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Terremoto deixa ao menos 89 vítimas

por Redação Carta Capital — publicado 08/09/2012 14h57, última modificação 06/06/2015 18h28
Tremor de 5,6 graus atingiu 700 mil pessoas, provocando danos estruturais graves nas províncias de Yunnan e Guizhou

O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, visitou neste sábado 8 o sudoeste do país, atingido ontem por um terremoto de magnitude 5,6 graus, segundo a escala do Institudo Americano de Geofísica (USGS). O tremor, com epicentro na fronteira das províncias de Yunnan e Guizhou, deixou ao menos 89 mortos e diversos danos estruturais na região.

O chefe do governo fez um discurso em um centro de atendimento para equipes de resgates dos tremores, que atingiram cerca de 700 mil pessoas segundo a agência de notícias oficial chinesa.

No momento do tremor, avaliado em 5,7 graus de magnitude pela Agência Sismológica da China, escritórios estavam cheios e as famílias se preparavam para o almoço.

O terremoto ocorreu às 11h locais (0h em Brasília) e foi seguido por uma série de outros tremores. Até o momento, ao menos 556 pessoas ficaram feridas, aponta o governo de Yiliang. Já as autoridades de Zhaotong, cidade de Yunnan próxima da fronteira de Guizhou, indicaram 150 feridos.

Além disso, 100 mil pessoas estão desabrigadas e ao menos 20 mil residências foram afetadas. "O terremoto foi particularmente intenso nos distritos de Yiliang e nas regiões de Jiaokui, Luozehe e Qiaoshan", informou o governo local de Yiliang. "Os transportes estão perturbados em algumas regiões e as comunicações seguem afetadas."

Huang Pugang, responsável do instituto geológico da província de Yunnan, estimou que o número de mortos deve aumentar devido à grande densidade demográfica da região, de 205 habitantes por quilômetro quadrado.

 

Centenas de pessoas estão reunidas nas calçadas da cidade de Yiliang (Yunnan), recusando-se a voltar aos edifícios. Em imagens da postadas na internet, é possível ver ruas cobertas de tijolos, telhas e outros detritos que caíram dos prédios ao redor dos tremores.

Muitas paredes ficaram rachadas e enormes blocos de concreto caíram em uma estrada, onde ainda há uma densa nuvem de poeira levantada pelos tremores.

Os edifícios construídos nas regiões rurais da China são muitas vezes feitos com materiais de baixa qualidade e as normas antisismicas raramente são cumpridas.

Região pouco desenvolvida

O distrito de Yiliang registrou o maior número de mortos, de acordo com a agência de notícias oficial do governo. A região relativamente pouco desenvolvida de Yiliang, com mais de meio milhão de habitantes, possui uma alta proporção de minorias étnicas, incluindo os Miao e Hui.

O tremor foi fortemente sentido na província vizinha de Sichuan, atingida em maio de 2008 por um poderoso terremoto que causou cerca de 70 mil mortos e 18 mil desaparecidos.

A China é um país familiarizado com terremotos, embora sua população seja muito menos consciente do risco sísmico como no Japão.

O país foi cenário de um dos piores terremotos da história, na região de Tangshan (nordeste) em 1976. Segundo dados oficiais, os resultados deste terremoto foi de 242 mil mortos, mas outras fontes, totalizamo três vezes mais.

Com informações AFP.

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