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Brasil tem 4,7% de desocupados em dezembro, menor taxa desde 2002

por Redação Carta Capital — publicado 26/01/2012 16h45, última modificação 26/01/2012 16h45
Pesquisa Mensal de Emprego também aponta que a média anual de 6% de pessoas sem trabalho em 2011 é a menor desde 2003
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Aparentemente, acordou-se para a fase final do processo de consolidação do crescimento sustentado e da transformação do país em uma grande economia Foto: KEINY ANDRADE/AE

Mesmo com o cenário econômico internacional nebuloso, a taxa de desocupação no Brasil em dezembro ficou em 4,7%, a menor desde 2002. A média anual foi de 6%, a mais baixa desde 2003, quando alcançou 12,4%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, e divulgada nesta quinta-feira 26.

Segundo o estudo, dezembro registrou 1,1 milhão de indivíduos desocupados, taxa 9,4% menor que no mesmo período de 2010. Em 2011, essa faixa da população somou 1,4 milhão de pessoas, uma queda de 45,3% em relação a 2003.

Os indivíduos ocupados em 2011 chegaram a 22,5 milhões, resultado 21,3% superior aos números de 2003, mas abaixo das 22,7 milhões de pessoas trabalhando em dezembro de 2011.

O IBGE define como população ocupada, pessoas que tinham um trabalho na época da pesquisa. Neste grupo, há uma subdivisão entre empregados (indivíduos que prestam serviços, com ou sem carteira assinada, a um empregador em troca de remuneração), autonômos sem empregados, empregadores e não remunerados.

De acordo com  o estudo, em 2011 os homens foram a maioria entre os indivíduos ocupados, somando 54,6% das vagas de trabalho contra 45,4% das mulheres.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado se manteve estável em 11,2 milhões na comparação entre novembro e dezembro, mas houve um aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2010.

Na média, 2011 registrou 10,9 milhões de pesssoas com carteira assinada e um aumento no número de trabalhadores que contribuíam com a previdência social. No ano anterior, 68,4% dos indivíduos empregados colaboraram com o fundo, contra 71% em 2011.

O rendimento médio real dos ocupados no último ano também apresentou aumento e chegou a 1.625,46 reais, uma alta de 22,2% no poder de compra dos trabalhadores em relação a 2003. Além disso, a renda domiciliar per capita cresceu 3,8% em 2011 e 35,5% na comparação com 2003.

Desigualdade de renda

De acordo com o IBGE, os avanços na diminuição das diferenças salariais entre homens e mulheres, que vinham ocorrendo desde 2007, foram interrompidos em 2011. No último ano, as mulheres ganharam, em média, 72,3% dos rendimentos de um homem: 1.343,81 reais contra 1.857,64 reais.

A menor proporção registrada ocorreu em 2003, quando o índice atingiu 70,8%.

Por outro lado, os salários de trabalhadores de cor preta ou parda tiveram um aumento de 38,6% e 36,7%, respectivamente, entre 2003 e 2011. Um avanço maior que os 22,4% conquistado pelos brancos.

O aumento, no entanto, não foi suficiente para eliminar as diferenças salariais entre esses trabalhadores. Em 2011, indivíduos de cor preta ou parda ganharam, em média, 52,3% e 54,7%, respectivamente, dos rendimentos dos trabalhadores de cor branca.

Na média anual, trabalhadores de cor preta receberam 1.073,22 reais, os pardos, 1.121,44 reais e os brancos, 2.050,25 reais.

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