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Mudanças Climáticas

Oito dos nove anos mais quentes da História ocorreram após 2000, segundo a Nasa

por AFP — publicado 16/01/2013 09h24, última modificação 16/01/2013 09h51
Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), as temperaturas mundiais estiveram acima da média pelo 36º ano consecutivo em 2012

WASHINGTON (AFP) - Oito dos nove anos mais quentes da História desde 1880, quando começaram os registros de temperatura, ocorreram após o ano 2000, informou na terça-feira 15 o Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS), da Nasa, nos Estados Unidos.

O ano 2012 foi o nono ano mais quente, com uma média de temperatura de 14,6 graus Celsius, 0,6 grau acima da média do século XX, segundo as últimas estimativas do GISS.

"A temperatura de um ano não é significativa em si mesma, mas o que importa é que a última década foi mais quente do que a anterior e que esta foi mais quente do que a precedente", destacou o climatologista Gavin Schmidt. "O planeta esquenta e a razão é que continuamos emitindo mais dióxido de carbono (CO2) na atmosfera", destacou.

A corrente científica predominante indica que as temperaturas globais e os eventos climáticos extremos estão aumentando devido às emissões industriais de carbono e a outros gases causadores do efeito estufa, que retêm o calor na atmosfera.

Além disso, na semana passada, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) informou que as temperaturas mundiais estiveram acima da média pelo 36º ano consecutivo em 2012, com regiões do hemisfério norte registrando seu ano mais quente, de acordo com os registros.

"As altas temperaturas durante o verão de 2012 nos Estados Unidos são sinal de uma nova tendência nas ondas de calor extremas da temporada, mais quentes do que durante os verões mais quentes em meados do século XX", informou James Hansen, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, em Nova York.

"Alguns verões podem ser mais frios do que a média a longo prazo, mas a frequência das ondas de calor extremo aumentam e são as temperaturas extremas as que afetam mais pessoas e outras formas de vida no nosso planeta", acrescentou.