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Eleições americanas

Romney vence em Maryland, Washington e Wisconsin

por AFP — publicado 04/04/2012 10h33, última modificação 06/06/2015 18h58
Pré-candidato vence outras três prévias, soma mais da metade dos delegados para obter a nomeação republicana e é já considerado como o candidato republicano que enfrentará Obama em novembro
Mitt Romney

Pré-candidato republicano Mitt Romney discursa para partidários em Milwaukee, Wisconsin. Foto: ©AFP/Getty Images / Scott Olson

WASHINGTON (AFP) - Mitt Romney ganhou as eleições primárias republicanas de Maryland, Washington DC e Wisconsin, o que consolida sua posição de favorito à indicação para disputar a presidência dos Estados Unidos em novembro contra o democrata Barack Obama.

"Obrigado a vocês do Wisconsin, Maryland e Washington DC. Vencemos em todos! Esta realmente foi uma grande noite", disse Romney para partidários em Milwaukee, Wisconsin.

Segundo resultados parciais, Romney obtinha em Maryland 48% dos votos, contra 29% para Rick Santorum. O ex-presidente da Câmara Newt Gingrich e Ron Paul apareciam muito distantes.

No Wisconsin, com 90% das apuração, a vitória de Romney era mais apertada com 42% dos votos, contra 38% para Santorum.

Em Washington, onde Santorum não disputou a primária, Romney levava 68% dos votos.

Com as vitórias desta terça-feira 3, Romney deve levar a grande maioria dos 98 delegados em disputa e somará mais da metade dos 1.144 delegados necessários para obter a nomeação na convenção republicana de agosto, na cidade de Tampa, Flórida.

Santorum tentou animar seus simpatizantes ao afirmar que a campanha republicana poderá ser definida em maio em outros estados com projeções favoráveis a sua candidatura.

"O cronômetro começa esta noite", afirmou Santorum em seu estado, Pensilvânia.

"Temos três semanas para sair aqui na Pensilvânia e ganhar o estado. E depois de vencer aqui, o campo parecerá um pouco diferente em maio", disse.

Candidatura certa
Mas o 'establishment' republicano começa a fechar fileiras em torno da candidatura do ex-governador de Massachusetts. O senador Mitch McConnell disse que certamente Romney será o candidato que vai enfrentar Barack Obama nas eleições de novembro.

Romney passou boa parte da segunda-feira 2 criticando o presidente Obama e suas políticas, segundo ele incapazes de obter uma recuperação da profunda recessão e que "esmagam" o sonho americano.

Mas Obama também está em campanha e criticou na terça-feira 3 os congressistas republicanos de "darwinismo social", com favorecimento aos ricos e sem proteção à classe média.

Enquanto todos os sinais indicam que Romney terminará sendo o candidato republicano, fica menos claro o que acontecerá depois da eventual indicação.

Pesquisa

Uma pesquisa USA Today/Gallup entre os eleitores registrados divulgada na segunda-feira 2 revela que Obama supera por nove pontos Mitt Romney em 12 estados considerados fundamentais para a eleição de novembro nos Estados Unidos.

De acordo com a pesquisa, o avanço do presidente foi provocado pelo grande apoio feminino.

Entre os eleitores registrados, Obama supera Romney por 51% a 42%, segundo a pesquisa. Um mês antes, a diferença era de apenas dois pontos.

A grande mudança aconteceu entre as mulheres com menos de 50 anos: em fevereiro, Obama tinha o apoio de metade deste grupo, mas agora conta com mais de 60%, enquanto o apoio a Romney caiu 14 pontos, a 30%.

Romney tem o apoio dos homens com mais de 50 anos, faixa na qual supera Obama com 56% contra 38%.

A pesquisa, que tem margem de erro de 4% para mais ou para menos, foi realizada nos estados do Colorado, Flórida, Iowa, Michigan, Nevada, New Hampshire, Novo México, Carolina do Norte, Ohio, Pensilvânia, Virginia e Wisconsin.

Isso implica uma mudança dramática na sorte de Obama, que há apenas um mês estava dois pontos atrás de Romney nesses estados sem maiorias claras.

Os números também revelam menor entusiasmo entre os eleitores republicanos.

Romney enfrenta um obstinado ceticismo por parte dos eleitores conservadores, que temem que o ex-governador do liberal estado de Massachusetts vire para a esquerda uma vez que obtenha a indicação, para seduzir os eleitores independentes.

Essa ideia é usada por Santorum, um católico ligado à Opus Dei e um forte crítico do aborto e dos direitos dos homossexuais, e que semeia a angústia entre os conservadores, insistindo que precisam de um candidato "cuja política esteja escrita em seu coração".

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