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Internacional

Impasse diplomático

Sean Penn critica 'colonialismo' britânico nas Malvinas

por AFP — publicado 13/02/2012 17h18, última modificação 13/02/2012 17h18
Ator defende a continuação das negociações e o diálogo entre o Reino Unido e a Argentina para a resolução do impasse
Sean penn

Sean Penn com outros artistas em evento beneficente organizado pela ong J/P Haitian em prol do Haiti, dia 14 de janeiro. Foto: ©AFP/Getty Images/arquivo / Alberto E. Rodriguez

BUENOS AIRES (AFP) - O ator americano Sean Penn criticou nesta segunda-feira 13 em Buenos Aires os enfoques "ridiculamente arcaicos" que apostam na continuidade do colonialismo, ao fazer alusão à Grã-Bretanha em sua disputa de soberania com a Argentina pelas Malvinas, depois de 30 anos de guerra nas ilhas.

"O foco deve ser a continuação das negociações e o diálogo entre o Reino Unido e a Argentina e, obviamente, o mundo não pode tolerar enfoques ridiculamente arcaicos que apostem na continuidade do colonialismo", disse Penn na Casa Rosada depois de se reunir com a presidente Cristina Kirchner.

Em uma breve declaração à imprensa, na companhia do chanceler Héctor Timerman, o ator, que chegou a Buenos Aires por causa de sua missão humanitária no Haiti, disse que "o compromisso tem que continuar sendo manter as negociações para encontrar uma saída" para a disputa de soberania pelas Malvinas, sob controle britânico desde 1833.

Penn, ganhador de Oscars pelos filmes "Mystic River" e "Milk", é co-fundador da ONG JP/HRO de ajuda às vítimas do terremoto que devastou o Haiti em 2010.

Em meio a uma escalada de acusações entre os dois países, a Argentina denunciou na semana passada na ONU uma "militarização" do Atlântico sul, depois que o Reino Unido enviou à região um moderno destroier.

O dia 2 de abril de 2012 marca os 30 anos da guerra que deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos e que acabou 74 dias depois, com a rendição da nação sul-americana, então governada por uma ditadura militar.

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