas na Câmara em primeiro e segundo turnos com 357 e 358 votos e 378 e 409 votos, respectivamente. Pacheco afirma que a acusação engloba a compra de 10 deputados e questiona se esses dez deputados teriam condições de influenciar todos os outros.
15h56 – Pacheco ataca a acusação de Roberto Gurgel. Diz que, em 2007, ministros do STF aceitaram duas acusações de peculato contra Genoino afirmando que havia “indĂcios mĂnimos” contra ele e que mais investigações deveriam ser feitas. Segundo Pacheco, isso nĂŁo foi feito e, portanto, nĂŁo há provas contra Genoino. A primeira das duas acusações diz respeito aos deputados Pedro CorrĂŞa, Pedro Henry e JosĂ© Janene (todos do PP). Segundo a defesa de Genoino, a acusação nĂŁo diz quando, onde e quanto foi dado a cada deputado, nem em troca de quais votos. De acordo com Pacheco, o Ăşnico indĂcio contra Genoino Ă© o depoimento do ex-deputado VadĂŁo Gomes, segundo quem houve uma reuniĂŁo em que um acerto financeiro entre o PT e o PP teria ocorrido. Gomes, diz o advogado de Genoino, afirmou no mesmo depoimento que “desconhece” repasses feitos pelo PP.
A segunda acusação seria de corrupção ativa relacionada a deputados do PTB, sustentada pelo ex-deputado Roberto Jefferson. Pacheco ataca Jefferson, afirmando que ele muda de versão “conforme o público, o cenário e a plateia” e diz que, enquanto cita Genoino em algumas acusações, não cita seu nome em outras.
15h44 – Pacheco afirma que nĂŁo há provas contra Genoino. Para sustentar a tese de que seu cliente, mesmo como presidente do PT, nĂŁo tinha ligações com questões financeiras do partido, o advogado cita diversos depoimentos. Pessoas como o atual ministro da Justiça, JosĂ© Eduardo Cardozo, e os deputados Miro Teixeira e Angelo Carlos Vanhoni, afirmaram, segundo o advogado, que Genoino cuidava de assuntos polĂtico-administrativos e conduzia a sigla de forma polĂtica.
15h35 – O advogado de Genoino diz que seu cliente estava afastado do PT em 2002, quando Lula foi eleito, pois era candidato ao governo de SĂŁo Paulo. Pacheco afirma que, em 2003, quando Genoino, assumiu o partido, as “finanças estavam em frangalhos” por dois motivos: dĂvidas de campanha e inadimplĂŞncia dos diretĂłrios estaduais. Esta questĂŁo ficou, diz a defesa de Genoino, sob a responsabilidade do tesoureiro do partido, DelĂşbio Soares, outro rĂ©u do “mensalĂŁo”. O advogado afirma que os contratos de emprĂ©stimos nos quais Genoino aparece como avalista sĂŁo “legĂtimos e nĂŁo falsos como acusa a PGR”. “Tanto Ă© assim que nĂŁo houve qualquer acusação de falsidade ideolĂłgica”, afirma Pacheco.
15h22 – Oliveira Lima já encerrou sua defesa, usando menos tempo do que tinha direito (uma hora). Agora fala Luiz Fernando Pacheco, advogado de José Genoino.
15h19 – O advogado de Dirceu ataca Roberto Jefferson, o ex-deputado federal que denunciou o chamado “mensalão” em 2005. Para ele, Jefferson fez apenas um bom teatro, e todas as suas falas foram desmentidas por depoimentos tomados posteriormente.
15h14 – O advogado de Dirceu afirma que Ă© ilĂłgica a acusação de corrupção ativa, tambĂ©m por falta de provas. Oliveira Lima cita documento apresentado na CPI de 2005 que mostra, segundo ele, que no perĂodo em que aconteceram os maiores saques do valerioduto, o governo perdeu a maioria das votações. “Qual a lĂłgica desta acusação?”, questiona Oliveira Lima. Ainda de acordo com o advogado, nĂŁo há nenhum depoimento em que um parlamentar afirme que recebeu de Dirceu uma oferta para votar de determinada forma em uma votação especĂfica no Congresso.
15h10 – Após rebater a acusação de formação de quadrilha contra José Dirceu, a considerada mais grave, Oliveira Lima agora rebate a acusação de corrupção ativa.
