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Coreia do Norte

Em troca de ajuda alimentar, Pyongyang suspende programa nuclear

por AFP — publicado 29/02/2012 15h41, última modificação 06/06/2015 18h58
País, que tem plutônio suficiente para produzir entre seis e oito armas nucleares, aceita monitoramento da AIEA sobre a moratória de enriquecimento de urânio
Coréia do Norte

Parada militar na capital da Coréia do Norte, Pyongyang, em 2010. Foto: ©AFP/KCNA via KNS/Arquivo

SEUL (AFP) - A Coreia do Norte confirmou nesta quarta-feira 28 ter aceitado a suspensão de seus testes nucleares, lançamentos de mísseis e enriquecimento de combustível nuclear em troca de ajuda alimentar dos Estados Unidos. É o que aponta a imprensa oficial.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) imediatamente classificou o fato como um passo importante. "O anúncio realizado pelos EUA sobre suas recentes conversações com a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) constitui um importante passo adiante", indicou o diretor da AIEA, Yukiya Amano.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, caracterizou a decisão norte-coreana como "um modesto primeiro passo".

Segundo Pyongyang, Washington prometeu fornecer 240 mil toneladas de "ajuda alimentar" e estudar uma ajuda adicional durante as negociações em Pequim na semana passada. Washington fez um anúncio similar.

A Coréia do Norte afirmou que permitirá que a agência nuclear da ONU monitore a moratória sobre o enriquecimento de urânio.

A nação comunista indicou que o lado americano se ofereceu para discutir a suspensão das sanções e o abastecimento de reatores de água leve para gerar eletricidade como prioridade, uma vez que as negociações sobre o desarmamento nuclear entre as seis partes forem retomadas.

As negociações de Pequim tinham por objetivo persuadir o país a retornar às negociações com as seis partes, que foram abandonadas em abril de 2009.

O programa de enriquecimento, divulgado pela primeira vez em novembro de 2010, pode fornecer ao país um caminho alternativo para a fabricação de bombas atômicas, em adição ao seu programa de plutônio de longa data.

A nação "concordou com uma moratória sobre os testes nucleares, lançamentos de mísseis de longa distância e atividades de enriquecimento de urânio em Yongbyon e permite que a AIEA monitore a moratória sobre o enriquecimento de urânio enquanto negociações produtivas forem realizadas", informou um porta-voz de chancelaria estrangeiro à agência de notícias oficial.

Pyongyang realizou testes nucleares em 2006 e 2009 e acredita-se que tenha plutônio em quantidade suficiente para produzir de seis a oito armas nucleares.

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