
Ministra Iriny Lopes se diz estupefata com 'ridicularização' após propaganda com Gisele e detona piadas de Rafinha Bastos. Foto: Valter Campanato/ABr
Na semana passada, a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Política para as Mulheres, tornou-se a integrante mais falada do primeiro escalão do governo Dilma Rousseff. O motivo, diferentemente dos cinco ministros que deixaram suas pastas sob suspeitas, foi uma nota assinada pela secretaria pedindo a suspensão, ao Conar (Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária), de uma propaganda com a top Gisele Bündchen. Na campanha, promovida pela Hope Lingerie, a modelo ensina as mulheres a dar más notícias aos maridos (como excesso de gastos ou batida de carro) sem risco de serem recriminadas: tirando a roupa.
Foi o suficiente para que movimentos em defesa das mulheres manifestassem repúdio ao conteúdo da propaganda, endossado pela secretaria do governo federal. A “reação à reação”, no entanto, foi ainda mais forte: a ministra foi criticada por supostamente tentar cercear a liberdade de expressão. Para os “críticos da crítica”, faltou bom humor ao governo e às feministas.
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Em entrevista a CartaCapital, Iriny Lopes, mineira 55 anos, afirma ter ficado “estupefata” com a politização do debate – que, segundo ela, não respondeu se a propaganda era, afinal, boa ou prejudicial à mulher. Para a ex-deputada, a campanha com a top tinha um recado subliminar desrespeitoso à mulher, que coloca à disposição o próprio corpo para amenizar a ira do companheiro. Na entrevista, a ministra não poupou também o humorista Rafinha Bastos, no centro de polêmica após dizer, no ar, que “comeria” a cantora Wanessa Camargo, que está grávida, e o bebê dela. “O estupro não é piada, é crime”, diz a ministra, para quem brincadeiras desse tipo só reforçam o medo de as mulheres denunciarem agressões – e fazem com que os agressores se sintam seguros da impunidade. Confira abaixo os principais trechos da entrevista.
CartaCapital: O que levou a secretaria a pedir a suspensão da propaganda com a modelo Gisele Bündchen?
Iriny Lopes: Recebemos, através da nossa Ouvidoria, cobranças para que a secretaria tomasse uma posição. A ouvidoria existe para isso, para ouvir a sociedade. Faz parte do processo democrático. Não nos compete julgar o mérito (da suspensão da propaganda), isso compete ao Conar. No nosso juízo havia uma característica sexista na propaganda, de coisificação da mulher. Havia uma ideia de que, para conter a violência do companheiro, era necessária a erotização. De fato, elas devem ser bonitas, lindas, desejadas, assim como eles para elas. Mas não com esse tipo de brincadeira, que perpetua a ideia da mulher-objeto. Nós solicitamos que o Conar se manifestasse. E fomos informados pelo Conar de que outros 11 pedidos semelhantes foram anexados à nossa representação.
CC: O pedido foi interpretado como uma tentativa de censura. O ex-governador José Serra lembrou o episódio para criticar o governo.
IL: Qualquer coisa que a gente faça sempre será politizada. Principalmente num país conservador como o nosso. A questão levantada pela representação não é o que virou o debate. A questão foi tratada de uma maneira conservadora e politizada. E contra um governo que está dando muito certo numa situação desfavorável, que é a situação econômica. Uma mulher dando certo num campo desses incomoda muita gente, por ser uma mulher de esquerda.
CC: Com o pedido de suspensão, a ideia de que o governo tentava censurar a propaganda não ficou justificada?
IL: Foi uma interpretação de conveniência. Duas coisas me deixaram estupefata nessa história. Primeiro, num tema tão importante, o mérito não foi debatido. Queríamos discutir se aquela publicidade, ao fazer uma brincadeira, era boa ou má para as mulheres. Mas o que houve foi uma politização, passaram a imagem de que queríamos a censura, o cerceamento, porque enviamos o tema para um órgão de auto-regulamentação do qual não temos assentos nem voz nem indicamos ninguém. É um órgão com plena autonomia.
CC: Não seria mais indicado uma nota de repúdio, como foi feito à direção da empresa de lingerie?
IL: Não acho que tenha havido prejuízo pelo fato de termos solicitado, com base nos artigos do próprio regimento, a apreciação da suspensão. Isso já foi feito outras vezes. Ganha-se uma vez, perde-se outras. O que fizemos foi respeitar as solicitações recebidas pela nossa ouvidoria. Uma nota de repúdio politizaria muito mais, embora no nosso pedido houvesse uma opinião prévia que balizou nossa sustentação.

A ministra de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, durante audiência pública na comissão especial sobre o Plano Nacional de Educação. Foto: Renato Araújo/Agência Brasil
CC: A senhora se disse estupefata por dois motivos. Qual o segundo?
IL: Foi o absoluto machismo que ainda está posto dentro da sociedade brasileira. As charges que buscaram me ridicularizar, feitas por quem desconhece o tema em debate, eram tentativas de se retomar aquela ideia que opõe mulheres feias e bonitas, gordas e magras. Quando, na verdade, não há ressentimento algum, e sim uma cultura de igualdade, de contestação ao status quo no qual a mulher é vista como um ser subalterno. Não temos nada contra a propaganda de lingerie ser bem humorada, não temos nada contra isso. Só que a brincadeira foi muito sem graça. Há outras maneiras de ser alegre, ser brincalhão, sem colocar a mulher em posição subalterna.
CC: Na propaganda, a Gisele Bündchen se coloca como uma mulher que põe o corpo à disposição para compensar uma má notícia. Muitos críticos diziam ter medo de que a piada se espalhasse, e que os homens dissessem para suas mulheres e amigas, mesmo que na brincadeira: “ok, você fez bobagem, agora tira o sutiã que fica tudo certo”. É um exagero?
IL: Esse é o perigo. Tudo ali era subliminar. Havia uma mensagem subliminar quando era mostrado um carimbo dizendo que dar o recado com roupa era errado. Qual é a intenção ao mostrar isso? É essa coisa da mulher-objeto, que para manter uma relação precisa de um nível de erotismo. Pode ser uma brincadeira saudável entre casais, mas levamos em consideração essas brincadeiras que perpetuam esse status que queremos superar. Nós trabalhamos muito por igualdade, e esse tipo de coisa não ajuda. Isso influencia na atual e nas próximas gerações. Temos procurado com a mídia manter esse diálogo, para que a propaganda e os programas ajudem a alavancar as conquistas das mulheres. Nossa visão em relação à publicidade não é moralista.
CC: Como a medida tomada pela secretaria, sugerindo a suspensão da propaganda, foi recebida dentro do governo?
IL: Não faltou solidariedade. Nem contra nem a favor. Temos um nível de autonomia dentro do governo.
CC: A senhora conversou com a presidenta Dilma?
