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Tecnologia

Cloud Drive

Nas nuvens

por Felipe Marra Mendonça publicado 10/04/2011 10h30, última modificação 09/04/2011 14h30
A Amazon vende espaço em servidores remotos, de onde os arquivos passam a ser acessíveis em qualquer lugar

A Amazon vende espaço em servidores remotos, de onde os arquivos passam a ser acessíveis em qualquer lugar

Os serviços que colocam os arquivos nas nuvens, ou seja, permitem ao usuário guardá-los num servidor remoto e acessá-los de qualquer lugar e de diferentes dispositivos, acaba de ganhar maior relevância com a entrada da Amazon no mercado. A empresa oferecia um produto similar com o seu Simple Storage Service (Serviço Simples de Armazenagem ou S3) para clientes corporativos, mas agora adaptou o S3 para pessoas que talvez não tenham tanta proficiência tecnológica e o batizou de Cloud Drive.

“Nossos consumidores nos disseram que não querem armazenar suas músicas no computador do trabalho ou em telefones, porque acham complicado ficar trocando faixas entre diferentes aparelhos”, disse Bill Carr, vice-presidente da Amazon para filmes e música. “Agora, estejam no trabalho, em casa ou na rua, eles podem comprar músicas da nossa loja de mp3, guardar tudo nas nuvens e tocá-las em qualquer lugar.”

De início, o Cloud Drive permite que clientes da Amazon nos Estados Unidos possam arquivar toda a sua biblioteca de músicas nas nuvens e posteriormente tocar qualquer faixa em qualquer lugar pela internet ou por um telefone com o sistema operacional Android, do Google. O espaço disponível é de 5 GB, tamanho suficiente para algo entre mil ou 2,5 mil faixas, a depender da qualidade e da extensão da música. Quem quer mais espaço pode comprar outros 15 GB por 20 dólares, mas a Amazon também cede os mesmos 15 GB extras a quem comprar qualquer faixa do seu extenso catálogo. Ou seja, uma simples faixa de 70 centavos de dólar na loja compra o mesmo espaço. As músicas que o usuário coloca no Cloud Drive precisam caber dentro do limite, mas as faixas compradas pela Amazon não sofrem restrições, ou seja, é possível encher os 20 GB de arquivos próprios e ainda colocar as compradas pela Amazon sem problemas.

Em termos de compatibilidade, o serviço funciona com os navegadores Internet Explorer, da Microsoft, o Safari, da Apple e o Chrome, do Google. O curioso é que a empresa não mencione que ele funciona pelo navegador do iPhone, mesmo que não exista um aplicativo dedicado para o Cloud Drive, como existe para os smartphones munidos do sistema Android. E também parece não querer criar um aplicativo específico para o smart-phone da Apple. Isso tem uma explicação plausível para quem gosta de teorias da conspiração: há tempos existem boatos de que a Apple quer criar um serviço semelhante, com base num enorme parque de servidores que a empresa construiu na Carolina do Norte. Toda essa infraestrutura, aliada à recente compra da Lala, empresa especializada em músicas on-line, parece apontar nessa direção.

A Amazon, assim, tenta sair na frente e oferecer um serviço semelhante a todos os usuários de smartphones, exceto o iPhone – ou seja, a maioria das pessoas. Exatamente por isso o Cloud Drive começou bem. É um serviço simples de usar, relativamente barato e praticamente universal. Pode dar muito certo.