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Agência Brasil

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América Latina

31.01.2012 09:14

Brasil quer apoiar Cuba em saúde e no desenvolvimento agrícola

Renata Giraldi

A presidenta Dilma Rousseff deve assinar nesta terça-feira 31 em Havana, capital cubana, vários acordos bilaterais para a ampliação de parcerias. A proposta é incrementar projetos científicos e tecnológicos nas áreas de saúde, agricultura, ciências e do setor aéreo. No que depender do governo brasileiro, os cubanos terão apoio para avançar na produção agrícola e expandir a rede pública de atendimento à saúde.

No que depender do governo brasileiro, os cubanos terão apoio para avançar na produção agrícola e expandir a rede pública de atendimento à saúde.Foto: AFP / Nikolay Doychinov

Paralelamente, as autoridades brasileiras e cubanas querem incentivar o turismo. Por isso, um dos acordos negociados visa ao estímulo à competitividade entre as empresas aéreas, apresentando opções de preços e qualidade nos serviços.

Na saúde, as parcerias definem apoio para o fortalecimento da  Rede Cubana de Bancos de Leite Humano. O objetivo é por em prática ações que intensifiquem as pesquisas relativas ao combate e tratamento do câncer e ampliem os estudos e o monitoramento do controle da qualidade de medicamentos em Cuba e no Brasil.

O governo brasileiro se dispõe ainda a apoiar em Cuba a qualificação da prestação de serviços odontológicos. Também está sendo negociado adotar um modelo de pesquisas para estudos relativos a dados  geológicos e recursos minerais. Há ainda propostas para capacitar técnicos da Empresa de Serviços Tecnológicos de Cuba na área de metrologia.

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Em fase de aperfeiçoamento e estímulo à produção agrícola, Cuba quer aproveitar o conhecimento dos cientistas brasileiros para capacitar especialistas em novos processos tecnológicos desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no que se refere ao combate às pragas que atingem várias culturas, principalmente a soja e o pimentão.

Também deve ser assinado um acordo sobre serviços aéreos cubanos para estimular a competitividade entre as empresas, oferecendo mais opções aos consumidores. A idéia é permitir que esses serviços sejam oferecidos com bons preços e garantir, ao mesmo tempo, segurança operacional e aviação de alto nível.

Cuba é o único país socialista das Américas. Com o fim da União Soviética, o país passou a sofrer de forma mais intensa os efeitos do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1962. Porém, vários países da região mantêm relações econômicas intensas com os cubanos, como é o caso do Brasil. Só no ano passado, o comércio entre o Brasil e Cuba envolveu US$ 642 milhões.

Nos últimos dois anos, o governo Castro estimula a abertura econômica, adotando medidas que visam à autonomia dos cidadãos. Há ainda várias restrições a essas ações, mas o governo promete intensificá-las.

*Matéria originalmente publicada em Agência Brasil 

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Sua opinião

  1. jose disse:
    Sr Ikaro, por força do trabalho viajo muito e pelo mundo todo. Não sou jornalista mas costumo "entrevistar" cidadãos comuns nas ruas, bancas, hotéis e até mesmo nos intervalos de reunião de trabalho. Leio a Veja sim; também a CC e outras revistas. Quanto ao Jornal Nacional, muito pouco pois não sou fã da emissora. Posso até ser mal informado mas tenho visto muita coisa in loco (felizmente o Brasil ainda não virou uma ditadura de esquerda e aí será difícil sair).
  2. Surge et Ambula disse:
    Quero me referir ao Antônio Paiva, do primeiro comentário desta fileira. Diz ele que Cuba tem "onze milhões de escravos". Com certeza Antônio é escravo de si mesmo pensando na escravidão de bilhões de seres humanos que neste mundo são dominados por dezoito mil famílias. Como 18.000 famílias dominam tantos bilhões de seres? Através de exércitos com milhões de homens e mulheres "que trocaram o crâneo pela medula óssea e desfilam ao som de música. Vão matar e morrer, deixando viúvas nossas filhas e nossas netas, e as mulheres militares deixam órfãos seus próprios filhos". Duzentas milhões de pessoas morreram em função de guerras e conflitos regionais ao redor do mundo no decorrer do século XX, sem contar os muitos milhões de aleijados e destroçados pelas guerras dos impérios neofascistas. Em troca, estabeleceram-se miseráveis ditaduras em defesa de suas contas secretas em todos os paraísos-fiscais do mundo, inclusive na famosa e famigerada Suiça, penduricalho mundial do assalto às riquezas das nações. Não seremos, no Brasil nem em Cuba ou em qualquer país decente no mundo, escravos do que quer que seja, tampouco do capital e de suas funestas, perversas consequências.
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