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UNE e UBES defendem nova prova do ENEM para prejudicados

por Redação Carta Capital — publicado 10/11/2010 11h29, última modificação 10/11/2010 11h29
Entidades estudantis pedem audiência com o ministro da Educação e sugerem que a responsabilidade pela aplicação da prova seja de um Instituto Federal

Entidades estudantis pedem audiência com o ministro da Educação e sugerem que a responsabilidade pela aplicação da prova seja de um Instituto Federal

A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) divulgaram nota oficial nesta terça-feira 9, em que defendem a aplicação de uma nova prova a todos os estudantes que se sentirem prejudicados pelos erros de impressão e gabarito ocorridos no exame aplicado no último fim de semana em todo Brasil.

As duas entidades acreditam que a anulação da prova seria cometer uma injustiça com a maioria dos estudantes que realizaram o exame em condições adequadas; e cobram que o Ministério da Educação (MEC) determine os critérios que garantirão o direito dos estudantes de fazerem nova avaliação.

Por meio da nota a UNE a UBES reivindicam a criação de um Instituto Federal que seja responsável pela aplicação da prova.

Leia a íntegra da nota oficial
:

Nota oficial - UNE e UBES defendem novo Enem opcional a todos os prejudicados

Na proposta das entidades, aqueles que fizeram o exame aplicado no último final de semana, terão sua nota garantida. Já os estudantes que se sentirem prejudicados teriam o direito a pedir nova prova

Diante dos fatos ocorridos na aplicação das provas do Enem no último final de semana, as entidades estudantis UNE e UBES voltaram a se manifestar publicamente nesta terça-feira. Leia a íntegra da nota:

1. A UNE e a UBES se posicionam contra a anulação do ENEM 2010. Milhões de estudantes realizaram a prova em condições adequadas, prepararam-se, e a anulação da prova seria cometer uma injustiça com esta grande maioria.

2. A UNE e a UBES são intransigentes na defesa de que os estudantes prejudicados tenham o direito a realizar uma nova prova. Nenhum estudante pode ser prejudicado sob o risco de descredibilizar o ENEM.

3. A UNE e a UBES exigem que o MEC determine OBJETIVAMENTE os critérios para que os estudantes tenham direito a este novo exame. Se o MEC não tiver condição de determinar estes critérios, a UNE defende que o critério seja opcional, ou seja, todos aqueles que se disserem prejudicados devem ter o direito a esta nova prova. O estudante que optar por não fazer esta nova prova deve ter garantida a sua nota inicial.

4. A UNE e a UBES permanecem aguardando a retratação do MEC em relação ao post publicado no twitter da Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação.

5. A UNE a UBES reivindicam a criação de um Instituto Federal que será o responsável pela aplicação das provas do ENEM.

6. A UNE a UBES reivindicam ainda a marcação de uma audiência com o ministro da Educação para que representantes das entidades estudantis e um grupo de estudantes prejudicados possam discutir os pelos problemas ocorridos no ENEM.

7. Defender o Enem é, antes de tudo, corrigir os seus erros. A UNE e a UBES voltam a ressaltar que NÃO se somam àqueles que se utilizam de equivocos para derrotar o ENEM. Na opinião da UNE e da UBES, o ENEM deve se consolidar na direção da democratização da universidade brasileira como são os casos do ProUni e da seleção de dezenas de universidades federais pelo país, superando o velho modelo do vestibular, cruel método de acesso ao ensino superior no pais. O Enem é também elemento fundamental na construção do Sistema Nacional da Educação.

9 de novembro de 2010
União Nacional dos Estudantes (UNE)
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)

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