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Economia

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Copom reduz taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual

por Agência Brasil publicado 07/03/2012 22h56, última modificação 07/03/2012 22h56
Índice passa de 10,5% para 9,75% ao ano e surpeende analistas financeiros que esperavam posição mais conservadora do Comitê

Por Stênio Ribeiro*

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira 7 a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual. A Selic baixou de 10,5% para 9,75% ao ano, diferentemente do que esperava a maioria dos analistas financeiros.

A pesquisa Focus, divulgada na última segunda-feira 5 pelo BC, apontava para um corte 0,5 ponto percentual.

De acordo com nota divulgada ao fim da reunião, o Copom ressaltou que "dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 9,75% ao ano, sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela redução da taxa Selic em 0,5 ponto percentual."

A redução da taxa que remunera os títulos públicos depositados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) beneficia o consumidor que depende de financiamentos, o empresário que pode investir e gerar empregos, bem como o trabalhador, a atividade produtiva em geral e o crescimento sustentável da economia.

Para o investidor, no entanto, o cenário com juros menores não é o melhor já que o aumento da rentabilidade, nesse caso, está diretamente associado a juros maiores. Para os banqueiros, juros mais altos também são mais interessantes porque ganham com títulos públicos na rolagem da dívida imobiliária e contratam empréstimos externos, a juros baixos, para internalizá-los e ganhar a Selic, que continua a taxa nominal mais alta do mundo.

Embora a Selic sirva para balizar as taxas de juros cobradas pelo sistema financeiro nacional (SFN) e nos financiamentos do comércio em geral, os juros bancários mostram total discrepância com a decisão do Copom. De acordo com pesquisa da Fundação Procon de São Paulo, no mês passado, a taxa média dos sete maiores bancos no empréstimo pessoal era 5,87% ao mês, ou mais da metade do que a Selic cobra no ano. E a taxa média do cheque especial era 9,53% ao mês.

*Publicado originalmente em Agência Brasil.

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