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Carros novos para novos consumidores

por Redação Carta Capital — publicado 31/03/2011 16h51, última modificação 10/06/2011 13h40
Após longos anos de domínio absoluto dos “populares”, o setor amplia a oferta de modelos e acessórios

Por Luiz Carlos de Assis e Guy Corrêa

Aindústria automobilística virou um símbolo da atual fase de crescimento da economia brasileira. As montadoras batem recordes sucessivos de vendas e produção, planejam novos investimentos e travam uma luta pela massa de consumidores que realiza o sonho do carro próprio. E tem recebido apoio público. Por conta dos incentivos fiscais implementados durante a crise financeira global de 2009, o setor passou incólume pela turbulência: foram vendidos 3,18 milhões de unidades no ano mais severo da contração internacional. Três anos depois, o mercado continua a pleno vapor. Segundo a Fenabrave, a associação das distribuidoras, entre janeiro e maio de 2011, as vendas somaram 1,35 milhão de veículos, alta de 8,25% em relação a 2010. A maior mudança não pode, porém, ser percebida nos números. Foi o consumidor brasileiro que se transformou de forma radical.

Com a emergência de 30 milhões de brasileiros à classe C, uma nova geração de consumidores passou a ter acesso a produtos que antes trafegavam apenas em suas mentes. Some-se a isso o velho desejo da tradicional classe média de trocar- o carro e adquirir modelos mais caros e mais sofisticados. O resultado são novas pressões e exigências sobre a indústria. Itens como direção hidráulica e ar-condicionado não são mais considerados luxos dispensáveis como na febre dos 1.0 dos anos 1990. “O consumidor vem mudando de perfil desde sempre”, diz Sérgio Reze, presidente da Fenabrave. “E o principal fator é a capacidade financeira.”

O crédito, portanto, nivelou tudo isso. E levou os compradores a procurar veículo-s melhores. A indústria, rápida no gatilho, detectou logo essas mudanças. Uma das primeiras pesquisas avançadas na área foi feita pela Volkswagen, em 2003, quando a montadora começou a perceber que não dava mais para separar o consumidor apenas em grupos de faixas de idade ou de poder aquisitivo. Hoje, são rotineiras as pesquisas de satisfação e as aferições de aceitação de novidades.

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