IL: Nós, ministros, somos respeitados pela presidenta, não fizemos nada fora da legislação. Não temos nenhum problema. Sabemos exatamente a firmeza com que ela conduz o conjunto do governo. Não tivemos falta de solidariedade.
CC: Na mesma semana em que houve a propaganda da lingerie, muito se falou sobre a piada, feita pelo humorista Rafinha Bastos, com a cantora Wanessa Camargo…
IL: Foi uma falta de respeito absurda e é necessário que haja uma retratação. Ele desrespeitou a mulher e a gravidez de uma mulher. Isso é duplamente complicado. Não sei como a cantora tratou essa questão. É, de novo, a mesma coisa: a mulher como objetivo, como vítima da erotização, e numa situação de gravidez. Não se fala isso para nenhuma mulher. É uma ofensa à criança que ela traz. Ele precisa entender que as mulheres gostam de elogios, assim como eles. Mas não esse tipo de elogio. Foi uma grosseria, uma insensibilidade.
CC: A piada foi feita num programa de humor que tem alta audiência, que se espalha rapidamente pela internet e sites de compartilhamento. De que maneira a secretaria debate essa questão?
IL: Temos discutido um aspecto um pouco mais amplo, porque estamos discutindo com o Ministério da Justiça, o Ministério da Saúde, dos Esportes. Pensamos em campanhas que possam influenciar na postura das pessoas para inibir e constranger esses abusos e falta de responsabilidade, principalmente para o reconhecimento dos direitos das mulheres.
CC: Muitos vão dizer que era só uma piada.
IL: Muitos nos cobram pelo aumento dos casos de estupro e de homicídio, mas precisamos compartilhar responsabilidade. Quando a pessoa que faz um programa massivamente difundido e diz que a mulher feia deve agradecer pelo estupro, isso é um crime, e não uma piada. Se o estupro vira uma piada, então a violência se banaliza. As mulheres não registram o crime porque acham que o caso não vai seguir adiante. Os agressores ficam cada vez mais tranquilos e passam a confiar na impunidade. Muita gente não denuncia porque não quer se expor para os vizinhos, os amigos, os colegas de trabalho, a família, e carrega a dor sozinha. Muitas vezes as pessoas assistem a casos de agressão no recinto familiar e se omite. Não é uma coisa banal.
CC: Muitos viram na reação da secretaria e dos movimentos feministas falta de bom humor. O que se disse foi que houve uma atitude ‘politicamente correta’. Como evitar que o debate caia nessas afirmações?
IL: É preciso insistir na discussão, no debate. Quando for possível, com diálogos diretos para a sensibilização, com seriedade. É importante que se discuta os conteúdos, os níveis de repercussão e de cultura que aquilo vai constituindo. É a insistência de furar bloqueios, de não ficar acuado e usar instrumentos legais quando não for possível o diálogo. É também ampliar as ouvidorias, ter um Ministério Público atuante. Eu convivi sempre com essa questão, sempre foi militante. Na Câmara presidi Comissão de Direitos Humanos, e dirigimos a campanha “Quem financia baixaria é contra a cidadania”. Foi uma reação aos programas, publicidade e publicações que trabalham pejorativamente as questões de raça, gênero, orientação sexual e classe social.
Não saber diferenciar uma piada de apologia é uma completa falta de senso.
Prefiro nem levantar a polêmica, não vi o comercial, porque nem assisto mais TV…tudo na TV é leviano, promíscuo e tendencioso, e há muito tempo que não me acrescenta NADA. Portanto, vamos ler um livro…jogar um jogo de tabuleiro com os filhos…Ganhamos mais
Fico pensando, se as mulheres esperarem, apenas, que os homens, seus maridos, pai, irmãos as defendam, vai demorrar muito a conquistaram o maior espaço, ou diminuirem as desvantagnes. Mulhres como Monica Serra, Gisele buchen e outros em nada ajudarão as mulheres, mas só alimentam o machismo por acomodação, estou com a ministro, não levanto essa bandeira, mas tenho uma filha.
Ministra,começa-se de algum lugar a exigencia do cumprimento da lei contra a discriminação feminina. Há casos diarios horrendos comprovam a misoginia afrontosa violadora direitos mais essenciais da mulher por sua condição de gênero. Morrem mulheres diariamente assassinadas por seus maridos, companheiros, filhos, namorados, noivos e ex dessas condições. Morrem mulheres pelo simples fato de serem mulheres, mães e gravidas. Comprovando a perversa e constante discriminação de gênero, não enfrentada diariamente pela mídia (como o fazem quando se trata de homosexual-homem). São agredidas diariamente a socos e pontapés e com ácidos com a mais clara premeditação e perversidade, por serem mulheres. E CERTAMENTE QUE O COMBATE A TODOS ESSES CRIMES DE GÊNERO DEVEM SER COMBATIDOS NA MÍDIA E PELO MINISTÉRIO QUE TEM O DEVER DE ASSIM AGIR. Então, penso que este foi o 1º de muitos atos que o Ministério tomará com muito rigor na forma da lei.
Penso que quanto mais esse assunto for discutido, mais o criador da propaganda ficará realizado… Não é a primeira nem a última aberração da nossa querida TV brasileira…
Enquanto dermos audiência, esse tipo de polêmica irá existir.
A maior ofensa é a indiferença.
Também penso que existem problemas maiores que este pra se resolver.
Prezado leitor, pelo amor de Deus, creio que o amigo falou e não disse nada ou não entendeu absolutamente nada sobre a gravidade do assunto em questão. A Ministra está plenamente coberta de razão quando fala da mensagem que está por trás do comercial, da verdadeira intenção em colocar a mulher na posição de “objeto sexual” sem falar nos imbecis como o Sr.Rafinha Bastos. Precisamos dar um basta nessas atitudes irresponsáveis sim. Vamos abrir debates sérios sobre temas sérios como a banalização da violencia contra a mulher, vamos criar campanhas no combate a homofobia, a pedofilia e vários outros males que ainda, infelizmente, ferem a cidadania e a dignidade humana.
Sra. Ministra, parabéns pela coerênca e sensatez com que expões suas ideias, de forma tranquila e respeitosa, a fim de engrandecer o debate e contribuir positivamente no trato da questão. Sem radicalismo, sem sexismo agressivo, mas com informação geral e dados concretos. Na minha particular opinião, a televisão, de modo geral, contribui bastante para a sedimentação do estigma “mulher objeto”, o que, a meu ver, tem um impacto negativo no inconsciente coletivo, o que é difícil de mensurar, por isso mesmo – paraevitar polêmicas e consequências negativas – devemos usar um humor leve, agradável, positivo e nem por isso menos inteligente! Abraços.
