João Sicsú

joaosicsu@cartacapital.com.br

Professor do Instituto de Economia da UFRJ, foi diretor de Políticas e Estudos Macroeconômicos do IPEA entre 2007 e 2011.

Colunas

Tomates e manifestações reduziram a inflação de julho

A redução do preço dos alimentos, e das passagens de ônibus, ajudou a manter o índice sob controle

Tomates e manifestações reduziram a inflação de julho
Tomates e manifestações reduziram a inflação de julho
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O preço do tomate caiu 27,25% em julho. O item “alimentação e bebidas” registrou deflação de 0,33%. Além disso, as manifestações reduziram as tarifas de ônibus em 6,78% no Rio; em 10%, em Goiânia; em 6,25%, em São Paulo e em 5,36%, em Belo Horizonte. O item “transportes” apresentou deflação de 0,66%. O resultado foi que a inflação de julho, medida pela variação do IPCA, foi de apenas 0,03%.

A novidade para os economistas é que foi percebido que há um novo instrumento anti-inflacionário para combater preços estabelecidos por oligopólios (máfias) que pactuam com governos. Quando a concorrência não resolve e a regulação inexiste, as manifestações podem resolver.

Assim, a inflação de julho confirmou a tendência do ano. De janeiro a julho a trajetória tem sido de queda. No mês de abril houve um repique devido à forte variação dos preços dos alimentos. Naquele mês, “alimentos e bebidas” foram responsáveis por aproximadamente 40% da inflação de 0,55%.

A inflação acumulada do ano é de 3,18%. O limite máximo da meta de inflação é de 6,5% para o ano. A inflação de 2013 será provavelmente a menor dos últimos três anos. A maioria das previsões indica que a inflação do ano será de 5,75%. Portanto, a inflação está em queda e dentro da meta.

A opinião de colunistas e articulistas não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.

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