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As novas apostas do Google

por Felipe Marra Mendonça publicado 17/07/2012 11h53, última modificação 06/06/2015 16h54
Na conferência anual, o anúncio 
do tablet para concorrer com a Apple 
e de um novo sistema de entretenimento
Google

Novidades. O Google ataca em várias frentes

O Google I/O é uma conferência anual da gigante de tecnologia que serve de palco para uma espécie de sorteio tecnológico. O Google joga vários lançamentos para o alto e depois espera para ver quantos deles acabam “pegos” pelo consumidor final.

Entre as tecnologias mostradas na atual edição estavam um tablet, uma nova versão do sistema operacional Android para smartphones e um sistema de entretenimento digital feito para ser acoplado a tevês que se parece muito com uma mini-Estrela da Morte da série Star Wars.

Chamado Nexus Q, ele funciona como uma ponte entre uma televisão e os serviços do Google. Inicialmente ele pode tocar vídeos baixados da loja Google Play ou hospedados no YouTube (também de propriedade da empresa). É ainda capaz de tocar as músicas que o usuário tiver guardadas no seu telefone Android. O Google sustenta que essa função é boa para festas, visto que outros usuários podem colocar mais músicas na fila para serem tocadas, mas esses também precisam de telefones Android e, talvez, nem todo mundo queira uma festa cheia de gente colada às telas de seus celulares.

A integração completa com o sistema Android também quer dizer que o Nexus Q só funciona se controlado por um dispositivo com o sistema, seja um celular ou um tablet. Fora isso, ele vira um belo globo de plástico escuro com luzinhas que piscam e com o salgado preço de 300 dólares. Interessante também que a empresa tente justificar o preço ao colocar a frase “Designed and Manufactured in the USA” na parte traseira do aparelho, como se a grande maioria dos aparelhos feitos na China fosse exatamente por isso de menor qualidade e mais barata.

A nova edição do sistema Android, agora na versão 4.1, de codinome Jelly Bean (jujuba), incorpora o que o Google chama de Project Butter, ou Projeto Manteiga. O que a empresa pretende é que o telefone pareça mais ágil, com transições mais rápidas entre apertos na tela e uma ação correspondente. O ponto mais impressionante do sistema fica com uma função chamada Google Now. Ele mostra, sem que o usuário precise buscar, informações sobre o que acontece ao seu redor. Elas incluem coisas como a previsão do tempo, os placares dos times locais ou o caminho até o encontro marcado no calendário.

Juntamente com o sistema Jelly Bean chegou o Nexus 7, um tablet criado pelo Google em parceria com a Asus (abaixo no Prazer de Ponta). Ele custa 200 dólares, o que o coloca tanto em termos de tamanho como de preço em perfeita rota de colisão com o Kindle Fire da Amazon. É importante lembrar que o Kindle Fire roda uma versão modificada do sistema Android e tem como principal chamariz o conteúdo oferecido pela Amazon.

Com o Nexus 7 o Google tira essa vantagem, visto que ele vem com um sistema mais moderno, o Jelly Bean, e todo o conteúdo da loja Google Play, que inclui música, filmes, livros, revistas e jogos. Como o conteúdo era a principal vantagem da Amazon, fica a impressão de que o Nexus 7 pode surgir como a primeira alternativa importante à dominância do iPad.