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Caótica implementação do 'mapa da maconha' no sul da Holanda

por AFP — publicado 10/05/2012 10h41, última modificação 10/05/2012 11h49
O "Mapa cannabis" foi pensado para reduzir os problemas pelo excesso de procura de drogas por turistas, mas os problemas proliferam

HAIA (AFP) - Alguns "coffee shops" fechados em sinal de protesto, outros abertos e apoiando a lei, controles policiais irregulares e aumento das vendas ilegais: a implementação do "mapa cannabis", em vigor há uma semana no sul da Holanda, é caótico.

"É necessário tempo para que tudo funcione", declarou à AFP Charlotte Menten, porta-voz do ministério holandês de Justiça e Segurança.

O "mapa cannabis", que entrou em vigor em 1º de maio no sul do país, foi pensado para reduzir os engarrafamentos, o barulho noturno e a proliferação de vendedores de drogas causados pela afluência de milhões de estrangeiros que vão comprar maconha nos "coffee shops".

A nova legislação, que se refere em um primeiro momento a cerca de 80 dos 670 "coffee shops" holandeses e deve tornar esses negócios "clubes fechados" com um máximo de 2.000 membros domiciliados na Holanda e com mais de 18 anos, será extensiva a todo o país em 2013.

Os 14 "coffee shops" de Maastricht (sudeste), centro da resistência ao "mapa cannabis", estão fechados desde 1º de maio em protesto por esta medida "discriminatória", que diminuirá seu volume de negócios, afirmam.

Apenas um deles, o "Easy Going", abriu suas portas em 1 e 2 de maio, o tempo necessário para receber um aviso de fechamento temporário da prefeitura por ter vendido cannabis a belgas e alemães.

"Vamos à Justiça", disse à AFP Marcos Josemans, dono do "Easy Going" e presidente da Associação de "coffee shops" de Maastricht.

"O governo quer implementar em escala nacional uma solução destinada a solucionar um problema local, em Maastricht", afirma por sua vez Willem Vugs, presidente da Associação de "coffee shops" de Tilburg. "Aqui não há, ou há poucos, problemas relacionados aos 'coffee shops'", disse.

Sete dos 11 "coffee shops" de Tilburg, fechados desde 1º de maio em sinal de protesto, reabriram suas portas na segunda-feira e agora respeitam a lei "com poucos clientes", revelou Vugs à AFP.

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