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Internacional

Tensão na Ásia

Apesar da tensão, embaixadas permanecem abertas na Coreia do Norte

por AFP — publicado 06/04/2013 10h51, última modificação 06/04/2013 10h51
Pyongyang diz não ter como garantir segurança de representações diplomáticas em caso de conflito e ofereceu ajuda a estrangeiros que quiserem deixar o país

SEUL (AFP) - Os chefes das missões diplomáticas dos sete países europeus que mantêm representação em Pyongyang, capital da Coreia do Norte, estão em contato para avaliar uma eventual retirada. Nos últimos dias, houve um agravamento da situação na península coreana, enquanto o polo industrial binacional de Kaesong permanece fechado.

O Brasil, que também possui embaixada no país, disse ontem que não fechará sua representação Pyongyang. Embora esteja analisando a situação de segurança no país.

A Coreia do Norte advertiu na sexta-feira 5 que a partir de 10 de abril não poderá garantir a segurança das embaixadas no caso de conflito e ofereceu ajuda logística aos estrangeiros e diplomatas que quiserem deixar o país.

O regime de Kim Jong-Un deslocou nesta semana um segundo míssil de médio alcance para a costa leste, alimentando os temores de um disparo iminente contra a Coreia do Sul ou territórios dos Estados Unidos no Oceano Pacífico.

Mesmo com o aumento da tensão, nenhum país parece ter planos de retirada imediata de seus diplomatas. Algumas capitais consideram que esta é uma nova manobra de Pyongyang para aumentar a pressão na Ásia.

O ministério das Relações Exteriores da Alemanha informou que "no momento" sua embaixada pode seguir trabalhando na Coreia do Norte, mas destacou que a segurança está em permanente avaliação. "Há consultas permanentes, especialmente com os outros aliados estrangeiros, que também têm embaixadas no país", afirma um comunicado alemão.

Além da Alemanha, Gra-Bretanha, Suécia, Polônia, Romênia, República Tcheca e Bulgária têm representação diplomática na Coreia do Norte.

Os chefes das missões diplomáticas da União Europeia presentes em Pyongyang se reunirão neste sábado 6 "para buscar uma posição comum e uma ação comum" sobre os funcionários, afirmou à AFP o ministério búlgaro das Relações Exteriores. "

O porta-voz da Casa Branca afirmou na sexta que as ameaças não são novas e que não descarta o lançamento de um míssil pela Coreia do Norte. "Não ficaríamos surpresos se atuassem desta maneira", declarou Jay Carney.

Há várias semanas, a Coreia do Norte faz ameaças de guerra nuclear como resposta às sanções da ONU por um novo teste nuclear do país no início de fevereiro e pelas manobras conjuntas dos EUA e da Coreia do Sul na península.

Entre os poucos turistas que se aventuram a entrar no país, um grupo de viajantes que retornou a Pequim após cinco dias na Coreia do Norte descreve a situação como "normal". "Não sentimos medo quando estivemos lá", declarou a dinamarquesa Tina Krabbe.

"Não parecia um clima tenso na cidade de Pyongyang", disse.

As visitas à Coreia do Norte continuam autorizadas.

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