15h09 – O advogado de Dirceu cita o ministro Aldo Rebelo em depoimento da época dizendo que não ouviu de ninguém em qualquer referência a pagamento por votações no Congresso, porque as reformas da Previdência e outrass foram discutidas e negociadas. Sem o voto da oposição, o governo não teria sido vitorioso. “A defesa entende que o MP fechou os olhos para a prova dos autos e preferiu deixar de lado os mais de 500 depoimentos que demonstram a inocência levantada pelo Parquet contra Dirceu”, diz Oliveira Lima.
15h09 – “José Dirceu talvez tenha sido a pessoa mais investigada no Brasil nos últimos cinco anos. Nada, absolutamente nada se provou contra o meu cliente. Meu cliente não é quadrilheiro, não é chefe de organização criminosa. Quem diz isso são os autos”, afirma o advogado.
15h05 – Oliveira Lima diz que José Dirceu recebia empresários e presidentes de instituições financeiras, e que isso não é delito.
14h55 – Segundo Oliveira Lima, “dezenas de depoimentos” comprovariam que JosĂ© Dirceu se afastou da polĂtica interna do PT quando assumiu a chefia da Casa Civil no governo Luiz Inácio Lula da Silva. Ele cita especificamente os depoimentos do ex-deputado Mauricio Rands, que recentemente abandonou a vida polĂtica apĂłs uma briga interna no PT, e do ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT).
14h51 – No inĂcio de sua fala, o advogado de JosĂ© Dirceu deixa claro que pretende defender seu cliente num julgamento jurĂdico e nĂŁo polĂtico. Ele cita entrevistas dos ministros do STF e afirma que vários deles disseram estar preparados para realizar um julgamento tĂ©cnico, com base em provas. Segundo Oliveira Lima, nĂŁo há provas contra Dirceu.
14h46 – Genoino será defendido por Luiz Fernando Pacheco. Delúbio, por Arnaldo Malheiros Filho. Marcos Valério e Simone, por Marcelo Leonardo.
14h45 – “Não há nenhuma prova, circunstância, nenhum documento que incrimine o meu cliente, José Dirceu”, diz Oliveira Lima. Ele diz que a defesa se apoia no “devido processo legal” e que o MP “desprezou” todas as provas.
14h41 – Nesta segunda-feira estão programadas as defesas de cinco réus: José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério e Simone Vasconcelos, diretora financeira da SMPB, empresa de publicidade de Valério.
14h36 – A palavra está com José Luis Oliveira Lima, advogado de José Dirceu.
14h35 – Com pouco mais de 30 minutos de atraso, começa o julgamento.
O Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniu nesta segunda-feira 6 para o terceiro dia do julgamento do chamado “mensalĂŁo”, suposto esquema de compra de apoio polĂtico que teria sido realizado no governo Lula. No primeiro dia, os ministros o processo, como ocorreu com o chamado “mensalĂŁo tucano”, suposto esquema que funcionou na campanha de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais. No segundo dia, o procurador-geral da RepĂşblica, Roberto Gurgel, leu a acusação. Gurgel pediu a . O ex-ministro da Comunicação Social da PresidĂŞncia da RepĂşblica Luiz Gushiken e o assessor do PL (atual PR) Antonio Lamas foram excluĂdos do pedido de condenação por falta de provas.
Nesta segunda-feira, falaram os advogados de José Dirceu (José Luis Oliveira Sobrinho), José Genoino (Luiz Fernando Pacheco), Delúbio Soares (Arnaldo Malheiros Filho), Marcos Valério (Marcelo Leonardo) e Ramon Hollerbach (Hermes Vilches Guerreiro).
Confira como foi a sessĂŁo desta segunda-feira:
19h15 – Guerreiro encerra sua sustentação e o presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto, encerra a sessão. O julgamento será retomado nesta terça-feira 6.
18h45 – Hollerbach é acusado de negociar os empréstimos e os contratos de Marcos Valério com o Banco do Brasil e a Câmara dos Deputados. Guerreiro afirma que Hollerbach não cuidava das finanças da SMP&P (agência na qual era sócio de Valério), o que era uma função de Valério, mas sim da criação das peças publicitárias. Ele inclusive destaca a formação acadêmica de Hollerbach na área para justificar sua tese.
18h27 – Assume a bancada Hermes Vilches Guerreiro, que falará em nome de Ramon Hollerbach Cardoso, sócio de Valério.
18h24 – Leonardo pede absolvição de Valério em todas as nove acusações. E diz que, no “absurdo” caso de condenação, o STF deve considerar que Valério não tinha antecedentes criminais e era o dono de duas das principais agências publicitárias do Brasil antes do surgimento das denúncias.
