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Partido Comunista expulsa Bo Xilai antes de Parlamento e convoca congresso interno

por AFP — publicado 28/09/2012 12h22, última modificação 06/06/2015 19h23
Partido se adianta e expulsa líder suspeito de "corrupção em massa". Ao mesmo tempo, convoca congresso interno para promover uma nova geração de dirigentes
Bo Xilai

Bo Xilai participa doe um congresso no Grande Salão do Povo em 14 de março em Pequim. Foto: ©AFP / Mark Ralston

PEQUIM (AFP) - O Partido Comunista da China (PCC) expulsou de seus quadros o ex-líder Bo Xilai, que deverá comparecer à justiça, e fixou para 8 de novembro a data de seu próximo congresso, depois de ter adotado uma resolução sobre o polêmico caso envolvendo o ex-dirigente, informaram fontes oficiais.

O XVIII Congresso terá a intenção de promover uma nova geração de dirigentes à frente da potência asiática, porém acontecerá em meio ao grande escândalo político protagonizado por Bo Xilai. Bo, ex-prefeito e líder do partido em Chongqing (sudoeste), megalópole de 33 milhões de habitantes, aspirava entrar na comissão permanente do Bureau Político do PCC no XVIII Congresso.

De acordo com a agência oficial Xinhua, Bo Xilai é suspeito de "corrupção em massa", de ter mantido relações sexuais "impróprias" com várias mulheres, de ter cometido "graves erros e ter abusado de seu poder no caso do homicídio culposo que envolve (seu ex-colaborador) Wang Lijun e (sua esposa) Gu Kailai, no qual tem uma importante responsabilidade".

Gu Kailai foi condenada à morte, pena que foi comutada em prisão perpétua, em agosto, pelo assassinato do empresário britânico Neil Heywood. Wang Lijun, ex-chefe de polícia de Chongqing, envolvido no caso, foi condenado a 15 anos de prisão na segunda-feira passada, principalmente por ter pedido asilo político no consulado dos Estados Unidos em Chengdu (sudoeste).

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