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Internacional

Massacre no Oriente Médio

Mais de 14 mil mortos desde o início da revolta na Síria

por AFP — publicado 10/06/2012 11h43, última modificação 06/06/2015 17h37
Número foi divulgado pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) e é referente desde o início dos conflitos, em março de 2011
funeral siria

Sírios participam em grande funeral na província de Deraa. Foto: AFP

DAMASCO (AFP) - Um total de 14.115 pessoas, em sua maioria civis, morreram na Síria desde o início da revolta contra o regime de Bashar al-Assad em março de 2011, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

A ONG contabiliza as mortes de 9.862 civis, 3.470 soldados e 783 desertores na repressão e nos combates. O OSDH considera civis os homens armados que lutam contra o regime.

A violência se intensificou na Síria apesar da presença de 300 observadores da ONU responsáveis por supervisionar a trégua em vigor desde 12 de abril e continuamente ignorada.

No sábado, pelo menos 111 pessoas, entre elas 83 civis e 28 soldados, morreram no país, segundo o OSDH.

O novo líder da oposição síria, Abdel Baset Sayda, afirmou neste domingo que espiral de violência no país está chegando ao fim e que o regime de Bashar al-Assad está "nas últimas".

O Conselho Nacional Sirio (CNS), a principal coalizão de oposição ao regime de Assad, elegeu como novo líder este curdo exilado há 20 anos na Suécia por sua moderação, apesar dele ser desconhecido e não ter experiência política.

"Entramos em uma fase sensível. O regime chega ao fim. Os massacres que se multiplicam e os bombardeios mostram que está lutando para sobreviver", declarou Sayda pouco depois de ser eleito em Istambul para o comando do CNS, um organismo que reúne islamitas, liberais, nacionalistas, independentes e militantes no campo de batalha.

"Segundo as informações que temos, o regime perdeu o controle de Damasco e de outras cidades", completou Sayda, sem revelar detalhes.

Os combates ficaram mais intensos recentemente na capital, que no entanto continua sendo a cidade mais bem protegida pelas forças do regime.

"O plano (de solução da crise do emissário internacional Kofi) Annan ainda existe, mas não é aplicado. Vamos fazer o necessário para que este plano seja incluído dentro do capítulo VII da Carta das Nações Unidas", ressaltou Sayda.

Isto permitiria sanções econômicas e até mesmo o uso da força contra o regime de Assad.

Sayda, 55 anos, é considerado um "conciliador", "honesto" e "independente", especialista em civilizações antigas e um dos fundadores do CNS.

No fim de março, os opositores sírios reconheceram o CNS como "representante formal" do povo sírio e em abril, o Grupo de Amigos do Povo Sírio, que reúne a vários países, chamou o Conselho de "representante legítimo de todos os sírios".

Mas vários militantes sírios consideram que estão pouco representados no CNS, que não está coordenado com o Exército Sírio Livre (ASL), uma força de oposição armada constituída principalmente por desertores.

Neste domingo, quatro sírios alauitas e um xiita foram sequestrados na região de Wadi Khaled, norte do Líbano, após o rapto de um libanês sunita na mesma área, perto da fronteira com a Síria.

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