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Atentado terrorista mata israelenses na Bulgária

por Redação Carta Capital — publicado 18/07/2012 16h34, última modificação 06/06/2015 18h19
O alvo foi um ônibus com turistas que haviam acabado de chegar à cidade de Burgas. O governo de Israel culpou o Irã pelo ataque
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Imagens mostra dois ônibus destruídos pelas explosões no aeroporto de Burgas. Foto: AFP

Exatamente 18 anos depois de um dos maiores atentados da história contra uma comunidade judaica no exterior, pelo menos quatro israelenses foram mortos e mais de 30 ficaram feridos nesta quarta-feira 18, em Burgas, no leste da Bulgária. O atentado, realizado no aeroporto da cidade búlgara, é mais um episódio na aparentemente sistemática ofensiva contra alvos israelenses pelo mundo.

O alvo desta quarta-feira foi um ônibus lotado com turistas israelenses. O veículo trafegava na pista quando explodiu e pegou fogo. De acordo com o prefeito de Burgas, Dimitar Nikolov, os explosivos estariam no porta-malas do ônibus. As primeiras informações do Ministério do Interior da Bulgária dão conta de que cinco pessoas morreram (uma seria um guia turístico local) e 33 ficaram feridas, três delas em estado crítico. Entre os feridos há, segundo agências de notícias locais, uma garota de 11 anos e duas mulheres grávidas.

O governo de Israel não demorou a atribuir o atentado ao Irã, seu principal inimigo regional. "Exatamente 18 anos depois do ataque ao centro comunitário judeu na Argentina, o terror iraniano continua a ferir pessoas inocentes", disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Em 18 de julho de 1994, 85 pessoas foram mortas na sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em Buenos Aires, num crime atribuído pela Justiça argentina ao governo do Irã e ao grupo libanês Hezbollah. Netanyahu afirmou que o atentado em Burgas era uma prova de que a ofensiva iraniana "está se espalhando pelo mundo" e alertou que seu governo vai dar "uma forte resposta" ao Irã.

Para a Bulgária, o ataque não é exatamente uma surpresa. Em janeiro, a descoberta de uma pacote suspeito em um ônibus que levava turistas israelenses da Turquia para a Bulgária fez o governo israelense pedir segurança reforçada para seus cidadãos.

Nos últimos meses, interesses israelenses se tornaram alvo em diversos países. Em fevereiro, explosões atingiram as embaixadas de Israel em Nova Déli (Índia) e Tbilisi (Geórgia). Dias depois, um iraniano provocou uma série de explosões em Bangkok e a polícia da Tailândia descobriu, na casa em que ele estava, artefatos semelhantes aos usados nos ataques à embaixada. No início de julho, a polícia do Quênia prendeu dois iranianos na cidade de Mombasa com 15 quilos de explosivos que, segundo os investigadores, seriam usados contra alvos israelenses, americanos, britânicos e sauditas. No último domingo, a polícia do Chipre deteve um sueco descendente de libaneses que estava seguindo turistas israelenses.

A atual onda de ataques contra alvos israelenses poderia ser uma retaliação à sistemática campanha de atentados contra cientistas nucleares iranianos, atribuída por Teerã aos serviços de inteligência de Israel e de países ocidentais, como os Estados Unidos. O assassinato dos especialistas seria uma forma de evitar a evolução do programa nuclear iraniano diante da falta de resultados por meio de sanções e negociações diplomáticas.

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