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Sociedade

São Paulo

Terceiro protesto contra a Copa tem menos confrontos

por Piero Locatelli — publicado 14/03/2014 01h51, última modificação 14/03/2014 02h40
Manifestação acabou com cinco detidos, contra 253 do protesto de fevereiro. Mais uma vez, efetivo policial superou o de manifestantes
Wesley Passos
PM

Policiais acompanham manifestantes na avenida Rebouças, zona oeste da cidade

Após dois protestos com ampla repressão policial, São Paulo teve uma manifestação contra a Copa do Mundo com menos confrontos nesta quinta-feira 13. Segundo a Polícia Militar, cinco manifestantes foram detidos no terceiro protesto – contra 253 do ato anterior, realizado em fevereiro.

A polícia militar, mais uma vez, estava em maioria. Um efetivo de mil e setecentos policiais militares, segundo dados fornecidos pela corporação, estavam ao redor do largo da Batata, onde cerca de 1.500 manifestantes se encontraram, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Outros mil policiais estariam “de prontidão”.

Segundo a PM, cinco pessoas foram detidas no ato. Duas delas foram levadas no começo da manifestação –uma seria “um menor que depredava o interior da Estação Faria Lima” e a outra teria sido detida “com esferas de aço e estilingue”.

Apesar do grande efetivo, a Polícia Militar agiu de forma distinta dos protestos anteriores. No primeiro deles, a polícia dispersou o protesto com bombas de gás lacrimogêneo e um manifestante foi baleado por dois policiais. No segundo protesto, o número de policiais também havia excedido o de manifestantes, quando 253 pessoas foram presas –o maior número em um protesto desde junho do ano passado. Naquele dia, policiais cercaram os detidos usando a chamada tática de "kettling", fazendo um cordão de isolamento ao redor dos manifestantes.

No terceiro ato, o gás lacrimogêneo e as balas de borracha estiveram ausentes. Os policiais formaram barreiras em frente a estabelecimentos comerciais como agências bancarias e concessionárias de carro que, segundo o comandante da operação, seriam alvos comuns das ações dos black blocs. O "pelotão do braço", efetivo policial especializado em artes marciais, estava no local, mas não foi acionado. Parte dos policiais não estava identificada no protesto (leia mais aqui).

Cinco horas de protesto

Os manifestantes andaram mais de dez quilômetros no protesto, que terminou às onze horas da noite na praça da Sé, centro da cidade. Eles seguiram por vias importantes da região oeste, como a avenida Rebouças e a Paulista.

Uma confusão ocorreu quando manifestantes jogaram objetos sobre policiais em frente a um café na Paulista. A PM tomou as duas faixas e fechou a avenida. Naquele momento, a maior parte dos manifestantes se dispersou e cerca de uma centena deles seguiram até a praça da Sé, onde o ato dispersou completamente Uma nova manifestação foi marcada para o dia  27 de março, uma quinta-feira, na avenida Paulista.