
O presidente da Uefa, Michel Platini, quer obrigar os clubes da Europa a equilibrarem suas finanças até 2013
A crise econômica que assola a Europa também dá as caras no futebol do continente, o mais rico do planeta.
No entanto, os desafios de austeridade que viraram praxe entre os líderes políticos de lá ainda não cativaram os dirigentes do esporte.
É o que indica o relatório da Uefa (entidade que rege o futebol europeu) divulgado nesta quarta-feira 25 sobre o ano de 2010: embora as receitas dos clubes tenham aumentado em 6,6%, o déficit deles aumentou em 36% em relação a 2009, chegando a 1,6 bilhão de euros (mais de 3,5 milhões de reais).
Entre os gigantes do continente (aqueles que movimentam anualmente mais de 50 milhões de euros), 75% tiveram prejuizo em 2010. O relatório aponta também que 29% dos clubes da Europa reportaram grandes perdas, na média de 12 euros perdidos para cada 10 euros investido. 65% dos clubes da Europa que disputaram a edição da Liga dos Campeões, principal competição de clubes do planeta, anunciaram prejuizos.
Entre as ligas nacionais, apenas duas entre as 20 principais apresentaram saldo financeiro positivo.
As razões para a disfunção financeira foram a diminuição do número de transferências de jogadores naquela temporada e o alto custo para manter elenco e a estrutura clubística.
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A gastança desenfreada dos clubes na Europa é uma das maiores preocupações do presidente da Uefa, o ex-jogador francês Michel Platini. Em tese, a continuidade destes índices pode causar uma quebra generalizada das agremiações europeias nos próximos anos. Para evitar isso, Platini já lançou uma campanha intitulada Far Play Financeiro, a qual prevê a partir de 2013 uma série de medidas punitivas para os clubes que gastam mais do que arrecadam – entre outras está a exclusão da Liga dos Campeões.
Se as medidas para o Fair Play financeiro no futebol europeu já estivessem em vigor neste momento, a maioria dos clubes da Europa não conseguiriam cumprir as exigências.
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