18h14 – Leonardo rebate denúncia por denúncia feita pela procuradoria-geral contra Valério. Ele nega que a Ação Penal 470, a do “mensalão”, envolva dinheiro público. “Não há prova de desvio ou apropriação de recursos públicos”, diz o advogado.
Segundo Leonardo, os valores do bĂ´nus de publicidade representam um pagamento pelo volume de publicidade que as agĂŞncias encaminham a um veĂculo de mĂdia durante um determinado perĂodo. A ABAP diz que essa bonificação geram para as agencia receitas legĂtimas que recolhem impostos e nĂŁo podem ser transferidas aos anunciantes (ou seja, o BB). Ele afirma que Ă Ă©poca, a atividade publicitária era regulada por lei federal, que apontava ser normal o pagamento pela mĂdia a agĂŞncias a bonificação de volume, sem a obrigação de transferĂŞncia ao anunciante. Há, segundo ele, 18 depoimentos em que pessoas da mĂdia esclarecem que os bĂ´nus nĂŁo vieram do BB. Outras agĂŞncias nĂŁo repassaram a bonificação de volume porque vĂŞm da relação exclusiva da agencia e da mĂdia, calculados sobre todos os clientes da agencia e nĂŁo de um sĂł cliente.
18h01 – A defesa feita por Marcelo Leonardo chama a atenção pela veemência. O advogado se destaca entre os que falaram nesta segunda-feira
17h55 – Marcelo Leonardo afirma ser norma que de 80% a 90% do contrato de agencias de publicidade sejam terceirizados, já envolvendo o trabalho de criação e veiculação. Diz que os serviços da IFT foram realizados e sem indĂcio de uma terceirização fictĂcia dos indĂcios, segundo o TCU. Aponta que o contrato permitia subcontratações sem limites e que os serviços de veiculação somam mais de 60% do contrato e o de criação mais de 30%. O TCU nega ter havido subcontratação de 99,9% do contrato, por ter verificado que esse percentual foi de 88,8%, que Ă© alto, mas poderia ser considerado normal pelo ĂłrgĂŁo. NĂŁo teria havido a responsabilidade de transferĂŞncia de responsabilidade para terceiros. Ele diz que a SMP&B realizou os trabalhos contratados.
17h51 – Marcelo Leonardo destaca que ValĂ©rio sempre disse em interrogatĂłrios e em juĂzo que DelĂşbio Soares disse que o PT tinha dĂvidas prĂłprias e com partidos aliados. O publicitário teria apresentado Ă subprocuradoria uma lista com 31 itens na qual constam os valores dos repasses, os polĂticos e comprovantes das transações. ValĂ©rio fez um repasse ao PT-RS, que levou o MP a oferecer denĂşncia contra os dirigentes do PT por crime eleitoral. O PT-RS disse que recebeu o dinheiro para pagar dĂvidas de campanha. “NĂŁo houve compra de votos por falta de correlação de compra de votos e saques. Isso está nas alegações do caso”, disse Leonardo. Segundo ele, há 58 testemunhos negando a compra de votos.
17h41 – O advogado de ValĂ©rio tambĂ©m afirma que o dinheiro transferido a polĂticos nĂŁo tinha o objetivo de comprar apoio polĂtico. Segundo ele, prova disso seriam as votações no Congresso, que nĂŁo demonstrariam ganho de apoio por parte do governo no momento dos repasses. Segundo Marcelo Leonardo, o dinheiro era oriundo de caixa 2 de campanha e a imputação correta a seu cliente seria a de crime eleitoral
17h36 – Leonardo pede a absolvição de Marcos ValĂ©rio, por falta de provas, na acusação de formação quadrilha. Pede tambĂ©m sua absolvição por corrupção ativa pois o CĂłdigo Penal estipula que o crime implica oferecimento de vantagem a funcionários pĂşblicos. A defesa alega que os partidos polĂticos, alvo da corrupção passiva, nĂŁo sĂŁo funcionários pĂşblicos.
17h25 – Vai recomeçar a sessão. Falará agora Marcelo Leonardo, advogado de Marcos Valério.
17h08 – O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay (Ă esquerda), do publicitário Duda Mendonça e de sua sĂłcia, Zuleide Fernandes, conversa com JosĂ© LuĂs Oliveira Lima e Luiz Fernando Pacheco, advogados de Dirceu e Genoino, respectivamente.
