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Israel planejou atacar o Irã em 2010

por Redação Carta Capital — publicado 05/11/2012 13h35, última modificação 06/06/2015 19h23
Benjamin Netanyahu ordenou que as tropas militares se preparassem para ação militar contra instalações nucleares iranianas
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Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, em reunião ministerial no dia 8. Ele montou a Comissão Levy. Foto: Uriel Sinai / AFP

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou que as tropas militares do país se preparassem para um ataque contra as instalações nucleares do Irã em 2010. A informação é do jornal britânico The Guardian, que cita um documentário televisivo sobre o assunto a ser exibido nesta segunda-feira 5. A ação também teve a participação do ministro da Defesa, Ehud Barak.

A decisão foi tomada após uma reunião de Netanyahu com ministros e oficiais do governo. No encontro, o premiê e Barak decidiram aumentar o nível de prontidão das forças militares para “P Plus”. Este seria um código a indicar uma ação militar eminente.

A ordem, no entanto, não progrediu devido à forte resistência de chefes-chave da segurança, como o comandante do Mossad, Meir Dagan. Segundo o Guardian, o Dagan teria dito que Netanyahu e Barak estavam “apenas tentando forjar uma guerra”. “Vocês provavelmente vão cometer uma decisão ilegal de provocar uma guerra. Apenas o governo está autorizado a decidir isso.”

  

O chefe do exercito Gabi Ashkenazi teria dito ainda que ao elevar o status de prontidão das forças militares, um ataque seria inevitável. Desde então, Dagan e Ashkenazi se afastaram de seus cargos e têm manifestado oposição aos ataques até que todas as abordagens diplomáticas e sancionarias sejam utilizadas.O Irã nega que seu programa nuclear tenha fins militares.

Em entrevista ao documentário, Barak negou que a ordem não tenha se materializados devido à oposição sofrida. Segundo ele, o exercito não tinha a capacidade operacional necessária para a ação. “O chefe de comando [do exército] deve montar a capacidade operacional, deve nos dizer de um ponto de vista profissional se é possível levar em frente uma ordem, ou se não é possível. Ele também pode, e deve, dar sua recomendação. Mas pode a ação pode ser levada a cabo contra sua recomendação.”