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PIB cresceu 0,9% em 2012, diz IBGE

por Redação Carta Capital — publicado 01/03/2013 11h04, última modificação 06/06/2015 18h41
O resultado foi o pior desde 2009, quando a crise fez a economia do país ter um retrocesso de 0,33%

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta sexta-feira 1º que o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,9% em 2012 em relação ao ano anterior, totalizando 4,4 trilhões de reais. Avaliando apenas o quarto trimestre de 2012, houve expansão de 0,6% em relação ao trimestre anterior e de 1,4% ante o último trimestre de 2011.

O resultado de 2012 é o pior desde 2009, quando, afetada pela crise econômica e financeira mundial, a economia brasileira sofreu uma retração de 0,33%. Desconsiderando os números de 2009, o resultado é o pior desde 1999, quando o PIB teve alta de apenas 0,25%. Em 2011, houve crescimento de 2,7% e, em 2010, de 7,5%.

Sob a ótica da produção, o crescimento do PIB foi sustentado pelo setor de serviços, que registou expansão de 1,7% no ano. A agropecuária teve queda de 2,3% e a indústria, de 0,8%. Os problemas da agricultura decorreram, segundo o IBGE, do fraco desempenho da pecuária e, principalmente, da queda de produção e perda de produtividade de várias das principais culturas da lavoura brasileira. As exceções foram o milho (alta de 27%) e o café (15,2%). Na indústria, tiveram alta os setores de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (3,6%) e construção civil (1,4%). Nos serviços, único setor que cresceu como um todo, os destaques positivos foram serviços de informação (2,9%) e administração, saúde e educação pública (2,8%).

Sob a ótica da demanda, houve crescimento no consumo das famílias (3,1%), o nono ano seguido, e no do governo (3,2%). O consumo d as famílias foi favorecido, segundo o IBGE, pela elevação de 6,7% da massa salarial dos trabalhadores, em termos reais, e pelo acréscimo, em termos nominais, de 14% do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas. A formação bruta de capital fixo, que representa os investimentos, caiu 4%. Ela foi puxada pelo recuo da produção interna de máquinas e equipamentos.

PIB per capita fica estável

O PIB per capita do país cresceu apenas 0,1% no ano passado, apesar de a economia ter registrado expansão de 0,9%. Para calcular o valor per capita, é preciso dividir o PIB pela população do país. “Em 2012, o crescimento populacional foi maior do que o crescimento do PIB”, explicou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto.

Em 2011, o PIB per capita havia crescido 1,8% enquanto a economia teve expansão de 2,7%. No anterior, as taxas haviam sido 6,5%, no PIB per capita, e 7,5%, no PIB.

Com informações da Agência Brasil

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