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Crise na Europa

Eurozona concede resgate de mais 44 bilhões à Grécia

por AFP — publicado 27/11/2012 09h35, última modificação 27/11/2012 09h35
FMI e Zona do Euro fecham acordo sobre dívida grega. Agora, Atenas terá de limitar sua dívida a 124% do PIB em 2020
Samaras

O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras. Foto: ©AFP / Thierry Charlier

BRUXELAS (AFP) - A Zona do Euro e o Fundo Monetário Internacional chegaram a um acordo sobre a dívida grega, admitindo um limite de 124% do PIB em 2020, segundo o comunicado oficial divulgado na segunda-feira 26, ao final da reunião dos ministros das Finanças do Eurogrupo em Bruxelas.

Ficou acertado que a Grécia limitará sua dívida a 124% do PIB até 2020, acima dos 120% exigidos pelo FMI, o que exigirá uma redução de 40 bilhões de euros nos próximos oito anos.

Os ministros reunidos em Bruxelas também acertaram o desbloqueio de 43,7 bilhões de euros de ajuda à Grécia, em quatro parcelas, a partir deste mês de dezembro e até março de 2013, revela o comunicado final. "O Eurogrupo concluiu que a presença dos elementos necessários nos procedimentos nacionais já permite o desbloqueio da próxima parcela do fundo de apoio à Grécia, que é de 43,7 bilhões de euros".

O grosso do dinheiro - mais de 34 bilhões de dólares - será entregue a Atenas ainda no mês de dezembro. Os menos de 10 bilhões de euros restantes sairão em "subparcelas" no primeiro trimestre de 2013, desde que a Grécia cumpra com a reforma fiscal prometida para janeiro, destaca o comunicado.

O acordo prevê que em dezembro a Grécia receberá 10,6 bilhões de euros para financiar o Orçamento e 23,8 bilhões de euros para recapitalizar os bancos, totalizando 34,4 bilhões.

As decisões foram adotadas após mais de 12 horas de discussões entre representantes da zona do euro, do FMI e do Banco Central Europeu, a troica de credores da Grécia.

Os ministros da Eurozona concordaram em reduzir as taxas de juros dos empréstimos bilaterais já concedidos à Atenas dentro do primeiro programa de ajuda à Grécia e decidiram entregar a Atenas parte dos lucros obtidos pelos bancos centrais nacionais e pelo BCE sobre os bônus gregos que possuem.

Certos países da Zona do Euro precisarão do aval do Parlamento para desbloquear a ajuda em dinheiro, como é o caso da Alemanha, que prevê uma decisão positiva até a próxima sexta-feira 30, segundo seu ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble. O Eurogrupo espera anunciar "oficialmente" a ajuda até o dia 13 de dezembro.

"Saúdo a decisão adotada pelos ministros das Finanças, que sem dúvida reduzirá a incerteza e reforçará a confiança na Europa e na Grécia", destacou o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, sobre a elevação do limite da dívida grega em 2020.

Segundo a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, que também participou da reunião, "o Fundo queria assegurar que a zona do euro adotaria as medidas necessárias para colocar a Grécia no caminho de uma dívida viável, e posso dizer que hoje isto aconteceu". "Foi trabalhoso, construtivo, e fizemos um esforço coletivo" para obter uma solução.

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, festejou a decisão em Atenas afirmando que "todos os gregos unidos vão lutar (para cumprir a meta) e amanhã começa uma nova etapa para a Grécia".

Samaras destacou que comunicará a boa notícia aos dirigentes dos outros dois partidos da coalizão de governo, o chefe dos socialistas Evangélos Vénizélosm e da direita democrática, Fotis Kouvelis.

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