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Economia

Crise na Europa

Itália exige plano da União Europeia contra desemprego de jovens

por AFP — publicado 10/05/2013 15h25
"Sem trabalho para os jovens não há esperança, nem para os Estados membros, nem para a Europa", disse o primeiro-ministro Enrico Letta
Vincenzo Pinto/AFP

ROMA (AFP) - O primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, exigiu nesta sexta-feira 10 que o próximo Conselho Europeu, em junho, se concentre em um plano de urgência para lutar contra o desemprego dos jovens. O premier pediu, ao lado do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, um plano de urgência contra esse "flagelo", em uma coletiva de imprensa em Roma.

"Sem trabalho para os jovens não há esperança, nem para os Estados membros, nem para a Europa", disse Letta. O italiano demandou "um plano imediato" e nada "faraônico". "Não é possível que nossos cidadãos, as famílias europeias, não encontrem respostas concretas na UE ou em seus líderes."

A taxa de desemprego na Itália alcança 11,5% da população economicamente ativa, mas chega a 38,4% entre os trabalhadores entre 15 e 24 anos. A luta contra o desemprego dos jovens foi um tema martelado nos discursos de Letta desde que chegou ao governo, em 30 de abril.

No dia 6 de maio, durante seu encontro em Madri com o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, Letta considerou que será imperdoável se no próximo Conselho Europeu não forem adotadas medidas concretas sobre a união bancária, que vem sendo discutida há tempos, e, sobretudo, em relação ao emprego dos jovens.

No entanto, o chefe do governo italiano rejeitou qualquer possibilidade de guerra ideológica sobre os temas da austeridade e do crescimento econômico, reiterando o compromisso de seu país em manter as contas públicas nos limites fixados por Bruxelas, ou seja, com um déficit abaixo de 3% do PIB neste ano.

"Nós não temos intenção alguma de fazer uma guerra ideológica sobre o tema da manutenção das contas públicas". De qualquer forma, Letta disse que está orgulhoso por seu país se apresentar em Bruxelas com suas contas em ordem, "graças ao governo anterior e à maioria que o apoiou".

"Podemos esperar com razão que nos deem a notícia de que a Itália sairá do procedimento por déficit excessivo ao qual havia sido submetida" pela UE, completou.

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