A ta, mas os de cerveja e as novelas da globo podem né!! engraçado pra caramba isso. A Sra deveria se preocupar com o conteudo erotico das novelas que hoje passam na tv,minha filha nao tem como assitir mais televisão a noite,tive que assinar tv a cabo para ver se me livro dessas coias . Vai se preocupar com o que realmente ta afetando nossa sociedade e para de encher o saco.
Que pena! o amigo não entendeu absolutamente nada! Fazer o que?
Ministra Iriny Lopes1! na minha cidade Feira de Santana, Bahia. Morreu na semana passada 2 mulheres, motivo: não conseguiram leito na maternidade para terem seus filhos. Qual a maior agressão contra a mulher? a propaganda? ou a maratona de mães grávidas na procura por um local para terem seus filhos com segurança, maratona essa que muitas vezes terminam em morte? Confesso que só assisti o comercial por causa da polêmica entorno do próprio, e não vi nada agressivo contra os direitos da mulher. A única coisa que chamou atenção no comercial foi a magreza de gisele e o corpo nada atraente, que em nada lembra a mulher brasileira.
A ministra está muito lúcida. Só não vê na propaganda a perpetuação do machismo e da mulher como objeto quem é formado segundo essa visão naturalizada, de que a mulher deve “usar seus atributos”.
Me admiro a Gisele, se propor a um comercail desses. Deveria ter mais noção do que representa, enão pensar só em dinheiro.
A publicidade brasileira em geral, é repleta de sacanagem, visões distorcidas e incentivo à levar vantagem.
Muito triste isso.
Senhora Ministra, perdoe-me, mas que tal arrumar outras preocupações para sua pasta (né de pizza não), pense em unir-se a saúde, educação, prostituição, enfim, utilize sua pasta (pizza!!!!???) para uma situação útil, prática, objedtiva…
Preocupar-se com ‘langerri’????? faça-me o favor…
A propaganda eh burra e desrespeitosa para ambos os sexos. A equipe da infeliz agencia de propaganda que criou essa porcaria nao deve ter mesmo muita substancia na cuca…
Entendi a preocupação da ministra com o conteúdo da propaganda e acho que realmente não é por aí. No Brasil é tudo pelo sexo, sexo, sexo… Menos!!
Mas faço algumas ressalvas a toda essa polêmica. 1) Não acho que seja ofensiva à mulher apenas, mas até mais aos homens, que são mostrados como seres sem cérebro e que não pensam com a cabeça de cima; 2) Apesar do mau gosto, é estranho a ocorrência da polêmica, porque as propagandas de cerveja, de carro, as novelas, os filmes e o carnaval então, são muito mais ostensivos no apelo sexual, vendendo a imagem de que brasileira e prostituta são sinônimos. Então é estranho que numa propaganda que fala do sexo entre cônjuges surja tanta polêmica. Cadê a coerência?; 3) Se há liberdade de imprensa e a censura acabou, não entendi toda esparrela; 4) Como ficam as novelas que aparece toda sorte de picaretagem, adultério, traição, assassinato, prostituição, homossexualismo, corrupção, roubo, droga e por aí vai. Até deveria haver alguma censura.
[...] Leia também:O humor do coronelMinistra critica humor de Rafinha [...]
Eu não entendo o porquê de polemizar tanto o comercialIndo direto ao ponto:todo mundo fala comercial da cerveja mas não cita explicita o assunto.1)Em 26.02.2010 foi proibida a veiculação comercial da cerveja Devassa protagonizado por Paris Hilton (EUA).2)Em março de 2011 veiculado comercial ds mesma marca com “Sandy”.Qual foi a polêmica gerada:a não associação da imagem Sandy ao estereótipo “devassa”,pois na mídia é “comportada”.Se subliminarmente existe o apelo sexista comercial da Hope,o da Devassa fica explicito.Ao escutar a palavra ‘devassa’ a sua mente já associa-se automaticamente ao significado usado como “adj?s.f”.Como deixaram então lançar uma cerveja com o nome ‘DEVASSA’?Por que não “Devasso”.Tudo isto eu chamo de ‘persuasão velada”.Não gerou a mesma polêmica do comercial Hope.O que quero expressar é que não pode haver dois pesos e duas medidas,e talvez seje isto que esteje pesando sobre toda esta polêmica.E no desabafo, pior foi ver Deputada (Roriz)…
[...] debate sério e ela é uma pessoa com um cargo cheio de responsabilidade, um pouco mais de cuidado. CC: Na propaganda, a Gisele Bündchen se coloca como uma mulher que põe o corpo à disposição par…Esse é o perigo. Tudo ali era subliminar. Havia uma mensagem subliminar quando era mostrado um [...]
Não se deve aceitar mais esse tipo de coisa, principalmente num País onde mulheres são mortas e depois, junto com seus assassinos, julgadas pela “falta de moral” que resultou na sua morte. Mesmo que muita entenda que a mulher deve ser pura, fiel e casar virgem, também não é moderno e nem revolucionário achar que o sexo feminino vá resolver tudo transando.
A mulher tem o direito ao sexo, mas também tem o direito ao trabalho, aos estudos e, principalmente, ao respeito.
[...] Leia também: O humor do coronel Ministra critica humor de Rafinha [...]
Parabéns, Ministra Iriny Lopes. Quanto a esses oportunistas que se dizem “formadores de opinião”, que se expliquem judicialmente!
Gostei muito da entrevista. Aos que defendem que tudo não passa de uma piada, gostaria de comentar que vivi muitos anos na Suécia e posso dizer que lá um comercial como este jamais iria ao ar, tampouco os de cerveja, não por censura ou falta de humor, mas porque a sociedade de lá não aceita mais ver a mulher em papéis subalternos, eróticos, objetos. Apesar de termos uma presidente e várias ministras, parece que ainda vai demorar muito para a nossa sociedade mudar de valores.
Parabenizo a Ministra Iriny Lopes, por ter assim como eu e muitas outras pessoas, percebido que, na campanha, promovida pela Hope Lingerie, a mulher é tida como objeto “coisificada”. Infelismente em pleno Séc.XXI ainda exista machismo e para piorar a situação insentivos.Acredito que herotizar o corpo não é a solução e talvez por isso é que os sentimentos se tornaram tão banais. Acredito que neste texto de Arnaldo Jabor eu consiga exprimir um pouco minha indignação.
NINGUÉM MAIS NAMORA AS DEUSAS
MULHERES
Outro dia, a Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais. É isto mesmo.
Quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha?
As mulheres não são mais para amar; nem para casar. São para “ver”.
Que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones?
Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo metafísico, para o qual os homens não estão preparados…
As mulheres dançam…
Causa-me indignação perceber que homens e mulheres, em tese, esclarecidos, em pleno século XXI, ainda pensem que violência contra a mulher seja sinônimo apenas de agressão física. Ora, tratar a mulher como ser incapaz de dirigir um carro ou a própria vida é um desrespeito, uma violência. A mídia tem boa parte de responsabilidade nisso. Basta observar as capas e os conteúdos das revistas, tanto femininas como masculinas, sempre incentivando uma obcessão doentia pela beleza do corpo, pela performance sexual, pelo consumismo exacerbado, enquanto a inteligência, a cultura, o caráter, o respeito e tantos outros valores mais indispensáveis à vida em sociedade são relegados a plano nenhum. As pessoas não aprendem a pensar. Apenas engolem o lixo produzido e o resultado é que criticam, de forma agressiva e sem fundamento, que tenta lhes abrir os olhos e a mente.
Parabéns Ministra. Não se deixe abater pelas críticas,sabemos que transformar a realidade e desconstruir preconceitos é um processo lento, mas tem que haver rupturas para que haja debate, muitos dos que criticam o seu posicionamento desconhecem ou não t~em consciência de como as diferenças entre os gêneros na nossa sociedade cria desigualdades culturas, sociais, econonômicas históricas e tão pouco, que ser tratada como objeto, como coisa é sim uma grande
violência.
Quando ouvi o bafafá, confesso que tinha achado uma reação exagerada. Então assisti a propaganda e compreendi o que estavam dizendo. É ofensiva sim – não só pelo conteúdo mas pela tentativa de ser “didática” e ensinar as mulheres a dar más notícias de lingerie para amenizar as “bobagens” que fez. Achei ridícula. Concordo com quem falou que as propagandas de cerveja também são ofensivas, mas tem um detalhe importante nesse caso: a propaganda da Hope era direcionada a mulheres. A ideia é que a gente se convença de que eles estão certos e portanto compre lingeries da Hope para usar pros maridos pra sair de alguma situação complicada (que aliás eram todas clichês e meio absurdas para alguém como a Giselle… aposto que ela só estoura o próprio cartão de crédito – se é que isso é possível, o limite deve ser absurdo – e só bate carros comprados com seu próprio dinheiro, do tão comentado sucesso profissional que ela tem).
Saúdo mais uma vez a Carta Capital por brilhantes trabalhos esclarecedores. Estou com a Ministra Iriny Lopes, não podemos nos esqueçer que a posição da mulher do Brasil por anos foi subjulgada, conseguimos algumas conquistas, mas na atualidade há muito a ser buscado. No Brasil, verdadeiro, mulheres ainda são alvos de violência, tanto sexuais, físicas e de psicológicas. Gostei muito da posição do GOV e, do trabalho da Revista Carta Capital.
Não vi na propaganda nenhuma sugestão ou mesmo leve indicação de que a mulher estaria usando sua feminilidade e charme para aplacar a violência do marido. Estão acrescentando ideias sérias a um contexto onde não está presente. Afinal, a propaganda precisamente sugere que a mulher está contando uma má notícia para o marido, do tipo que pode gerar uma discussão ou desagradar a ele. Não vejo como daí se pode deduzir que a mulher está dando um jeito para não apanhar ou não ser vítima de violência. Discussões continuarão a ocorrer no casamento mesmo quando (se) a violência doméstica acabar totalmente, afinal é uma realidade óbvia do casamento e, de resto, de toda convivência humana. Por esse aspecto, seja ou não a propaganda sexista, é indubitável que só quem está querendo deliberadamente enxergar um caso sério ao estilo “Maria da Penha” numa propaganda conseguirá extrair tal sentido.
A ministra está corretissima, se formos aceitar tudo que estes empresarios da midia quer, daqui a pouco teremos ao vivo cenas de estupro no horario nobre, afim de que as pessoas saibam como é um estupro, já não bastam as cenas eroticas das novelas e dos bbb’s, o que as televisões mostram de libertinagem, nos bordeis de quinta categoria se tem mais respeito. Um certo jornal de um estado nordestino, fez uma reportagem em que uma universitaria fazia sexo em locais publico, estampou o rosto dessa jovem, e o resultado disso, é que essa jovem quase é assassinada na faculdade que estudava, o que o jornal deveria fazer, era denunciar o crime dessa jovem à policia, afim de que ele fosse presa e punida, e não fazer publicidade com o crime afim de ganhar dinheiro, se a jovem cometeu crime, o jornal tambem cometeu, quando estampou foto dessas cenas, só faltou mostrar ao vivo, o serra perdeu uma otima oportunidade de ficar calado, pois que consente um aborto, comete crime tambem.
Parabéns. O processo de civilização necessita de pessoas com postura para afirmar o que é certo e errado. Não dá para relativizar tudo e fingir que o desrespeito veiculado subliminarmente seja uma piada.
liberdade de expressão agora virou desculpa para agredir a dignidade humana…. tristes tempos.
Ministra, não se deixe intimidar pela manada de búfalos enfurecidos, estamos com voce.
Está certa a ministra. a propaganda foi sexista e depreciativa. ensina mulheres a pagar batida de carro com sexo , tal qual prostutita.
Gostei da frase:”É a insistência em furar bloqueios,de não ficar acuada…”.É isso aí,Ministra,converse com seu colega das Comunicações,êle tá precisando de um posicionamento mais afirmativo como o seu.
Parabéns a nossa grande Ministra Iriny Lopes!
Interessante como ela ressalta nesta entrevista a aversão ao debate por parte da grande mídia, aversão que chega a grosserias rasteiras.
É evidente que as propagandas de cerveja e diversas outras usam e abusam do corpo da mulher para obter/aumentar lucros. Por que, então, não se mobilizar para debater a questão e mudar esta realidade, ao invés de permanecer confortavelmente sentado na poltrona criticando a ministra! Esta batalha apenas começa.
O problema, para a ministra e muitos dos seus seguidores, é que a Giselle é rica, bonita, tem sucesso intenacional e nada disso foi ganho em Brasília nem em ONGs de fachada, ela ganhou seu dinheiro trabalhando, não fazendo vassalagem política. Esse pessoal não aceita o sucesso alheio, especialmente se foi obtido trabalhando no país do mercado, do imperialismo. Se o comercial tivesse sido feito com uma modelinho qualquer, não dava essa conversa toda, podem ter certeza.
Murilo, Desculpe-me mas o que está sendo discutido vai muito além desta ou daquela modelo, não é este o foco da discussão. Pelo visto o amigo não entendeu absolutamente nada sobre a gravidade do apelo sexista do comercial onde a mulher é tratada, mais uma vez, como objeto. Vamos respeitar mais as mulheres! abaixo os Rafinhas Bastos da vida!
Concordo também, mas isso que ela fez é igual a nossa justiça, serve para uns e para outros não. Ou melhor, 2 pesos 2 medidas.
