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A reviravolta da Sony

por Felipe Marra Mendonça publicado 31/01/2011 11h12, última modificação 31/01/2011 11h12
A japonesa anuncia novas estratégias para tentar recuperar a relevância no mundo tecnológico

A japonesa anuncia novas estratégias para tentar recuperar a relevância no mundo tecnológico 
Um evento em Tóquio na quinta-feira 27 mostrou que a Sony recuperou o fôlego e tem novas ambições no mercado dos video-games. O lançamento imediatamente mais chamativo foi o NGP, o sucessor do PSP, console portátil da empresa.
A Sony sustenta que ele tem o mesmo poder de processamento do Play-Station 3, uma provocação implícita ao 3DS da Nintendo (os dois são mostrados abaixo, em Prazer de ponta). As especificações do aparelho parecem sustentar essa tese. A CPU tem quatro núcleos de processamento e é apoiada por processador de gráficos dedicado.
Além dos botões, normalmente encontrados em qualquer superfície de controle em videogames, a parte traseira do NGP é em grande parte sensível ao toque e pode ser usada pelo jogador para controlar os movimentos na tela. Além disso, o aparelho possui duas câmeras, acelerômetros que medem movimentos feitos pelo jogador, um compasso eletrônico, GPS interno e acesso a redes sem-fio.
Os jogos do NGP podem ser baixados pelo serviço on-line da Sony ou comprados em loja, e a empresa alinhou alguns dos principais títulos do PlayStation 3 para atrair os consumidores que conhecem a marca.
Outro anúncio da empresa foi de uma loja de jogos, específica para a plataforma Android de aparelhos celulares, chamada PlayStation Suite. Isso quebra alguns paradigmas mantidos há tempos pela empresa, principalmente o de que os jogos criados ou curados pela empresa só rodariam em aparelhos feitos por ela.
Parte do texto divulgado pela empresa revela que a Sony percebe no crescimento do mercado de aparelhos com sistema operacional Android uma possibilidade de expansão que seria impossível se ela se restringisse a si mesma. “Ao oferecer um conteúdo de ‘qualidade PlayStation’ a esse mercado que cresce rapidamente, a Sony deve não só permitir que uma base de usuários global tenha a possibilidade de jogar seus jogos, mas também oferecer a criadores e empresas a possibilidade de expandir seus negócios para essa gama de aparelhos.”
A cooperação com empresas interessadas em entrar no mercado com a égide- da Sony se dará por um processo chamado de PlayStation Certified. A Sony vai apoiar as empresas a desenvolver seus jogos e, em troca, favorecer a venda dos mesmos pelo PlayStation Suite.
Não é mera coincidência que a ideia do PlayStation Suite se pareça muito com o que a Apple fez para o iPhone com sua App Store. A diferença é que a Sony pretende que os consumidores entendam que o lugar para encontrar os melhores jogos para aparelhos celulares é a sua PlayStation Suite e que, portanto, quem realmente gosta de videogames deveria ter um aparelho com sistema operacional Android. É uma aposta grande contra um mercado dominado pela Apple e o iPhone, mas mostra que a gigante japonesa parece querer deixar para trás um período de letargia intensa para recuperar a relevância no mundo da tecnologia. E quem ganha com mais competição nesse mercado é sempre o consumidor.