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Socialistas buscam maioria absoluta no segundo turno das eleições legislativas

por AFP — publicado 17/06/2012 10h56, última modificação 06/06/2015 17h37
Resultado daria a François Hollande chance de aplicar sem obstáculos reforma fiscal e recuperação da indústria
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Foto: Frank Perry/AFP

PARIS (AFP) - Os franceses começaram a votar neste domingo 17 no segundo turno das eleições legislativas. O pleito pode dar maioria absoluta aos socialistas do presidente François Hollande, mas a extrema direita tentará voltar ao Parlamento pela primeira vez desde 1994.

A votação começou às 8h (3h de Brasília) e terminará às 20h (15h de Brasília) nas grandes cidades para eleger 541 deputados. Outros 36 já foram designados no primeiro turno em 10 de junho, marcado por uma abstenção recorde (42,7%).

Um cenário que não mudou muito no segundo turno. Até 10h (7h em Brasília), a participação dos eleitores era de 21,41%, um leve aumento em relação ao primeiro turno (21,06% na mesma hora), informou o ministério do interior.

Quase um mês e meio depois de ter derrotado o conservador Nicolas Sarkozy e de ter levado a esquerda ao Palácio do Eliseu após 17 anos, François Hollande poderá conquistar uma grande maioria na câmara baixa. Segundo as últimas pesquisas, o presidente possui chaces de obter maioria absoluta, o que evitaria a necessidade de um eventual acordo com ambientalistas e com a esquerda radical, cujas posições sobre Europa e a economia estão afastadas do Partido Socialista.

Diversas pesquisas atribuem ao PS e a duas pequenas legendas aliadas mais de 289 assentos dos 577 do Parlamento. Na pior das hipóteses, Hollande teria que contar com o apoio dos Verdes, devido a um acordo assinado antes da eleição, ou mesmo com a Frente de Esquerda, o antigo partido comunista.

No primeiro turno os socialistas e outros partidos menores aliados obtiveram 34,4% dos votos, os ambientalistas 5,4% e a esquerda radical, 6,9%, enquanto o principal partido conservador, o UMP, obteve 34,1%.

Os socialistas já são majoritários no Senado, na maioria das regiões e nas grandes cidades, pelo que uma maioria absoluta no Parlamento permitiria ao presidente francês aplicar sem obstáculos seu programa de campanha como a reforma fiscal e a recuperação da indústria.

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