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Sueca que acusa Julian Assange de estupro conta sua versão

por AFP — publicado 16/05/2013 15h49
Segundo imprensa da Suécia, mulher de 30 anos disse em blog ter se mantido em silêncio por razões políticas. "Decidiram rapidamente que eu mentia e que o autor das agressões era inocente"
Leon Neal/AFP
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O criador do Wikileaks, Julian Assange

ESTOCOLMO (AFP) - Uma das duas mulheres suecas que acusam o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, de estupro, contou publicamente pela primeira vez a agressão que alega ter sofrido, segundo a imprensa sueca.

A mulher, de 30 anos, cuja identidade não foi revelada, disse em seu blog em abril ter sido "vítima de uma agressão" há três anos. O texto passou despercebido por um mês, até ser revelado nesta quinta-feira 16 pela imprensa.

De acordo com a mulher, os amigos do suposto agressor e outras pessoas ficaram em silêncio por diversas razões, incluindo políticas. "Decidiram rapidamente que havia algo suspeito. Que eu mentia. Que o autor das agressões era inocente".

Para relacioná-la com Assange, a mídia sueca lembrou que a jovem foi citada na internet como uma das acusadoras do australiano. "Histórias estranhas foram mencionadas em um tribunal de opinião, com juízes anônimos e testemunhas apressando-se em apresentar interpretações descabidas", lamentou a mulher.

A mulher, ativista política, diz que recebeu ameaças e foi forçada a se esconder. Mas reconhece que cada vez mais pessoas passaram a acreditar nela e apoiá-la.

Estupro

Em 2010, duas jovens suecas acusaram o australiano por estupro e agressão sexual na região de Estocolmo. A investigação não avançou, porque Assange recusa-se a ir a Suécia responder aos investigadores.

Ele está refugiado, desde junho passado, na embaixada do Equador, onde recebeu asilo político em Londres para evitar a extradição ao país nórdico. Da Suécia, ele acredita que pode ser enviado para os Estados Unidos, onde correria risco de enfrentar a pena de morte por ter vazado documentos secretos do país.

Assange diz que as relações sexuais com as vítimas foram consensuais e assegura que é vítima de perseguição. O WikiLeaks publicou em 2010 uma série de documentos diplomáticos confidenciais e militares americanos.

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