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ONG denúncia execuções sumárias pelo exército do Mali

por Redação Carta Capital — publicado 23/01/2013 17h24, última modificação 23/01/2013 18h00
País está sob intervenção militar da França para conter avanço de extremistas

A Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) denunciou nesta quarta-feira 23 execuções sumárias e outras violações lesa-humanidade cometidas por soldados malauis nos conflitos do país africano. A França lidera um contra-ataque a extremistas islâmicos do norte que tentam controlar a nação.

A organização, que tem status consultivo perante a ONU e a Unesco, disse ter sido informada da execução de ao menos 31 pessoas pela Força Armada do Mali desde 10 de janeiro. Os casos teriam ocorrido especialmente em Sévaré, Mopti, Nioro e outras regiões de conflito.

A FIDH pediu a formação de uma comissão independente de investigação para apurar os casos e possíveis sanções aos responsáveis. A iniciativa seria válida para as tropas "oficiais" e os extremistas.

   

Em Sévaré, ao menos 11 indivíduos foram executados no campo militar próximo a um ponto de ônibus e um hospital. Outras 20 pessoas teriam sido assassinadas na mesma área e os corpos atirados em poços.

Há também casos de sequestos e intimidação a tuaregues, etnia separatista que passou a controlar todo o norte do país ao lado dos extremistas.

As vítimas são pessoas com armas, acusada de cumplicidade com os islamitas, mas sem prova de sua identidade em rondas militares ou simplesmente visados por pertencerem a certos grupos étnicos, como os “peles clara”.

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