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Internacional

Carta Capital

Síria

30.01.2012 17:26

Regime aumenta violência e líderes mundiais pedem sanções na ONU

Foto: Joseph Eid/AFP

As tropas do regime do presidente Bashar al-Assad recuperaram terreno após violentos combates perto de Damasco, capital da Síria, enquanto árabes e europeus se prepararam para defender na terça-feira 31, no Conselho de Segurança da ONU, uma resolução contra o governo do país.

Segundo os militantes opositores, a violência alcançou no fim de semana sua maior intensidade desde o início da mobilização contra Assad, em março.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), com sede na Grã-Bretanha, indicou que 80 pessoas morreram no domingo 29 e que os combates e as operações das forças de segurança foram retomadas nesta segunda-feira 30, deixando ao menos 27 mortos, 21 deles civis.

Na cidade de Homs (centro), as forças de segurança mataram 17 civis e outros quatro morreram em confrontos na província de Deraa (sul), dois bastiões da mobilização contra o regime. Além disso, seis agentes de segurança e quatro civis foram mortos em Hirak, na província de Deraa, informou o OSDH.

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A organização opositora afirma que as tropas governamentais entraram na segunda-feira na cidade de Rankous, 40 km ao norte de Damasco, para retomar o controle de uma zona que mantiveram cercada por seis dias. Militantes contra o regime denunciam que franco-atiradores “disparavam contra qualquer coisa que se movesse” nos subúrbios no leste da capital.

As novas ações de violência do regime levaram o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil el-arabi, e o chefe do Conselho Nacional Sírio (CNS), órgão que reúne grande parte da oposição deste país, Burhan Ghaliun, a viajar a Nova York com a esperança de influenciar na terça-feira o Conselho de Segurança em busca de sanções à Síria.

Arabi, que apresentará o plano da Liga para o país na terça-feira, disse esperar “uma mudança de posição” da China e da Rússia em “relação ao projeto de resolução do Conselho de Segurança, que deveria adotar o plano” da organização que ele dirige.

Os países europeus e árabes trabalham juntos para elaborar um texto que pede apoio internacional ao plano defendido pela Liga Árabe e prevê o fim da violência e a transferência dos poderes do presidente Assad ao seu vice-presidente antes do início das negociações com a oposição.

Também no plano diplomático, a Rússia indicou nesta segunda-feira que o governo da Síria está disposto a iniciar em Moscou um diálogo informal com a oposição, mas, pouco depois, Ghaliun descartou negociar enquanto Assad permanecer no cargo de presidente.

Aliada tradicional da Síria, a Rússia, que tem a possibilidade de vetar um projeto aprovado por outros membros do Conselho de Segurança, negou-se até o momento a apoiar o projeto de resolução de europeus e árabes.

Reação internacional

Após a nova onda de violência, o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, viajará às Nações Unidas para pressionar por uma resolução sobre a Síria, informou a chancelaria nesta segunda-feira. Londres pediu que a comunidade internacional se una e expressou sua preocupação após a Liga Árabe ter suspendido sua missão de observadores devido à violência.

O ministro das Relações Exteriores francês, Alain Juppé, também irá a Nova York, segundo um anúncio feito em Paris.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, também pediu que a ONU aja para pôr fim à violência na Síria e condenou “nos termos mais firmes” a escalada dos ataques praticados pelo regime contra o povo sírio.

“O Conselho de Segurança deve agir a fim de fazer que o regime sírio saiba com clareza que a comunidade internacional considera essas ações uma ameaça à paz e à segurança”.

Com informações AFP.

Leia mais em AFP Movel.

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Sua opinião

  1. sofia disse:
    A Siria é a ultima muralha que os USA tentam derrubar antes de invadir O Iran e se apropriar de todos os recursos do Oriente Medio e controlar de novo a economia mundial. O governo nao combate o povo, mas mercenàrios pagos pelas potencias ocidentais, eles sim atacam os vilarejos e assassinam as pessoas. Açoes que tem como objetivo justificar açao militar da Otan ou Usa como fizeram no Afeganistao , Iraque e por ultimo na Libia.
  2. Alex Renato da Silva disse:
    Assisti por esses dias na Telesur que haviam manifestações populares com cerca de um milhão de pessoas em defesa do presidente Al Assad, inclusive com massiva participação do Partido Comunista (principal força de esquerda do país, que faz oposição ao governo, mas sabe que os grupos "rebeldes" são de fato agentes mercenários patricionados pelio Imperialismo yanke). Na mesma reportagem vi uma declaração de 15 min. do presidente na qual ele se compromete com as reformas políticas e estruturais reinvindicadas pela oposição democrática. Já é triste ver a mídia de direita caluniar a Síria e ser conivente com a invação imperialista... ver a de esquerda é mais triste ainda.
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