Propagandas de cerveja e as velhas dançarinas como no programa do Faustão, Panico, Luciano Hulk e etc. Bem que o repórter poderia ter questionado isso ai.
Gostaria de saber se o comercial Hope não fosse feito pela Gisele Bundchen,teria a mesma repercussão na mídia.Pessoas convictas de seus valores e principios sabem como processar estes tipos conceitos,não podemos subestimar.Porém,temos um exemplo que cabe sim uma conversa frutífera:o episódio da novela “Fina Estampa” no qual a personagem “Solange” se apresenta no baile funk com música de sua autoria “Funk 10 no popozão”:’…reprovada no provão tirei dez no popozão…”.Em quem realmente os pré-adolescentes e jovens se espelhariam?Será que não estamos numa persuasão velada,afinal de contas temos pedofilia,prostituição infantil,trabalho escravo infantil;isto sim é mais importante;fazer uma reavaliação do ECA é imprescendível.
Não vejo o comercial da Gisele mais “depreciativo” do que os comerciais de cerveja com bumbuns femininos e programas de “quinta categoria” aos domingos em que, se não houver as bundas femininas, não haveria o que assistir….A reação PRECONCEITUOSA contra os atributos físicos da ministra é condizente ao nº de neurônios de quem a fez. Mas se a propaganda pode provocar “aceitações”, sra. ministra, por que não acabar com a propaganda das cervejas em pleno horário nobre da tv? Incentivar a juventude a ficar bêbada será saudável? Já proibiram propaganda de cigarros, por que, então, não copiar o exemplo com bebida alcoólica?
[...] de Sergio Lirio; “O perfeito imbecil politicamente incorreto”, de Cynara Menezes; “‘Fui ridicularizada’”, entrevista concedida pela ministra Iriny Lopes a Matheus Pichonelli; “É proibido [...]
Quem pratica atos ridículos acaba ridicularizado.
Concordo que as propagandas de cerveja banalizam e vulgarizam as mulheres muito mais do que esta da campanha da Hope. Mas imagine a atenção que a modelo Gisele Bundchen chama ao fazer uma propaganda assim. Acho a posição da ministra corretíssima e exemplar, acatando a opinião publica e cumprindo a função a qual foi destinada na secretaria. Concordo tambem que a propaganda fere os direitos das mulheres perpetuando a cultura da submissão de gênero. Me escandaliza certas opiniões retrógradas e machistas de leitores desta versão on line de carta capital. Acredito ser esta, uma publicação voltada para pessoas de visão crítica e defensores da igualdade de direitos, de raças e generos. Num país sério esse senhor que se diz comediante, rafael bastos deveria ser banido da televisão. Parabens para a ministra!
Concordo com a Ministra! Temos que desenvolver nosso senso crítico, desapegar do nosso ‘senso comum’. Acredito no fim do machismo no Brasil só quando metade do elenco dançante do faustão for composta por homens. E no fim do conservadorismo quando enfim a politização do debate levantar em questão o conteúdo da matéria, e não a simples liberdade de expressão (ou falta dela). Liberdade de expressão é tema polemizado no Brasil nos anos 80/90, mas discuti-lo no Brasil de hoje é muito apego ao que já é batido, e pouca abertura aos problemas mais urgentes e atuais.
Lúcida, equilibra e racional a ministra mostra a falta de espaço para debate e a cegueira dos que não querem ver de seus críticos.
Engraçado o discurso da falta de bom humor, como se as pessoas não tivessem o direito de se sentirem ofendidas, é muito fácil ter bom humor, quando piada não é sobre você ou sua mãe, afinal, rir das diferenças nos outros é muito legal até que começem a fazer piadas do ofensor, é direito do ofendido determinar o que lhe ofende.
E que não se poupe também essa Sra. Gisele…….., ela no caso só pensou naquilo…… $$$$$$$$……!!!!
E mais ainda…., que se boicote a Marca…….!!!!
Não dá para misturar uma grosseria estúpida, como foi o comentário de extremo mau gosto do Rafinha Bastos, com uma bem-humorada e inofensiva propaganda, que, por sinal, foi bem engraçada.
Só mais uma coisa: desrespeito não é “liberdade de expressão”!
Quero apenas manifestar meu apoio e respeito à ministra Iriny Lopes.
Acho que o Brasil precisa de uma campanha publicitária, leve e bem-humorada, que questione o machismo expresso nas pequenas coisas – semelhante à campanha “Reacciona, Ecuador”.
Prezados (as),
Penso que tudo o que aqui foi elencado como depreciativo, violento e de cunho machista contras as mulheres deva mesmo ser discutido e combatido de todas as formas e canais competentes. Por isso,achei muito boa a posição da Ministra, é preciso começar, vcs não acham? Inclusive a discutir o que é mesmo ” liberdade de expressão”? Propagandas como essa só servem para reforçar aquela velha idéia de que nós, mulheres, devemos usar nossas “astúcias femininas” para acalmar nossos companheiros, como se fôssemos capazes apenas disto! Pergunto eu: será que as inúmeras mulheres qua anualmente, no Brasil, são vítimas da violência praticada pelos seus companheiros, por desconhecidos e até por familiares, não foram astutas o suficiente?
O MACHISMO de vocês Nâo desce redondo!
Hope: calcinhas,sutiãs confortáveis e cabeças pensantes dá pra ser!
I Hope so….
Os machos da midia nãoa dmitem que as mulheres cobrem ética e respeito. Libedade é só pra ouvir e ver as baixarias deles….
Ainda bem que tem as redes sociais pra gente se comunicar dessa lavagem cerebral. Que pena que a Gisele, smart and sexy… caiu nessa!
Vão plantar batatas seus pseudod defesnsores só de suas liberdades machistas de expressão eu e muitas queremos o direito de pensar diferente e cobrar ética porque o machismo mata todo dia!
Ela diz que foi ridicularizada, mas a liberdade de expressão foi duramente golpeada. E o que ela vai fazer agora? Vai usar o mesmo critério para todas as propagandas? Então é bom começar pela aquela que o garotão galinhão tapeia as namoradas espalhadas pelo Brasil, chamand0-as de ‘minha gauchinha favorita’, ‘minha carioquinha favorita’, ‘minha paulistinha favoriata’.
Essa gente um dia vai entender o que é democracia, estado de direito e liberdade de expressão e saber que o povo não quer ninguém a eles dizendo o que é bom e o que é ruim. Quem não gostar da propaganda que não compre o produto. Essa tutela das autoridades para povo ficou lá prá trás, nos tempos das ditaduras que mancham a nossa História.
vão proibir também as panelinhas de brinquedo, as casinhas de brinquedo, as bonecas neném? porque acho que isso é muito mais conservador, ensinar a mulher quando criança qual é o seu papel na sociedade (cuidar da familia, da casa e cozinhar) do que uma propaganda onde a mulher usa da sua sensualidade, arma somente feminina. não acho que a propaganda denigre as mulheres, ela valoriza a mulher.
