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Igreja Anglicana permite que clérigos gays se tornem bispos

por Redação Carta Capital — publicado 04/01/2013 15h08, última modificação 04/01/2013 15h08
Grupos evangélicos mais conservadores disseram estar dispostos a trazer bispos de outros países para não servirem a bispos gays

A Igreja Anglicana abandonou a proibição para clérigos gays se tornarem bispos após decisão da Câmara dos Bispos, uma das três casas da instituição. Agora, pastores em união civil podem assumir o cargo, desde que adotem o celibatarismo. A decisão, no entanto, não foi bem recebida pelos evangélicos conservadores, que prometeram resistir firmemente no Sínodo Geral, a assembleia da Igreja.

O assunto divide a igreja desde 2003, quando o clérigo gay Jeffrey John foi eleito bispo de Reading. Entretanto, ele foi forçado a deixar o posto após protestos de tradicionalistas. Sete anos depois, John foi candidato a outro posto de bispo, mas teria sido rejeitado por sua opção sexual.

Segundo a BBC, grupos evangélicos mais conservadores disseram estar dispostos a trazer bispos de outros países para não servirem a bispos gays.

 

A Igreja Anglicana já havia permitido que pessoas em união civil fossem clérigos, desde que prometessem ser celibatários e se arrependessem de atividades homossexuais no passado.

Esta não é a primeira iniciativa de tratamento mais igualitário a homossexuais dentro de instituições religiosas. Em 2010, a Igreja Evangélica Luterana da América autorizou a ordenação de pastores gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros, desde que mantivessem relacionamentos estáveis, sem a necessidade de celibato.

A Igreja Luterana na Alemanha também adotou essa decisão, além de permitir que pastores homossexuais possam viver com seus parceiros na casa pastoral.

Em 2011, Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos recebeu de volta um pastor que precisou renunciar ao cargo por ser gay. Depois de 20 anos do ocorrido, Scott Anderson foi reordenado no estado de Wisconsin.

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