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União Europeia

Para David Cameron, 'Grã-Bretanha está plenamente integrada à Europa'

por AFP — publicado 18/02/2012 15h30, última modificação 06/06/2015 18h27
'O fato de defendermos nossos interesses não quer dizer que não sejamos um ator europeu de primeiro plano', afirmou o primeiro-ministro britânico britânico.
cameron sarkozy

David Cameron (E) e Nicolas Sarkozy durante uma entrevistá à imprensa, em Paris. Foto: AFP

PARIS (AFP) - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, que participou nesta sexta-feira 17 de uma reunião de cúpula franco-britânica com o presidente Nicolas Sarkozy, em Paris, afirmou que "a Grã-Bretanha está plenamente comprometida com a Europa", segundo uma entrevista que estará na edição deste sábado do jornal Le Figaro.

"A Grã-Bretanha está comprometida com a Europa, da mesma forma que é um ator maior na Otan, onde coopera estreitamente com a França, como aconteceu no caso da Líbia. Sobre questões econômicas e financeiras, temos coisas essenciais a dizer", afirmou Cameron.

A cúpula franco-britânica, marcada por um reforço da cooperação bilateral no plano militar e por acordos importantes no setor nuclear civil, foi também destinada a acalmar as tensões dos últimos meses entre Paris e Londres.

Em dezembro, David Cameron rejeitou o novo tratado europeu traçado por franceses e alemães, que reforça a disciplina fiscal da UE, em meio à cólera de vários ministros.

"Há assuntos, como o mercado único e seu futuro, e outros, nos quais não desejamos entrar", destacou.

"Também não estamos no espaço Schengen, mas não somos menos europeus por isso. Consideramos simplesmente que nosso interesse nacional, enquanto Ilha, é conservar nossas fronteiras", declarou David Cameron.

"Não estamos no euro porque consideramos preferível fixar nossas próprias taxas de juros e determinar nossa política monetária. O fato de defendermos nossos interesses não quer dizer que não sejamos um ator europeu de primeiro plano", afirmou o primeiro-ministro britânico.

David Cameron também voltou a falar de sua oposição a uma taxa sobre as transações financeiras, defendida por Nicolas Sarkozy, a quem apoia nas eleições presidenciais de abril-maio.

"Se pudéssemos impor esta taxa a todo o mundo, então se justificaria. Mas se a criarmos apenas numa parte do mundo, então as empresas vão buscar outros locais", considerou.

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