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Economia

IBGE

Em sétima queda seguida, PIB cai 0,8% no terceiro trimestre

por Redação* — publicado 30/11/2016 13h26, última modificação 30/11/2016 13h51
Após leve alta em meio ao impeachment de Dilma, os investimentos recuaram 3,1% e a atividade industrial, 1,3%
Comunicação Volkswagen do Brasil
Indústria

Em 2016, indústria automotiva tem queda acumulada de mais de 17%

O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, fechou o terceiro trimestre do ano com queda de 0,8% em relação ao trimestre anterior. Com isso, o País registra o sétimo trimestre seguido de retração da economia.

O PIB apresentou recuo de 2,9% na comparação com o terceiro trimestre de 2015, maior queda para este período desde o início da série em 1996. 

Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,580 trilhão. Os dados das Contas Nacionais Trimestrais foram divulgados nesta quarta-feira 30 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na análise dos subsetores da economia, a agricultura teve retração de 1,4% no período, a indústria caiu 1,3% e o setor de serviços registrou queda de 0,6%.

Os dados do IBGE mostram ainda que o consumo das famílias caiu 0,6% e o do governo, 0,3%. Já a Formação Bruta de Capital Fixo, que são os investimentos, recuou 3,1%. No setor externo, as exportações de bens e serviços caíram 2,8% e as importações recuaram 3,1%.

A queda nos indicadores demonstra que o bom humor do mercado após o impeachment de Dilma Rousseff não conseguiu se sustentar. No segundo trimestre de 2016, foi registrada alta de 0,4% nos investimentos e de 0,3% na atividade industrial na comparação com o trimestre anterior. 

O mais recente boletim Focus, do Banco Central, revisou para baixo as expectativas do mercado para a atividade econômica em 2016 e 2017 pela sétima semana consecutiva. A mediana das previsões para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de 2016 foi revisada de 3,37% para retração de 3,40%. 

Das 12 principais atividades da economia, apenas três não registraram queda na comparação com o segundo trimestre: extrativa mineral, serviços de comunicação e atividades imobiliárias. Os destaques negativos, segundo o IBGE, vieram de máquinas e equipamentos e indústria automotiva.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o setor automotivo registrou uma queda de 15,1% em outubro na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e outubro de 2016, a queda acumulada é de 17,7%.

*Com informações da Agência Brasil

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