16h37 – A sessão agora está no intervalo
16h36 – Advogado de Delúbio afirma que as transferências de recursos para os partidos eram feitas em dinheiro vivo porque o dinheiro não tinha entrado nos livros-caixa oficiais. “Eram despesas sem nota”, afirma. Segundo Malheiros, Delúbio admite ter operado caixa 2 na campanha do PT, mas não admite ter corrompido alguém.
16h31 – Malheiros mostra gráficos aos ministros do STF. Segundo ele, os depoimentos, usados pela PGR para sustentar a acusação nĂŁo trazem provas de que existia compra de apoio polĂtico por parte do PT. Em outro gráfico, Malheiros aponta o apoio que o governo Lula recebia na Câmara e compara as datas das votações com as datas dos emprĂ©stimos feitos aos partidos. Segundo o advogado, diversos emprĂ©stimos eram feitos em momentos em que o PT perdia apoio no Congresso e recorria a votos da oposição, como o PSDB e o PFL, para aprovar projetos.
16h23 – O defensor de DelĂşbio nega o pagamento sistemático a partidos da base aliada. Segundo ele, nĂŁo era necessário haver pagamentos pois havia partilhamento de poder, com a nomeação de integrantes de partidos aliados para ministĂ©rios e outros cargos de menor escalĂŁo. Segundo ele, todo o dinheiro repassado pelo PT aos outros partidos tinha como objetivo o pagamento de dĂvidas de campanha. O compromisso do PT de ajudar os partidos menores, diz Malheiros, fora firmado ainda durante a campanha eleitoral.
16h12 – Está falando neste momento Arnaldo Malheiros Filho, advogado de Delúbio Soares
16h02 – “O mensalão é uma coisa que nunca existiu”, diz Pacheco. Segundo ele, Jefferson falava inicialmente em pagamentos mensais de R$ 30 mil. “Mas não há nenhuma prova para sustentar isso”, afirma o advogado. Pacheco cita as reformas da Previdência e Tributária, aprovadas na Câmara em primeiro e segundo turnos com 357 e 358 votos e 378 e 409 votos, respectivamente. Pacheco afirma que a acusação engloba a compra de 10 deputados e questiona se esses dez deputados teriam condições de influenciar todos os outros.
15h56 – Pacheco ataca a acusação de Roberto Gurgel. Diz que, em 2007, ministros do STF aceitaram duas acusações de peculato contra Genoino afirmando que havia “indĂcios mĂnimos” contra ele e que mais investigações deveriam ser feitas. Segundo Pacheco, isso nĂŁo foi feito e, portanto, nĂŁo há provas contra Genoino. A primeira das duas acusações diz respeito aos deputados Pedro CorrĂŞa, Pedro Henry e JosĂ© Janene (todos do PP). Segundo a defesa de Genoino, a acusação nĂŁo diz quando, onde e quanto foi dado a cada deputado, nem em troca de quais votos. De acordo com Pacheco, o Ăşnico indĂcio contra Genoino Ă© o depoimento do ex-deputado VadĂŁo Gomes, segundo quem houve uma reuniĂŁo em que um acerto financeiro entre o PT e o PP teria ocorrido. Gomes, diz o advogado de Genoino, afirmou no mesmo depoimento que “desconhece” repasses feitos pelo PP.
A segunda acusação seria de corrupção ativa relacionada a deputados do PTB, sustentada pelo ex-deputado Roberto Jefferson. Pacheco ataca Jefferson, afirmando que ele muda de versão “conforme o público, o cenário e a plateia” e diz que, enquanto cita Genoino em algumas acusações, não cita seu nome em outras.
15h44 – Pacheco afirma que nĂŁo há provas contra Genoino. Para sustentar a tese de que seu cliente, mesmo como presidente do PT, nĂŁo tinha ligações com questões financeiras do partido, o advogado cita diversos depoimentos. Pessoas como o atual ministro da Justiça, JosĂ© Eduardo Cardozo, e os deputados Miro Teixeira e Angelo Carlos Vanhoni, afirmaram, segundo o advogado, que Genoino cuidava de assuntos polĂtico-administrativos e conduzia a sigla de forma polĂtica.
