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Internacional

Tensão na Ásia

EUA estão abertos ao diálogo com Coreia do Norte, diz Kerry

por AFP — publicado 15/04/2013 08h38, última modificação 15/04/2013 08h38
Secretário de Estado faz visita pela Ásia para reafirmar apoio ao Japão e à Coreia do Sul
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Kerry discursa na embaixada dos EUA em Tóquio. O secretário de Estado foi à Ásia manifestar o apoio da Casa Branca a seus principais aliados regionais. Foto: Paul J. Richards / AFP

Os Estados Unidos permanecem abertos a negociações com a Coreia do Norte, afirmou nesta segunda-feira o secretário americano de Estado, John Kerry, pedindo a Pyongyang que dê um passo em direção ao diálogo.

"Os Estados Unidos seguem abertos a negociações honestas e confiáveis sobre a 'desnuclearização', mas a bola está com Pyongyang", disse Kerry durante um discurso no Instituto Tecnológico de Tóquio, no momento em que o mundo teme que Pyongyang dispare um míssil para celebrar o nascimento do fundador da dinastia comunista. O chefe da diplomacia americana está em Tóquio para a última etapa de sua viagem pela Ásia, após Pequim e Seul, com o objetivo de reafirmar o apoio de Washington a seus aliados na região diante da ameaça norte-coreana.

No domingo, Kerry afirmou que Washington, que obteve o apoio de Pequim para apaziguar de forma conjunta a crise na península coreana, está "totalmente determinado a defender o Japão", país ameaçado pela Coreia do Norte com um ataque nuclear. Kerry, que se reuniu com o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe antes de encerrar a viagem por três países asiáticos, disse que as conversações na China e na Coreia do Sul já demonstraram que o mundo fala com apenas uma voz.

"Uma coisa é certa: estamos unidos e não há qualquer dúvida a este respeito; o perigoso programa de míssil nuclear norte-coreano ameaça não apenas os vizinhos da Coreia do Norte, mas também seu próprio povo". Reafirmando sua oferta de diálogo com Pyongyang, Kerry destacou que a Coreia do Norte precisa dar "passos importantes para demonstrar que irá cumprir seus compromissos e as leis internacionais." O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe considerou "intolerável" a conduta de Pyongyang.

Na capital norte-coreana, o dirigente Kim Jong-Un visitou nesta segunda-feira o mausoléu no qual estão os corpos embalsamados dos dois líderes do regime fechado: seu pai Kim Jong-Il e seu avô, Kim Il-Sung, que completaria 101 anos em 15 de abril.

Pyongyang será cenário de um desfile militar e o regime, como costuma fazer nos dias de celebração, pode marcar a data com um lançamento de míssil, o que seria um "grave erro", segundo Kerry.

Segundo a inteligência sul-coreana, o Norte deslocou recentemente para sua costa oriental dois mísseis Musudan, com alcance teórico de até 4.000 km, capazes portanto de atingir alvos em todo o território sul-coreano, japonês e inclusive na ilha de Guam no Pacífico, onde o governo dos Estados Unidos mantém bases navais e aéreas.

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