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'Ato de guerra' se Irã fechar Estreito de Ormuz, diz Romney

por Redação Carta Capital — publicado 24/01/2012 10h02, última modificação 24/01/2012 10h02
Antes mesmo do início da corrida presidencial americana, o pré-candidato Romney disse que consideraria um "ato de guerra" o fechamento pelo Irã do Estreito de Ormuz. Austrália também aprova embargo petroleiro ao Irã

Mal teve início a corrida presidencial para a Casa Branca e o principal candidato republicano à disputa já se manifestou de forma contundente a respeito do Irã. Mitt Romney, o principal aspirante à indicação republicana para as presidenciais dos Estados Unidos, disse na segunda-feira 23 que consideraria um "ato de guerra" o fechamento pelo Irã do Estreito de Ormuz, uma rota de trânsito chave para o fornecimento de petróleo mundial.

"É apropriado e essencial para nossas forças armadas, para nossa marinha de guerra, manter aberta a navegação". "É claro que é um ato de guerra", disse Romney em um debate com os outros três pré-candidatos republicanos em Tampa, Flórida, onde no dia 31 de janeiro será realizada uma primária crucial.

Os líderes militares e políticos do Irã advertiram no início do ano que poderiam fechar o Estreito se a crescente pressão das sanções do Ocidente por seu programa nuclear detivessem suas exportações de petróleo.

O Estreito é uma rota importante para a saída de petróleo do Golfo.

O Irã tentou reduzir as tensões na semana passada, depois de ameaçar com uma resposta se os Estados Unidos reenviassem um porta-aviões ao Golfo.

Horas antes do debate, o Pentágono confirmou que o porta-aviões dos Estados Unidos "USS Abraham Lincoln" cruzou no domingo o Estreito de Ormuz e chegou ao Golfo Pérsico, depois que o Irã ameaçou fechar a estratégica rota marítima.

Embargo Australiano
Seguindo o exemplo da União Europeia (UE), o ministro australiano das Relações Exteriores, Kevin Rudd, anunciou nesta terça-feira 24 o embargo petroleiro contra o Irã.

"Não apenas aprovamos a ação tomada em Bruxelas para a Europa. Nós, é claro, vamos fazer o mesmo para a Austrália", afirmou Rudd em uma coletiva de imprensa conjunta com seu homólogo britânico, William Hague.

"A razão é muito clara. É preciso enviar uma mensagem ao povo do Irã, às elites políticas do Irã e ao governo do Irã de que sua conduta é globalmente inaceitável", acrescentou o ministro após se reunir com Hague.

O acordo proíbe que a Austrália e países europeus estabeleçam novos contratos no setor petroleiro com o Irã - segundo produtor da OPEP depois da Arábia Saudita - como castigo por seu programa nuclear, que, segundo os ocidentais, tem por objetivo construir uma bomba atômica.

Autoridades iranianas minimizaram o impacto de um embargo e afirmaram que ele contribuirá apenas para aumentar os preços do petróleo.

Com informações da Agência France Press

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