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Belo Horizonte: violência marca protesto com 40 mil

por Redação — publicado 26/06/2013 18h49, última modificação 27/06/2013 11h38
Manifestantes tentaram furar bloqueios da PM e seguir para Mineirão, onde Brasil e Uruguai jogavam pela Copa das Confederações; uma pessoa morreu
Christophe Simon / AFP
PM Minas Gerais

Blindado da PM e cavalaria fazem ronda nas cercanias do estádio do Mineirão

As ruas de Belo Horizonte foram palco de uma nova grande manifestação nesta quarta-feira 26, e mais uma vez registraram violência entre quem protestava e os policiais militares. Pelo menos 24 pessoas foram presas por estarem, segundo a PM, portando bombas caseiras, pedras, barras de ferro e pedaços de madeira. Uma pessoa ficou gravemente ferida e outra morreu ao cair de um viaduto.

A passeata foi iniciada na Praça Sete e imediações, no centro da capital mineira, de onde saíram aproximadamente 15 mil pessoas por volta das 13h30. O número de participantes foi aumentando à medida que o grupo seguia, em clima pacífico, pela avenida Antônio Carlos, em direção ao Mineirão, estádio onde a seleção brasileira enfrentou o Uruguai pela semifinal da Copa das Confederações.

O número de manifestante chegou a cerca de 40 mil pessoas, segundo a Polícia Militar de Minas Gerais. Organizados, principalmente, por meio das redes sociais, os manifestantes utilizavam cartazes e faixas para protestar contra os gastos relativos à Copa do Mundo, a corrupção e para cobrar mais transparência na administração pública. O protesto contou, também, com a participação de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que cobravam a aceleração no processo de reforma agrária.

De acordo com relato do jornal Estado de Minas, a violência começou por volta das 16 horas, quando um grupo de manifestantes contrariou a determinação dos líderes do protesto e tentou seguir em direção ao estádio, pela Alameda Latanias. Outras tentativas de furar o bloqueio aos acessos ao estádio, previsto para todos os jogos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, ocorreram na avenida Santa Rosa e na rua Antônio Abrahão Caram, que se tornou uma praça de guerra. Uma concessionária de carros foi incendiada durante as manifestações. A PM informou que tinha um efetivo de 5.567 policiais nas ruas, dois mil a mais que o previsto.

Em nota divulgada no início da noite de quarta, o governo de Minas Gerais afirmou que duas pessoas foram hospitalizadas. Um jovem, inicialmente identificado como B.H.O., mas cujo nome era Douglas Henrique Oliveira, foi atendido no local e internado após cair do viaduto José Alencar. Ele teve fraturas múltiplas. O outro jovem, T., de 23 anos, foi atingido, no olho direito, por uma bala de borracha.

Com informações da Agência Brasil