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Hamas x Israel

Aviação israelense mata 8 e destrói quartel-general do Hamas em Gaza

por AFP — publicado 17/11/2012 09h50, última modificação 06/06/2015 19h24
Em meio ao bombardeio, o premier Netanyahu recebeu apoio de Obama para atacar os palestinos
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Membros do Hamas inspecionam prédio da organização destruído por ataque israelense em Gaza. Foto: ©AFP / Mahmud Hams

Intensos bombardeios aéreos israelenses contra a Faixa de Gaza deixaram neste sábado 8 mortos e destruíram a sede do governo do Hamas, enquanto 20.000 reservistas de Israel integravam suas unidades, muitas delas nos arredores do enclave palestino.

Desde o lançamento, na quarta-feira, da operação "Pilar de Defesa", 38 palestinos morreram e 345 ficaram feridos nos ataques aéreos israelenses, segundo fontes médicas palestinas. Três civis israelenses morreram na quinta-feira perto da Faixa de Gaza.

Oito palestinos, dos quais ao menos quatro combatentes do Hamas (Movimento de Resistência Islâmica, no poder em Gaza), faleceram na manhã deste sábado, segundo fontes médicas palestinas.

Os ataques aéreos continuavam em um ritmo regular até o meio-dia deste sábado, de acordo com jornalistas da AFP. Cerca de 180 ataques aéreos foram registrados na noite de sexta-feira, segundo um balanço da rede de televisão israelense.

Uma porta-voz militar israelense informou sobre "mais de 830" ataques contra Gaza desde quarta-feira. Um total de 367 foguetes foram disparados da Faixa de Gaza contra Israel, dos quais 222 foram interceptados pelo sistema antimísseis "Iron Dome" (Cúpula de Ferro), acrescentou.

Quatro soldados israelenses sofreram ferimentos leves na manhã deste sábado por um foguete que caiu na região de Eshkol, no limite do território, no sul de Israel, indicou o exército do Estado hebreu.

 

As Brigadas Ezedin al Qasam - braço armado do Hamas - afirmaram em um comunicado que dispararam cinco obuses de morteiro contra uma posição em Reim, uma localidade israelense próxima à parte central do enclave palestino.

Na sexta-feira, os confrontos superaram uma etapa suplementar com o disparo de um foguete que caiu - sem causar vítimas - 5 km a sudoeste de Jerusalém.

Foi a primeira vez que um foguete lançado da Faixa de Gaza caiu tão perto da Cidade Santa, o coração político de Israel, a 65 km do enclave palestino.

Este ataque ocorreu após os disparos de quinta e sexta-feira de três foguetes contra a região de Tel Aviv, a capital econômica do país, mais ao norte, dois dos quais caíram no mar. Também neste caso foi a primeira vez que um projétil disparado de Gaza caiu tão longe no território israelense.

Cerca de 20.000 membros da reserva do exército, convocados em regime de urgência, integraram suas unidades na manhã deste sábado.

Na sexta-feira, o gabinete de segurança israelense aprovou a mobilização de 75.000 reservistas, que precisa ser ratificada por todos os membros do governo durante a reunião de gabinete no domingo.

Por sua vez, Israel bloqueou todas as rotas principais ao redor do enclave palestino, perto do qual se concentraram veículos blindados de tropas.

Após a visita do primeiro-ministro egípcio, Hisham Qandil, na manhã de sexta-feira, o ministro tunisiano das Relações Exteriores, Rafik Abdesalem, chegou na manhã deste sábado a Gaza, onde visitará o hospital Al Shiva e se reunirá com os dirigentes do Hamas.

Na manhã de sexta-feira, o presidente americano, Barack Obama, falou novamente por telefone com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com o presidente egípcio, Mohamed Mursi, aos quais pediu que recuassem na escalada das tensões na Faixa de Gaza, segundo a Casa Branca.

Em Nova York, a ONU anunciou a visita iminente do secretário-geral Ban Ki-moon à região para tentar convencer israelenses e palestinos a alcançarem uma trégua. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, informou que esta visita iria ocorrer "em dois ou três dias".

 

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