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Crime financeiro

Megavazamento de documentos expõe paraísos fiscais

por Redação Carta Capital — publicado 04/04/2013 14h55, última modificação 04/04/2013 15h13
Os arquivos, cerca de 160 vezes maiores que os do Wikileaks, rastreiam o dinheiro que circula offshore

Documentos obtidos pela ICIJ, uma organização internacional de jornalistas, mostram como empresas usam paraísos fiscais para ocultar lucros e evitar pagamento de impostos por todo o mundo.

A organização obteve mais de 2,5 milhões de documentos sobre mais de 120 mil empresas e produziu reportagem em parcerias com jornais como o britânico Guardian e o norteamericano The Washington Post.

A estimativaé que entre 22 e 32 trilhões de dólares circulem em paraísos fiscais, como as ilhas Virgens Britânicas e as ilhas Cayman. O uso destes lugares com regulações frouxas servem tanto para ocultar dinheiro obtido ilegalmente, com corrupção ou outras práticas ilícitas, quanto para evitar o pagamento de impostos e ocultar o real proprietário de empresas. A prática não necessariamente é ilegal e é comum em grandes empresas.

Os documentos obtidos representam o maior vazamento do gênero. O tamanho dos arquivos equivale a 160 vezes o obtido pelo Wikileaks em 2010. Eles mostram como governos e famílias de governantes de lugares como Rússia, Canada, Filipinas, Tailândia e Mongólia usaram o subterfúgio para ocultar posses.

Os arquivos também revelam como grandes bancos usam suas estruturas para tentar ajudar esse tipo de prática.

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