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Obama consegue arrecadação milionária para sua campanha

por Redação Carta Capital — publicado 09/05/2012 11h34, última modificação 11/05/2012 15h10
Jantar de gala oferecido pelo ator George Clooney rendeu 15 milhões de dólares à campanha de Obama, que reiterou seu apoio ao casamento gay
A iniciativa chamou a atenção de todo o país ao ser defendida pelo famoso pastor Billy Graham. Foto: Justin Sullivan/AFP

A iniciativa chamou a atenção de todo o país ao ser defendida pelo famoso pastor Billy Graham. Foto: Justin Sullivan/AFP

Numa única noite, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama, em campanha pela reeleição, bateu recorde de arrecadação para campanhas eleitoriais de seu país: 15 milhões de dólares. No jantar, oferecido pelo ator George Clooney  a cerca 150 simpatizantes do partido democrata e do astro de Hollywood (ícone das causas liberais), ocorrido nesta quinta-feira 10,  Obama aproveitou  para reiterar seu apoio ao casamento homossexual.

"A verdade é que (o apoio ao casamento gay) foi uma extensão lógica do que se supõe que os Estados Unidos sejam", afirmou Obama.

"Estamos recebendo pessoas que não são como nós, isso nos faz mais fortes? Creio que sim. Essa é uma posição", destacou enquanto era ovacionado pelo público.

O caixa de Obama já tinha engordado de maneira considerável na quinta-feira, com a decisão do presidente de apoiar publicamente a união entre os homossexuais, com a qual recuperou parte do entusiasmo da base liberal, atenuado desde sua campanha de 2008.

Gays e lésbicas ricos, muitos dos quais se concentram na Califórnia e são o sustento de Hollywood, integram uma parcela muito importante dos doadores do presidente, e aplaudiram seus comentários.

Declaração de apoio

No mesmo dia em que os eleitores da Carolina do Norte, no sudeste dos Estados Unidos, aprovaram com 60% dos votos  a emenda constitucional que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo, po presidente Barack Obama se posiciona sobre o assunto.

Em entrevista à rede de TV americana ABCNews de quarta 9, Obama declarou ser a favor do  casamento entre pessoas do mesmo sexo.

"Eu hesitei em apoiar o casamento entre homossexuais porque para mim a união civil era suficiente." Ele deixou claro que esta é sua opinião pessoal. "Conclui que, para mim, é  importante seguir em frente e afirmar que casais do mesmo sexo devem se casar", afirmou.

A polêmica emenda à Constituição da Carolina do Norte ocorre após medidas similares em outros 30 estados americanos onde o casamento de homossexuais é proibido. O casamento homossexual é legal nos estados norte-americanos de Nova York, Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire e Vermont, no distrito de Columbia, que pertence a Washington, capital do país. Também é legal a união civil entre homossexuais nos estados de Delaware, do Havai, Illinois, New Jersey e Rhode Island. Cerca de 50% dos norte-americanos apoiam o reconhecimento legal dos casamentos homossexuais, segundo pesquisa de opinião feita pelo Instituto Gallup, divulgada terça.

O resultado do referendo na Carolina do Norte é uma vitória para os setores mais conservadores dos Estados Unidos. O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse no fim de semana que se sente “confortável” com o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O secretário da Educação (o equivalente a ministro da pasta no Brasil), Arne Duncan, também disse apoiar a união entre homossexuais.

A iniciativa chamou a atenção de todo o país ao ser defendida pelo famoso pastor Billy Graham, oriundo da Carolina do Norte.

"Em meus 93 anos jamais pensei que precisaríamos discutir a definição de matrimônio", disse Graham em publicação na imprensa. "A Bíblia é clara: Deus define o casamento como (uma união) entre um homem e uma mulher".

Já o ex-presidente Bill Clinton fez campanha contra a emenda, estimando que o texto poderia limitar as liberdades individuais, afetar a economia do estado e prejudicar "sua capacidade de manter boas empresas, criar novos empregos e conservar empresários talentosos".

*Informações da AFP e Agência Brasil