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Ann Romney: a dona de casa que humanizou o frio candidato republicano

por AFP — publicado 06/11/2012 09h42, última modificação 06/06/2015 19h23
Na campanha, ela teve a missão de adoçar a imagem fria de seu marido e atrair o voto das mulheres, que costumam votar nos democratas
Ann Romney

Ann discursa durante um comício de Romney em Cleveland, Ohio. Foto: ©AFP / Emmanuel Dunand

WASHINGTON (AFP) - Ann Romney, 63 anos, conseguiu atingir o eleitorado americano contando anedotas sobre sua numerosa família formada com o candidato republicano, Mitt Romney, um homem de imagem fria, que ficou mais humanizado graças a sua mulher.

Acusada em abril por uma comentarista democrata de "não ter trabalhado nem mesmo um dia em sua vida", Ann Romney não hesitou em se defender escrevendo o primeiro tweet de sua existência: "Eu escolhi ficar em casa e criar meus cinco filhos. Acreditem, foi um trabalho".

Todo o país, sob a liderança de Michelle Obama, que é a esposa do presidente e opositor político, levantou a voz para defender o trabalho das donas de casa, concedendo visibilidade à esposa do candidato republicano sem insistir no contexto de altos privilégios no qual ela sempre viveu.

Ann Davies era proveniente de uma família de fortuna de Michigan (norte) antes de se casar com o empresário multimilionário, há 43 anos. Ainda não tinha 20 anos quando se casou com o jovem Mitt, de 22, depois de se converter à religião mórmon de seu futuro marido.

O casal começou a estudar - Ann se graduou em francês - na Brigham Young University (oeste), onde viviam "em um porão, comendo macarrão e atum em lata", segundo contou na convenção republicana de Tampa, em agosto. A imprensa americana encontrou uma entrevista antiga, na qual Ann Romney lembrava que, depois de sua lua-de-mel no Havaí, a venda de algumas ações permitiu que o casal estudasse sem precisar trabalhar.

A esposa do candidato republicano já está acostumada à vida política, depois de ter sido "primeira-dama" de Massachusetts, estado de seu marido, que foi governador entre 2003 e 2007, época em que aprendeu a ostentar sempre um sorriso e a se aproximar do povo em grandes eventos.

Durante a campanha presidencial deste ano, seu papel foi o de adoçar a imagem de seu marido, julgado com frequência como distante e pouco conhecedor das realidades da classe média. Sua missão também foi tentar atrair o voto das mulheres, que costumam votar majoritariamente nos democratas.

Mãe de cinco homens nascidos entre 1970 e 1981, esta avó de 18 netos precisou enfrentar dois grandes problemas de saúde: uma esclerose diagnosticada em 1998 e um câncer de mama em 2008, atualmente em remissão. Em várias entrevistas disse que é uma amante dos cavalos, animais que a ajudaram a superar as doenças e com os quais ganhou vários prêmios.

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