15h35 – O advogado de Genoino diz que seu cliente estava afastado do PT em 2002, quando Lula foi eleito, pois era candidato ao governo de SĂŁo Paulo. Pacheco afirma que, em 2003, quando Genoino, assumiu o partido, as “finanças estavam em frangalhos” por dois motivos: dĂvidas de campanha e inadimplĂŞncia dos diretĂłrios estaduais. Esta questĂŁo ficou, diz a defesa de Genoino, sob a responsabilidade do tesoureiro do partido, DelĂşbio Soares, outro rĂ©u do “mensalĂŁo”. O advogado afirma que os contratos de emprĂ©stimos nos quais Genoino aparece como avalista sĂŁo “legĂtimos e nĂŁo falsos como acusa a PGR”. “Tanto Ă© assim que nĂŁo houve qualquer acusação de falsidade ideolĂłgica”, afirma Pacheco.
15h22 – Oliveira Lima já encerrou sua defesa, usando menos tempo do que tinha direito (uma hora). Agora fala Luiz Fernando Pacheco, advogado de José Genoino.
15h19 – O advogado de Dirceu ataca Roberto Jefferson, o ex-deputado federal que denunciou o chamado “mensalão” em 2005. Para ele, Jefferson fez apenas um bom teatro, e todas as suas falas foram desmentidas por depoimentos tomados posteriormente.
15h14 – O advogado de Dirceu afirma que Ă© ilĂłgica a acusação de corrupção ativa, tambĂ©m por falta de provas. Oliveira Lima cita documento apresentado na CPI de 2005 que mostra, segundo ele, que no perĂodo em que aconteceram os maiores saques do valerioduto, o governo perdeu a maioria das votações. “Qual a lĂłgica desta acusação?”, questiona Oliveira Lima. Ainda de acordo com o advogado, nĂŁo há nenhum depoimento em que um parlamentar afirme que recebeu de Dirceu uma oferta para votar de determinada forma em uma votação especĂfica no Congresso.
15h10 – Após rebater a acusação de formação de quadrilha contra José Dirceu, a considerada mais grave, Oliveira Lima agora rebate a acusação de corrupção ativa.
15h09 – O advogado de Dirceu cita o ministro Aldo Rebelo em depoimento da época dizendo que não ouviu de ninguém em qualquer referência a pagamento por votações no Congresso, porque as reformas da Previdência e outrass foram discutidas e negociadas. Sem o voto da oposição, o governo não teria sido vitorioso. “A defesa entende que o MP fechou os olhos para a prova dos autos e preferiu deixar de lado os mais de 500 depoimentos que demonstram a inocência levantada pelo Parquet contra Dirceu”, diz Oliveira Lima.
15h09 – “José Dirceu talvez tenha sido a pessoa mais investigada no Brasil nos últimos cinco anos. Nada, absolutamente nada se provou contra o meu cliente. Meu cliente não é quadrilheiro, não é chefe de organização criminosa. Quem diz isso são os autos”, afirma o advogado.
15h05 – Oliveira Lima diz que José Dirceu recebia empresários e presidentes de instituições financeiras, e que isso não é delito.
14h55 – Segundo Oliveira Lima, “dezenas de depoimentos” comprovariam que JosĂ© Dirceu se afastou da polĂtica interna do PT quando assumiu a chefia da Casa Civil no governo Luiz Inácio Lula da Silva. Ele cita especificamente os depoimentos do ex-deputado Mauricio Rands, que recentemente abandonou a vida polĂtica apĂłs uma briga interna no PT, e do ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT).
14h51 – No inĂcio de sua fala, o advogado de JosĂ© Dirceu deixa claro que pretende defender seu cliente num julgamento jurĂdico e nĂŁo polĂtico. Ele cita entrevistas dos ministros do STF e afirma que vários deles disseram estar preparados para realizar um julgamento tĂ©cnico, com base em provas. Segundo Oliveira Lima, nĂŁo há provas contra Dirceu.
14h46 – Genoino será defendido por Luiz Fernando Pacheco. Delúbio, por Arnaldo Malheiros Filho. Marcos Valério e Simone, por Marcelo Leonardo.
14h45 – “Não há nenhuma prova, circunstância, nenhum documento que incrimine o meu cliente, José Dirceu”, diz Oliveira Lima. Ele diz que a defesa se apoia no “devido processo legal” e que o MP “desprezou” todas as provas.
14h41 – Nesta segunda-feira estão programadas as defesas de cinco réus: José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério e Simone Vasconcelos, diretora financeira da SMPB, empresa de publicidade de Valério.
14h36 – A palavra está com José Luis Oliveira Lima, advogado de José Dirceu.
14h35 – Com pouco mais de 30 minutos de atraso, começa o julgamento.
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