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Seis prisões por escândalo de escutas do tabloide de Rupert Murdoch

por AFP — publicado 14/03/2012 10h24
Entre os presos está Rebekah Brooks, a ex-rainha da imprensa sensacionalista do Reino Unido, protegida do magnata das comunicações
rebekah brooks afp

As seis pessoas foram detidas em suas residências de Londres e outros três condados da Inglaterra. Entre elas, Rebekah Brooks, protegida de Murdoch. Foto: AFP

LONDRES (AFP) - Cinco homens e uma mulher, Rebekah Brooks, que segundo a imprensa britânica, seria a ex-protegida de Rupert Murdoch, foram detidos dentro da investigação das escutas telefônicas no extinto tabloide britânico News of the World, anunciou a polícia inglesa.

As seis pessoas foram detidas em suas residências de Londres e outros três condados da Inglaterra "por suspeitas de conspiração para obstrução da justiça", informou a polícia em um comunicado.

Várias casas são alvos de operações de busca e apreensão.

Rebekah Brooks foi ex-chefe de redação do News of the World e ex-conselheira delegada da subsidiária britânica do grupo Murdoch News International. Seu marido, Charlie, é treinador de cavalos e amigo do primeiro-ministro David Cameron desde a infância.

A polícia se limitou a confirmar a detenção de uma mulher de 43 anos e um homem de 49 em Oxfordshire, ao oeste de Londres, sem revelar as identidades, e tanto a News International como a porta-voz de Brooks se recusaram a comentar a informação.

Brooks, que já foi considerada a "rainha" da imprensa sensacionalista, foi detida em julho, poucos dias depois de renunciar ao cargo na News International, e liberada com condições após 12 horas de interrogatório.

Os outros quatro homens, que até o momento não foram identificados pela imprensa, têm 39, 46, 38 e 48 anos. Eles foram detidos na capital e nos condados de Hampshire e Hertfordshire, segundo a Scotland Yard.

O News of the World, forçado a fechar em julho do ano passado pela crise provocada pelo escândalo das escutas, é acusado de ter 'grampeado' desde 2000 as mensagens de voz dos telefones celulares de quase 800 pessoas, incluindo famosos, políticos e membros da família real, assim como vítimas ou parentes de vítimas de crimes, para tentar obter exclusivas.

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