Vai se fazer alguma coisa para se proibir a ligação do carnaval com mulher totalmente nua e rebolante?. As “rainhas de baterias” irão se comportar no o ano que vem? Programas de TV como o Super Pop TV Fama e outras barbaridades irão sair do ar? Paniquetes e Sabrinas Sato são bons veículos de mídia? Prostitutas bem sucedidas continuarão tendo espaços na mídia? Vai se continuar a divulgar o funk carioca como uma manifestação popular inocente? Ora! Pode-se deixar isso tudo no ar. Não passa de lixo e só influencia incautos. Incautos? Aí temos uma preocupação! A regra hoje é ser um incauto, pois “perde-se muito tempo instruindo-se”. Educação e instrução são atos de amor! Pais e mães, ensinem seus filhos a pensar, analisar, criticar, ponderar com substância. Apresente Sócrates, Platão, Aristóteles à eles. Instrua-se para instruir seus filhos! Feito isso, fique sossegado que o resto ele dominará. Cultura e erudição são coisas que diferenciam um homem de um simples primata.
Discordo que piada necessariamente banaliza o seu objeto.
Ridendo Castigat Mores.
[...] Capital, em que fala, com firmeza e perplexidade, sobre o episódio de triste repercussão: “Fui ridicularizada“ . Share this:Like this:LikeBe the first to like this [...]
Hope, eu não vou mais comprar seus produtos até que haja uma retratação vinculada em rede nacional, em horário nobre.
Pera aí. Alguém me explica: anúncio com a Bindchen é sexista, mas funk carioca exaltando os atributos e habilidades das pretensas funkeiras caracterizadas de ‘objeto sexual’ é uma manifestação cultural ‘emancipatória’ da minoria?
Como a Esquerda resolve isso? Proibindo baile funk?
A ministra não foi ridicularizada, ela foi ridícula, isso sim. Que vá cuidar das meninas que são estupradas em cadeias, em colônias penais, sob os olhos opacos do governo, que vá combater a prostituição infantil, a violência contra a mulher, que vá tratar de qualquer uma de suas reais atribuições às quais a ministra não aprece dar a menor atenção, e que deixe os consumidores de peças de vestuários criadas exclusivamente para o sexo e a sedução em paz.
E digo mais, a Giselle é um excelente exemplo para a mulher brasileira: reconhecida mundialmente, empresária de sucesso, defensora de causas ecológicas, linda e mãe. Devia ser entronizada e não repudiada pelos adeptos desse feminismo míope e defasado que nada faz pelo bem da condição feminina.
PS. O Rafinha Bastos é um energúmeno e tem mais é que sumir da mídia mesmo.
A ministra deve ter sido contratada para salvar uma propaganda que ia passar despercebida, e se tivesse sintonizada com o povo ficaria ridicularizada com a carga tributária da cesta básica que deve estar em torno de 35%.
No ano de 1981, quando da realização do congresso anual promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizado nas dependências da Universidade Federal da Bahia, a Sra. Clara Marighela,recem retornada ao país, logo após a anistia, movimento que segundo o Sr. José Nêumanne Pinto em seu recente livro “O Que Sei de Lula”, foi simplesmente desdenhado pelo dito cujo, falando para uma concha acústica lotada de asistentes sobre sua experiência em Cuba, informou a todos que quando, logo após arevolução cubana, o partido comunista convocava reuniões específicas para as mulheres tratarem de suas causas, os “maridões revolucionários” deixavam as mesmas em casa e compareciam no tal lugar para saber do que se tratava tal convocatória. Isto apenas reforça quão arraigado está estes valore machistas, até mesmo entre os que se propõem realizar transformações. Não sei do destino da Sra. acima citada, mas aceito acareações com quem quer que seja.
Stravos, ali está o perfeito imbecil politicamente incorreto !E pouca gente critica, deve ser porque o Lula é um cidadão incomum, tudo pode !
Sou da opinião que a liberdade deve ser o principal alento de uma sociedade. Acho que as mulheres que se sentiram lesadas devem protestar a respeito da propaganda, não comprar os produtos dessa marca, enfim, o que couber dentro da esfera individual. Mas proibir a veiculação da propaganda é contrário à liberdade de pensamento, de imprensa e isso é absurdo. O caso do Rafinha Bastos tb. Se ele quiser fazer piada, faça. Quem se sente lesado, tome providências. Ou mude de canal, como eu faço.
Toda a minha admiração e solidadriedade a Mulher e Ministra Iriny Lopes, pela sua coragem e suas ações frente a SEPPM, conquista da sociedade brasileira, especialmente as mulheres, historicamente submetidas a cultura machista que assola o Brasil e o Mundo. Atitudes como essa reconstroem essa história e garantem cidadania e justiça para tod@s.
Agora, a ministra não pode ficar fazendo jogo emocional pra fugir da questão objetiva: exageraram na conta, foram déspotas e fundamentalistas.
Bastava um acordo com a empresa, em que ela comunicasse em cada propaganda: “a empresa X repudia toda forma de machismo e humilhação da mulher”.
Ponto. Mas fundamentalistas têm dificuldade de ponderar…
Será que FHC vai pagar também por ter chamado aposentados de vagabundos, desprezado o meio rural e Minas Gerais (“quem quiser seguir o caminho da roça, vai lá”).
Já censuraram?
Parabens Ministra Iriny pela solicitição feita ao CONAR. Propagandas como esta precisam deixar de existir: a mulher não pode continuar a ser tratada desta forma: objetificada. São coisas assim que impedem outros avanços que as políticas públicas podem proporcionar `a população feminina deste país, se estas não vem acompanhadas da transformação desta cultura patriarcal presente na sociedade brasileira.
Vi a tal propaganda ontem. Não é nada mais estereotipante que um comercial de desodorante. A ministra precisa achar algo mais útil pra fazer, pois se ficar querendo censurar toda coisa estúpida que aparece na mídia ela vai lutar contra moinhos de vento…tem coisa mais grave acontecendo Brasil afora, que, com certeza, não é causada por propaganda de lingerie.
Concordando ou não com a propaganda, nessas horas eu só me pergunto cadê a sociedade que não reclama de propagandas muito piores, como as do Mc Donald’s, Coca Cola e outras tantas propagandas enganosas de alimentos que sabidamente são causas das doenças que mais acometem a população atualmente, como diabetes, obesidade, hipertensão, cancer e outras, que geram custos astronômicos aos planos de saúde e, principalmente, ao SUS. Sem contar outras tantas propagandas de carros e bebidas alcoolicas que também são, indubitavelmente, sexistas.
