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Vigília para prender Assange custa US$ 4,5 milhões ao Reino Unido

por AFP — publicado 16/02/2013 10h23, última modificação 06/06/2015 18h24
Policiais esperam há oito meses saída do fundador do WikiLeaks da embaixada do Equador em Londres para extraditá-lo à Suécia

LONDRES (AFP) - O governo britânico já gastou mais de 4,5 milhões de dólares em vigilância policial para prender o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, segundo estimativas da Scotland Yard divulgadas na sexta-feira 15. O ativista australiano está  refugiado desde junho na embaixada do Equador em Londres para evitar sua extradição à Suécia.

Diversos agentes da polícia londrina se revezam em frente à representação diplomática em Knightsbridge. Eles têm ordem de prender Assange por descumprir os termos de sua liberdade condicional caso ele saia do prédio.

O australiano está recluso há oito meses no local por temer uma eventual extradição aos Estados Unidos por parte da Suécia, onde é suspeito de ter cometido quatro delitos de agressão sexual dos quais não foi formalmente acusado.

Assange se refugiou na embaixada em 19 de junho após esgotar todos os recursos legais no Reino Unido.

A maior parte da conta policial (3,6 milhões de dólares) corresponde aos salários dos policiais, que teriam cobrado o mesmo que em qualquer tipo de missão. O restante do valor seria referente às horas extras.

Um porta-voz da embaixada apontou que o governo do Equador, que concedeu asilo político ao australiano em 16 de agosto, estava "preocupado com este custo significativo para o contribuinte". "Acreditamos que este gasto poderia ser evitado se o governo britânico desse as garantias que o governo equatoriano busca de que não haverá extradição posterior de Julian Assange aos Estados Unidos."

"Até que tenhamos estas garantias, o governo equatoriano continuará protegendo os direitos humanos de Julian Assange consagrados pelo direito internacional", concluiu.

Assange sempre se declarou inocente dos crimes denunciados por duas mulheres com as quais afirma ter mantido relações consensuais durante uma viagem a Estocolmo em 2010. O australiano teme que a extradição à Suécia seja apenas uma etapa para sua entrega aos EUA.

O fundador do WikiLeaks e seus partidários acreditam que ele esteja sendo investigado por um tribunal sigiloso norte-americano pelo vazamento de dezenas de milhares de documentos secretos sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão e de despachos confidenciais do Departamento de Estado. Delitos pelos quais poderia ser condenado à morte.

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