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Dalton Trevisan não aparece para receber o Prêmio Camões 2012

por Agência Brasil publicado 12/12/2012 17h36, última modificação 12/12/2012 17h36
Conhecido por sua reclusão, o Vampiro de Curitiba será representado por sua editora na solenidade de entrega do maior prêmio da língua portuguesa
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Capa de um dos livros mais recentes de Dalton Trevisan: O Anão e a Ninfeta

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Avesso a aparições públicas – ele não concede entrevistas e nem se deixa fotografar – o escritor Dalton Trevisan não abriu exceção ao seu comportamento recluso para receber nesta quarta-feira 12 o Prêmio Camões 2012, o máximo reconhecimento da literatura em língua portuguesa. Trevisan será representado por sua editora, Sônia Jardim, na solenidade de entrega do prêmio no Auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional, na Cinelândia, centro do Rio.

O Vampiro de Curitiba”, alcunha que Dalton Trevisan recebeu, em alusão a seu livro do mesmo nome e por conta do mistério em torno de sua pessoa, está com 87 anos. Segundo Sonia Jardim, ele enviou por fax uma curta carta de agradecimento que será lida por ela na cerimônia. “Os muitos anos, ai de mim, já me impedem de receber pessoalmente o prêmio”, diz o escritor em um trecho da carta.

Vice-presidente da Editora Record, que há mais de três décadas publica as obras de Trevisan, Sonia Jardim disse que o contista paranaense está escrevendo um livro, ainda sem título, que deverá ser lançado em 2013. “Ele está em plena atividade. Seu último livro publicado,O Anão e A Ninfeta, ganhou o Prêmio Portugal Telecom 2012, na categoria Contos”.

Durante a sua carreira literária, Dalton Trevisan recebeu vários prêmios, entre eles o Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (CBL), por Novelas Nada Exemplares (1959), o Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL), e o Prêmio Ministério da Cultura, por seu único romance, A Polaquinha (1985). Além desses e de O Vampiro de Curitiba (1965), destacam-se em sua obra os livros Cemitério dos Elefantes (1964) , A Guerra Conjugal (1969) e Crimes da Paixão (1978).

De acordo com o presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim, “o Prêmio Camões é o grande momento de consagração da literatura em língua portuguesa e uma possibilidade para que nossos países mostrem ao mundo a literatura de grande qualidade que se produz em nosso campo cultural”. A escolha do autor curitibano foi feita em 21 de maio deste ano pelo júri do prêmio, instituído pelos governos do Brasil e de Portugal em 1988. Desde então, já receberam o Camões 11 escritores de Portugal, dez do Brasil, dois de Angola, um de Moçambique e um de Cabo Verde.

Entre os escritores brasileiros premiados, estão Rachel de Queiroz, Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto, Rubem Fonseca, Lygia Fagundes Telles, Ferreira Gullar e, agora, Dalton Trevisan. Além do diploma, o escritor receberá 100 mil euros.

 

*Matéria originalmente publicada na Agência Brasil

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