Será que ela também vai mandar tirar do you tube o vídeo em que Lulla faz piada sobre gays em Pelotas? Assitam enquanto ainda não foi censurado, o link é http://www.youtube.com/watch?v=jqvVdLQknM0&feature=related
[...] >> ‘Fui ridicularizada’ – entrevista com a ministra Iriny Lopes (Carta Capital) [...]
A ministra está mesmo é de parabéns, aliás tod@s nós que nos indignamos com esse tipo de propaganda. Precisamos sim somar esforços no sentido de discutir o que publicidades como essa querem perpetuar. Para os “críticos” de plantão que não querem entrar no debate (talvez por não enxergar – quero acreditar) é mais fácil reforçar o discurso da falta de bom humor. Me lembro agora como o filme “Se eu fosse você” faz a crítica a este tipo de publicidade chamando atenção, exatamente, para a idéia de “mulher-objeto” tão recorrente nas campanhas de lingeries, que “sem criatividade” focam na “coisificação da mulher”.
Sobre o Rafael Bastos: espero que ele seja processado pelo Ministério Público e também pela família da Vanessa Camargo. E que a Justiça não se negue a cumprir seu papel na aplicação das leis desse país, ainda que esse cidadão tenha posses materiais para contratar um bom advogado que saiba enrolar o judiciário.
Só quero comentar sobre o ponto da “falta de bom humor”: eu como cidadão e servidor público, exijo e trabalho de forma a que o profissionalismo esteja sempre em primeiro lugar. Servidor público não é palhaço! Não é pago para rir ou para fazer rir. Isso precisa estar muito claro na cabeça das pessoas.
Tratar com cordialidade e educação não implica em ser engraçadinho.
Entretanto, nesta revista não falta espaço para a mistificação do “Senhor Presidente”, o proto-ditador definitivamente desmascarado pelo que expõe o Sr. José Nêumanne Pinto em seu recente livro.
Quanto a nossa atual Presidenta, volto a afirmar que sua gestão está se configurando surpreendentemente positiva. Me dá a impressão que ela teve a humildade de aprender com os erros do seu antecessor.Espero não me decepcionar.
Em Tempo: Em 1980 ajudei a recriar o Diretório dos Estdantes de Arquitetura e Urbanismo do Centro de Artes e Comunicação da UFPE, tendo sido eleito o seu presidente.
Pois é, a imprensa se alimenta/vive de dramas e, em detrimento do
bem-estar social e de tudo que ele proporciona é capaz de tudo, inclusive fazer campanha em prol da submissão/erotização feminina (isso sem lalar das peças publicitárias voltadas ao público infantil e adolescente) para, em seguida carregarem nas tintas com seus editoriais opiniosos contra a regulamentação dos meios, alegando “censura”. Devagar e dolosamente ela (imprensa) vai quebrando as “amarras”. Depois, ah, depois quem se sentir ofendido que se vire e corra atrás dos seus “direitos”. Mas, pelo andar da carruagem, que direitos?
Pois é, a imprensa se alimenta/vive de dramas e, em detrimento do
bem-estar social e de tudo que ele proporciona é capaz de tudo, inclusive fazer campanha em prol da submissão/erotização feminina (isso sem lalar das peças publicitárias voltadas ao público infantil e adolescente) para, em seguida carregarem nas tintas com seus editoriais opiniosos contra a regulamentação dos meios, alegando “censura”. Devagar e dolosamente ela (imprensa) vai quebrando as “amarras”. Depois, ah, depois quem se sentir ofendido que se vire e corra atrás dos “direitos”. Mas, pelo andar da carruagem, que direitos?
Parabéns à ministra e ao repórter que a entrevistou. É dessa coragem que precisamos, nossa luta é contra tudo e contra todos que consideram os direitos femininos uma causa menor.
Caro Fernando, é preciso compreender que a efetiva aplicação das leis que protegem nossos direitos serão melhor observadas com o respeito, não só às mulheres, mas à dignidade de qualquer indivíduo. A discussão a respeito da da campanha da Hope já é um grande passo! para esse caminho.
A propaganda e o país são consevadores? Acho que nao senhora ministra, Conservadora é quem acha que uma simple propaganda vai tornar as mulheres mais submissas e os homens, a partir de agora, mais violentos? Dizer que o comercial incute uma mensagem “subliminar, de cunho sexista e machista”, faz com que a sua fala pareça um “samba do petista doido”.
E mulher pelada no carnaval, que sendo trasmitido para o mundo todo, vende a imagem de país sexual, isso pode?
Parabéns Iriny
Lastimável a forma que a imprensa vem tratando fato da Ministra Iriny ter pedido ao Conar a retirada do AR de uma propaganda que coloca as mulheres como objeto sexuais dos homens. Não somos objetos sexuais de ninguém. Não dependemos de homem algum para pagar nossa fatura do cartão de crédito. Segundo o IBGE 33% dos chefes de famílias são mulheres que garantem sozinhas o sustento de toda a família. Somos as que menos se envolvem em acidentes de trânsitos. Recentemente a empresa dona da marca Devassa retirou do ar sua propaganda num movimento parecido. Na mesma linha a Caixa Econômica retirou do ar o Machado de Assis branco. Não vejo Piada alguma na ação da Ministra. Parabéns Iriny as mulheres capixabas tem orgulho de Você.
Laudiceia Schuaba
Vitória /ES
A mulherada agora quando bater o carro deve ficar de calcinha.
Esta propaganda é igual aquela em que o idiota bate com o carro e diz para uma mulher que a coisa mais marcante que aconteceu com ele foi um encontro com um amigo. Esta propaganda também merece uma chamada do CONAR, uma vez que despreza os resultados da direção perigosa, só porque seu autor tem seguro de carro, provavelmente por isto que acontecem também acidentes com vítimas no Brasil.
Propagandas ordinárias e que fazem parte do pacote do tráfico de pessoas, tão disseminado pela propaganda e mírdia brasileiras.
Gisele, ah! Ela já desfilou com peles de animais.
Tanto já passou o tempo dela, que está apelando para lingerie.
Excelente posicionamento da Ministra. Precisamos mudar o “status quo”, a mentalidade machista intrínseca na sociedade brasileira.
Parabéns à ministra Iriny Lopes, por abrir caminho dentro da mídia ao COMBATE a falta de respeito as mulheres.Pior q se trata de “Mulheres” que já poderiam combater esse abuso, colaborando com todas as outras que por vários motivos, aceitam e acham até normal serem tratadas como objetos: de satisfação, utilidade doméstica, saco de pancada etc… do que não pode ser!! À LUTA!!
