Cultura

Dupla do barulho

A dupla cômica mais impagável da história do cinema, o Gordo e o Magro, se cruzaram por acaso, ainda na época do cinema mudo

Dupla do barulho
Dupla do barulho
Stan Laurel e Oliver Hardy, a anarquia a partir do cotidiano banal. Foto: AP
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Em Portugal, eles são chamados de Bucha e Estica. No Brasil, de o Gordo e o Magro. Quaisquer que sejam os apelidos, Stan Laurel (1890-1965) e Oliver Hardy (1892-1957) formaram a dupla cômica mais impagável da história do cinema.

Seus caminhos se cruzaram por acaso, ainda na época do cinema mudo. O inglês Laurel chegou aos EUA como membro da trupe de music-hall de Fred Karno, a mesma de que participava Charles Chaplin, sua principal influência. Entre 1923 e 1926, trabalhou como ator – e ocasionalmente diretor – de curtas produzidos por Hal Roach. Hardy, por sua vez, atuava desde 1913 no cinema, geralmente como ator secundário, no papel de vilão em dramas e comédias.

Ao vê-los contracenar num filme seu de 1926, Roach percebeu a química especial da improvável dupla. Seguiu-se uma série de curtas explosivos, em que a inventividade dos dois criava as situações mais anárquicas e absurdas a partir do cotidiano mais banal.

O cérebro da dupla sempre foi Laurel, criador de grande parte dos textos e das gags dos filmes, que influenciaram cômicos como Jerry Lewis e Woody Allen.

A passagem do mudo ao falado deu-se sem traumas, e até meados dos anos 40 Laurel e Hardy foram os reis da comédia, estrelando paródias de épicos (Mosqueteiros da Índia), de faroestes (Dois Caipiras Ladinos), de filmes de terror (Dois Fantasmas Vivos) e até de touradas (Toureiros).

Ao mesmo tempo que foi caindo a vitalidade de seu humor, a popularidade da dupla não cessou de crescer, conquistando as novas gerações por meio da televisão. Até hoje eles alegram as tardes de crianças e adultos pelo mundo afora.

DVDs

 

 

Na Itália, no início do século XVIII, os aprendizes de malandro Stanlio (Laurel) e Ollio (Hardy) tornam-se assistentes do ladrão sedutor Fra Diavolo (Dennis King), que se disfarça de marquês de San Marco. Dirigida por Hal Roach e Charley Rogers, essa adaptação da opereta de Daniel Auber é uma das melhores comédias da dupla.

 

 

 

 

O Gordo e o Magro vão à Escócia em busca de uma suposta herança desse último, mas são enganados e alistados no exército escocês. Mandados à Índia, com suas trapalhadas frustram sem querer um levante nacionalista local contra o exército britânico. A direção é de James W. Horne.

 

 

 

 

Em Paris, Ollie (Hardy) apaixona-se por uma moça e se desespera ao saber que ela é casada com um oficial da Legião Estrangeira. Ele convence Stan (Laurel) a entrar com ele na Legião. Acusados de deserção, os dois são condenados ao fuzilamento e escapam num aviãozinho, que não sabem pilotar. Direção de Edward Sutherland.

Em Portugal, eles são chamados de Bucha e Estica. No Brasil, de o Gordo e o Magro. Quaisquer que sejam os apelidos, Stan Laurel (1890-1965) e Oliver Hardy (1892-1957) formaram a dupla cômica mais impagável da história do cinema.

Seus caminhos se cruzaram por acaso, ainda na época do cinema mudo. O inglês Laurel chegou aos EUA como membro da trupe de music-hall de Fred Karno, a mesma de que participava Charles Chaplin, sua principal influência. Entre 1923 e 1926, trabalhou como ator – e ocasionalmente diretor – de curtas produzidos por Hal Roach. Hardy, por sua vez, atuava desde 1913 no cinema, geralmente como ator secundário, no papel de vilão em dramas e comédias.

Ao vê-los contracenar num filme seu de 1926, Roach percebeu a química especial da improvável dupla. Seguiu-se uma série de curtas explosivos, em que a inventividade dos dois criava as situações mais anárquicas e absurdas a partir do cotidiano mais banal.

O cérebro da dupla sempre foi Laurel, criador de grande parte dos textos e das gags dos filmes, que influenciaram cômicos como Jerry Lewis e Woody Allen.

A passagem do mudo ao falado deu-se sem traumas, e até meados dos anos 40 Laurel e Hardy foram os reis da comédia, estrelando paródias de épicos (Mosqueteiros da Índia), de faroestes (Dois Caipiras Ladinos), de filmes de terror (Dois Fantasmas Vivos) e até de touradas (Toureiros).

Ao mesmo tempo que foi caindo a vitalidade de seu humor, a popularidade da dupla não cessou de crescer, conquistando as novas gerações por meio da televisão. Até hoje eles alegram as tardes de crianças e adultos pelo mundo afora.

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Na Itália, no início do século XVIII, os aprendizes de malandro Stanlio (Laurel) e Ollio (Hardy) tornam-se assistentes do ladrão sedutor Fra Diavolo (Dennis King), que se disfarça de marquês de San Marco. Dirigida por Hal Roach e Charley Rogers, essa adaptação da opereta de Daniel Auber é uma das melhores comédias da dupla.

 

 

 

 

O Gordo e o Magro vão à Escócia em busca de uma suposta herança desse último, mas são enganados e alistados no exército escocês. Mandados à Índia, com suas trapalhadas frustram sem querer um levante nacionalista local contra o exército britânico. A direção é de James W. Horne.

 

 

 

 

Em Paris, Ollie (Hardy) apaixona-se por uma moça e se desespera ao saber que ela é casada com um oficial da Legião Estrangeira. Ele convence Stan (Laurel) a entrar com ele na Legião. Acusados de deserção, os dois são condenados ao fuzilamento e escapam num aviãozinho, que não sabem pilotar. Direção de Edward Sutherland.

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