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Austrália

Estudante brasileiro é morto durante perseguição policial

por Redação Carta Capital — publicado 20/03/2012 07h21, última modificação 20/03/2012 19h12
Segundo informações preliminares, policiais perseguiram Curti porque ele teria furtado biscoitos de uma loja de conveniência

Renata Giraldi e Carolina Pimentel*
Repórteres da Agência Brasil

 

Brasília – A polícia da Austrália identificou como Roberto Laudisio Curti, de 21 anos, o brasileiro morto no domingo 18 ao ser atingido por uma série de disparos de pistolas elétricas. O brasileiro foi morto durante perseguição policial em Sydney, a cidade mais populosa do país. O Consulado do Brasil acompanha o caso.

Em nota, o Itamaraty disse deplorar o episódio da morte até agora não esclarecida. "O Consulado-Geral do Brasil em Sydney e a Embaixada do Brasil em Camberra foram instruídos a prestar toda a solidariedade e apoio à família da vítima, bem como a solicitar os devidos esclarecimentos às autoridades australianas a respeito do ocorrido", diz o comunicado. O governo brasileiro afirmou ainda que espera o rigor necessário das autoridades australianas que investigarão o caso.

Em 2005, o mineiro Jean Charles de Menezes, de 27 anos, foi morto por policiais em Londres , na Grã-Bretanha, ao ser confundido com um terrorista em um trem do metrô da capital britânica. A morte dele ocorreu depois de uma série de  atentados  ao sistema de transporte público.

Informações preliminares indicam que Curti foi perseguido por policiais, que desconfiaram que ele havia furtado biscoitos de uma loja de conveniência. Curti foi detido com armas elétricas e gás de pimenta.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, poucas horas antes da perseguição o estudante falou com sua irmã mais velha e revelou a ela que estava sendo ameaçado, mas não revelou detalhes. Sem conseguir contato novamente, a irmã ficou sabendo de sua morte horas depois.

O brasileiro vivia em Sydney há menos de um ano para estudar inglês. Curti morava com amigos, mas tinha uma irmã vivendo na cidade e casada com australiano.

Até segunda à noite, o Itamaraty aguardava mais informações detalhadas sobre o episódio. O corpo do estudante estava à espera de reconhecimento da família.

 

*Matéria originalmente publicada na Agência Brasil. Com informações da Redação e da agência pública de notícias de Portugal, Lusa//Edição: Graça Adjuto

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