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Berlusconi se beneficia da prescrição em caso de suborno de testemunha

por AFP — publicado 25/02/2012 12h32, última modificação 25/02/2012 12h32
Il Cavaliere era acusado de ter subornado com 600.000 dólares os falsos testemunhos de seu ex-advogado britânico David Mills em dois processos dos anos 1990
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A prescrição pôs fim a um processo de cinco anos. Foto: Andreas Solaro/AFP

O tribunal de Milão considerou prescrito o caso de corrupção de testemunho de que era acusado o ex-chefe de Estado italiano Silvio Berlusconi no caso Mills, pondo fim assim a cinco anos de procedimento judicial.

A promotoria havia pedido cinco anos de prisão e a defesa reclamava a absolvição ou a prescrição do caso.

Durante o julgamento, que teve vários momentos de sobressaltos, Il Cavaliere era acusado de ter subornado com 600.000 dólares os falsos testemunhos de seu ex-advogado britânico David Mills em dois processos dos anos 1990.

A juíza Francesca Vitale anunciou em menos de um minuto a prescrição, depois de deliberar durante três horas.

O promotor, Fabio de Pasquale, limitou-se a declarar à imprensa: "Só quero ir embora".


'Mino Carta: 

David Mills foi declarado culpado, num julgamento em separado, por ter recebido dinheiro de Berlusconi.

Foi condenado em fevereiro de 2009 em primeira instância a quatro anos e meio de prisão, uma pena confirmada em apelação, antes que a Corte de Cassação pronunciasse a prescrição em fevereiro de 2010, ao mesmo tempo em que denunciava a existência de um "caso de corrupção gravíssimo".

El Cavaliere, de 75 anos, enfrenta a justiça de seu país há duas décadas. Em 1997 e 1998 foi condenado em primeira instância em três ocasiões a um total de 6 anos e 5 meses de prisão por corrupção, falsificação de contas e financiamento ilícito de partido político.

Em todas as ocasiões, se beneficiou da prescrição dos delitos.

Atualmente está indiciado em outros três processos: o chamado Rubygate por prostituição de menores e abuso de poder, outro por fraude fiscal em seu império Mediaset e um terceiro, o Unipol, por "violação do segredo de instrução" depois que um de seus jornais publicou transcrições de conversas protegidas pelo segredo de instrução.

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