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EUA enviam dois destróieres à costa da Líbia

por AFP — publicado 13/09/2012 09h59, última modificação 06/06/2015 18h29
Segundo autoridades, é 'precaução' aos ataques contra a embaixada; manifestações se espalham por capitais mulçulmanas
avião

Um Hércules C-130 da Força Aérea americana no aeroporto internacional de Trípoli. Foto: ©AFP / Gianluigi Guercia

WASHINGTON (AFP) - A Marinha dos Estados Unidos enviou nesta quarta-feira 12 dois destróieres à costa líbia, após a morte de quatro funcionários - incluindo o embaixador americano Chris Stevens - em um ataque ao consulado dos EUA em Benghazi.

"Dois destróieres estão seguindo para as proximidades da Líbia, mas apenas por medida de precaução", informou o porta-voz do Pentágono George Little. Ele se negou a dar detalhes sobre a rota dos destróieres, por razões "óbvias" de "precaução".

Apenas um dia após o ataque, os Estados Unidos também anunciaram o envio de uma equipe de 50 fuzileiros especializados na luta antiterrorista à Líbia. "A Marinha está enviando um FAST (Frota Antiterrorista e de Segurança) à Líbia", disse à AFP um funcionário, que pediu para não ser identificado.

O dispositivo FAST é utilizado para proteger as forças e as instalações americanas quando existe uma importante ameaça à segurança, segundo o site da Marinha dos Estados Unidos.

Por determinação do presidente americano, Barack Obama, a maior parte do pessoal americano deixará a Líbia e a segurança em todas as missões diplomáticas dos Estados Unidos no mundo será revista.

Após a tragédia, as autoridades líbias pediram desculpas a Washington e acusaram partidários do regime deposto de Muamar Kadhafi e a Al-Qaeda pelo ataque ocorrido no dia do 11º aniversário dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos cometidos pela rede islâmica.

Manifestações no Islã
Antes do ataque, o consulado americano em Benghazi estava cercado por manifestantes que protestavam contra o filme Innocence of Muslims (A inocência dos muçulmanos), dirigido e produzido por Sam Bacile, um israelense-americano que afirma que o Islã é "uma religião do ódio" e um "câncer".

Outras manifestações de protesto ao filme ocorreram nesta quinta-feira 13 na embaixada dos Estados Unidos em Sanaa, capital do Iêmen, e confrontos também foram registrados no Egito e no Iraque.

Em Saana, a polícia atirou para o alto e utilizou jatos d'água para dispersar os manifestantes, que haviam conseguido entrar na área da embaixada para atear fogo em vários carros. "O profeta, Mamoé", gritavam os manifestantes.

No Cairo, manifestantes enfrentaram a polícia diante da embaixada dos Estados Unidos. Segundo o ministério da Saúde, 13 pessoas ficaram feridas nos confrontos, iniciados na noite de quarta-feira.

Os manifestantes usaram pedras e bombas incendiárias contra os policiais que protegiam a embaixada com gás lacrimogêneo.

No Iraque, centenas de simpatizantes do clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr protestaram na cidade de Najaf, 150 km ao sul de Bagdá, contra o filme, com frases hostis aos Estados Unidos e a Israel. Najaf, uma das principais localidades sagradas dos xiitas, abriga o mausoléu de Ali, figura central desta corrente religiosa.

O filme amador Inocência dos Muçulmanos, de orçamento reduzido, trama confusa e cenários artificiais, que pretende ser uma descrição da vida do profeta Maomé e evoca temas como homossexualismo e pedofilia, provocou a revolta dos muçulmanos no Oriente Médio e norte da África.

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