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Começa hoje a Feira de Livros de Frankfurt

por Redação Carta Capital — publicado 10/10/2012 11h05, última modificação 10/10/2012 11h07
O evento é considerado o maior e mais importante do mercado editorial, reunindo mais de sete mil editoras de 100 países
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Edição de 2011 da Feira de Livros de Frankfurt, a maior e mais importante do mercado editorial Foto: bildesheim

Começou nessa quarta-feira 10, na Alemanha, a 63ª Feira de Livros de Frankfurt. Com cerca de sete mil exibidores de mais de 100 países e 3200 atividades - como debates e palestras sobre o mercado editorial -, o evento é considerado o maior e mais importante do mundo no segmento.  Um verdadeiro ponto de encontro dos vários intervenientes do circuito do livro: autores, ilustradores, tradutores, editores, distribuidores, agentes literários, bibliotecários, bem como interessados em geral.

Diferentemente das bienais e das feiras do Brasil, na Feira de Frankfurt o principal objetivo não é a compra de livros. Dos seus cinco dias de duração, quatro deles são dedicados ao comércio entre editoras, apenas o último – domingo 14 – é aberto ao público. O foco são os editores internacionais e o que se negocia durante o evento é a possibilidade de publicação de títulos nos mais diversos idiomas.

De certo modo, os contratos fechados ao longo da feira determinarão o que os leitores espalhados pelo mundo poderão encontrar nas livrarias de seu país pelos próximos meses ou até mesmo anos. E a movimentação é intensa: os acordos começam antes da feira e em alguns casos só são concluídos depois que os profissionais do mercado editorial já regressaram à sua terra natal.

Convidado de honra

A primeira Feira de Frankfurt ocorreu em 1949 e todo ano, desde 1976, um convidado de honra é homenageado. Este ano foi a vez da Nova Zelândia, com o slogan “Enquanto você dormia”, brincando com o fato de ser um dos primeiros no mundo a ver os dias nascerem e como se dissesse que há muito acontecendo por lá e o mercado ainda não notou. Mais de 300 eventos - como leituras, exposições de arte, e produções teatrais - e quase 70 autores, entre eles Lloyd Jones, Alan Duff e Paul Cleave, representarão o país. Em 2013 será a vez do Brasil.

Para este ano nove autores brasileiros representarão o país – seis a mais do que em 2011.  São eles: Alberto Mussa, Andrea del Fuego, Cristovão Tezza, João Paulo Cuenca, Luiz Ruffato, Marina Colansanti, Michel Laub, Roger Mello e Milton Hatoum. Os custos da viagem serão financiados pelo Ministério da Cultura e, além dos escritores, participam da mostra 46 editoras com catálogos de 2.596 títulos.

Alternativas digitais

O debate sobre o livro digital já estava presente nos anos anteriores, mas nesta edição da feira ganha um espaço maior. Temas como financiamento coletivo via internet, autopublicação e digitalização ocupam boa parte das atividades agendadas para o evento.

Ainda, um concurso selecionará cinco projetos narrativos inscritos em sites de financiamento coletivo. O prêmio será divulgado na feira, o que garantirá visibilidade ao autor.

Cinquenta tons de cinza

O maior interesse em alternativas digitais não é coincidência. É natural que seja assim num ano em que o maior fenômeno de vendas é a trilogia erótica Cinquenta Tons, lançada de forma independente na web antes de virar um best-seller mundial -  já são mais de 40 milhões de exemplares vendidos no globo.

E ao que tudo indica, o segmento de literatura erótica vai encher as prateleiras do Brasil nos próximos meses. Pelo menos 25 obras desse estilo já foram compradas ou começaram a ser negociadas pelas editoras brasileiras. Não vai faltar editora tentando emplacar eróticos, inclusive títulos antigos e antes ignorados.

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