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Tevê e internet

O que o Google TV pode mudar nas nossas vidas

por MITI Inteligencia — publicado 08/12/2011 16h31, última modificação 08/12/2011 16h55
Gigante da internet lança sua plataforma de interação entre a rede e a televisão, que promete revolucionar as duas áreas
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Gigante da internet lança sua plataforma de interação entre a rede e a televisão, que promete revolucionar as duas áreas

A tevê tornou-se vedete dos domicílios brasileiros a partir da década de 1950, e de lá para cá continua sendo a estrela da maioria dos lares. Com a evolução dos aparelhos e os recursos disponibilizados pela tecnologia, o telespectador teve acesso a um novo universo de possibilidades. A tevê hoje é mais do que uma seleção de canais para se assistir.

Hoje já não precisamos de um televisor para acompanhar sua programação favorita e, muito menos, escolher um momento exclusivo para isso. É possível assistir tevê, ler um e-book, fazer compras, compartilhar conteúdo nas redes sociais e ainda jogar, tudo através de um único gadget ou de seu computador, E simultaneamente.

Esta é um dos atrativos oferecidos pela Google TV, uma ferramenta de Smart TV desenvolvida em conjunto com a Intel, Sony e Logitech. Promete integrar a vida dos usuários.

O Google TV é, em poucas palavras, a fusão de televisão e internet. Além de reunir o lado bom da rede, interage programas, personagens e telespectadores de maneira inédita até aqui. Concentra ainda outras opções, como legendas e tradução simultânea em vários idiomas.

Outra importante vantagem é o fim do monopólio da tevê em decidir o horário que o programa estará disponível ao telespectador. O usuário poderá escolher seus programas para assistir quando e onde quiser. É a nova cultura de convergência entre os ambientes off-line e online.

Entretanto, nem tudo é tão propício para o Google TV emplacar. O sistema deverá ter dificuldades para atrair mais usuários graças às possíveis restrições que poderão ser impostas pelos servidores de conteúdo, a exemplo do que já acontece com grandes emissoras americanas.

Outra consideração é a constante necessidade de atualização do sistema Android, que requer a última versão do Google TV/Android instalado para funcionar, diferente dos aparelhos de TVs tradicionais, em que basta apertar o botão on/off, sem se preocupar com manutenções de sistema.

O Google TV já é uma sensação na mídia de tecnologia. No último mês, os veículos de comunicação publicaram quase 8 mil notícias sobre o tema. Nas redes sociais, a repercussão é ainda maior: mais de 60 mil menções registradas no mesmo perído, a maioria com dúvidas dos usuários sobre as funcionalidades, vantagens e comparativos.

Apesar das adversidades iniciais, a ideia de assistir TV com todas as possibilidades de conexão que a internet traz, incluindo os pacotes de apps (aplicativos), agrada aos usuários. A loja de aplicativos deve conter a demanda dos interesses específicos dos “telenautas ou interespectadores” e, o que não for atendido pelo Google TV, promete ser satisfeito pelos seus parceiros de desenvolvimento.

A briga por este novo espaço promete ser grande entre as gigantes da internet e tecnologia. Na última semana de novembro, a Apple recebeu autorização da Anatel para comercializar no Brasil a Apple TV, de mesmo estilo. Google e Apple, as duas empresas queridinhas do mundo da tecnologia na última década, rivalizando na junção da internet com a televisão.

*Por Elizangela Grigoletti, jornalista, especialista em marketing internacional e mídias sociais, Gerente de Inteligência e Marketing da MITI Inteligência