Na boa, a ministra tem razão! A gente não liga, ve as coisas com naturalidade, mas na verdade, é isso mesmo, a propagando subjulga a mulher! É notório! Aliás, a fama das nossas mulheres pelo mundo a fora, principalmente na Itália e em alguns países europeus não é nada agradável, quem viaja sabe disso! Tristemente, as próprias mulheres se mancharam dessa forma, logo, concordo com a defesa da honra feminina e apóio a ministra. Em relação a Rafinha Bastos, gosto dos programas dele (cqc / a liga), bem como gosto muito do mesmo, todavia, a sua piada foi sim fora do tom e muito sem graça, digna de retratação pública, mas calma, não julguemos ele por esse ato. Dizer que ele propaga violência e faz apologia desta em suas piadas é uma bobagem sem tamanho e de um rigor ridículo, o que também não é legal. O que é certo é certo e se deixa como está, o que é errado deve ser corrigido e, se for o caso, o autor do erro punido dentro de lei. Simples assim! Calma pessoal! Abraços!
Sr Pedro, a atiude da Ministra discutindo essa propaganda já é ação política séria, não achas?
Sra ministra esta revista pôs a pecha de “Amélia Bundchen” na modelo que apenas protagoniza um comercial,em verdade de muito mal gosto. Mas porquê relacionar a doce e submissa Amélia personagem de música com a bonita Gisele Bungen interpretando sedução e não submissão? Despeito? Preconceito? Parece que a falta de respeito é generalizada, seja à esquerda seja à direita de quem vê essas coisas com olhar político…
Ps.: sua secretaria poderia divulgar em que casa de dezenas de milhares de reclamações chegaram à ouvidoria?
Em Londres a organização Media Smart, elaborou para as escolas apresentações em PowerPoint mostrando fotografias de mulheres famosas (que autorizaram a publicação) publicadas na mídia,com e sem o retoque do photoshop, com o objetivo de alertar e debater com os/as estudantes e professores”a influência da mídia e da publicidade na maneira como os jovens veem seu corpo”.A secretária de Igualdade britânica, Lynne Featherstone, disse à BBC que apoia essa iniciativa. Se o fato tivesse acontecido no Brasil, e a Ministra Iriny Lopes desse a mesma declaração, com certeza seria implacavelmente atacada e o movimento de mulheres taxado de fundamentalista e até de terem mulheres feias e despeitadas. A postura da ministra em relação à vários fatos de discriminação é inquestionável.Questionável e deplorável é a postura de certas empresas da impressa, em colocar seus profissionais a serviço de sua própria liberdade de divulgar o que quiser e omitir o que quiser, a partir de seus interesses escusos.
No blog do Ricardo Setti ele tripudia da situação da ministra. Entrem e comentem.
Se as mulheres são ridicularizadas hoje, não é por causa de uma propaganda infantil e sim por uma comunidade machista representada por milhares de pessoas a milhares de anos, inclusive por algumas mulheres que se deixam ridicularizar e serem usadas, isso deve ser tratado pelas próprias mulheres, mostrando inteligencia e força e pelos homens que sabem reconhecê-las.
Ministra, o buraco é beem mais em baixo, se esforce mais, é fácil falar só na superfície.
Parabéns à Carta e ao jornalista Matheus Pichonelli . Obrigada por darem voz ao outro lado, enquanto a imprensa inteira se mobilizou para defender o anunciante. E parabéns à Ministra que vem conduzindo exemplarmente a Secretaria. Saiba, ministra, que a senhora tem a minha solidariedade e a de muitas mulheres que lutam para que todas sejam reconhecidas como seres humanos, com os mesmo direitos e deveres dos outros 50%, os homens!
(Continuação) Já em 1989, coma queda do muro de Berlim e a conseqüente perplexidade que abateu-se sobre grande parte da militância mundial, a direita conservadora deitou e rolou com sua hegemonia facilitada, que praticamente interrompeu um processo de transformação que se iniciou nos anos sessenta. Vale salientar a capacidade do capitalismo de apropriar-se de movimentos transformadores e torná-los apenas produtos de consumo vulgar. A revolução sexual ele transformou em indústria pornográfica, o rock contestador redundou nesta pantomima fubenta que é o Rockin Rio e , infelizmente, a interrupção dos debates acerca da real emacipação das mulheres gerou de fato um bocado de chauvinistas de saia.
Quanto a este suposto moleque humorista, cabe a cantora tomar as devidas providências em benefício de suas congêneres.
Lúcia Adélia,
Eu também…….!!!! Continue firme Ministra……, que tens o nosso apôio…….!!!!!
O José Serra(prá variar) criticou a ministra falando em censura. Então pergunto a ele. Se a Mônica batesse o carro o que ele faria? Mandaria ela tirar a calcinha e ficaria tudo bem?
A ministra tem toda razão. As mulheres brasileiras são muito subestimadas. Não é prudente sermos retratadas como pouco inteligentes, consumidoras, egoístas e sei lá mais quantos adjetivos de cunho negativos são impostos às mulheres através de propagandas comerciais.
Na idade média, tambem o puritanismo era incolome e todo cheio de razão, e nos sabemos da história. Aprender a tolerar é muito importante, e discernir muito mais.
Infelizmente tem homem machista, até mesmo cruel (o pseudo humorista Rafinha, por exemplo), que não suporta o sucesso da mulher. Para estes a mulher deveria ficar lavando suas cuecas. É triste ver mulher, que sem nenhum discernimento, ingênua manifesta também (mesmo aqui neste debate) sua posição machista usando um palavreado bonito. A luta é pela ética, por igualdade, especialmente para conseguir o mesmo salário do homem. A luta é pela humanização das relações. Parabéns a ministra pela sua posição e coragem. A politização desta questão é puro machismo, é porque agora temos uma mulher Presidenta e outras ocupando cargos importantes. O barulho é dos inconformados e invejosos, mas vamos em frente. Vamos construir um mundo melhor com amor e carinho, dando risada – isto é bom humor. Estou decepcionada com a Hope e Gisele. Não compro mais nada Hope.
Parabéns Sra. Ministra, pelo excelente posicionamento em defesa da justiça e do respeito às mulheres! Respeito esse que ainda estamos conquistando diariamente, e não devemos permitir essa diminuição da imagem da mulher e tão pouco o despeito pelo maternidadee infância.
brasil,o país hipócrita,que nojo eu tenho!
1- assistir o CQC quem quer,não def,endo o Rafinha por uma ou duas piadas agressivas,agora perder tempo assistindo,e depois querer reclamar e no minimo um tolo!isso parece um auto flagelo.
2- se a moda pega de reclamar de todas as propagandas e programas amigos..vamos fechar primeiro a globo..depois vamos acabar com propagandas como a da cerveja “DEVASSA”,ou de comerciais agressivos que está aparecendo para o dias das crianças,obrigando pais que nem tem dinheiro a consumir brinquedos extremamente caros.
Quem sabe além disso leva sua criança para comer gordura no McDonald’s do shopping capitalista e lotado de dinheiro!
AGORA FALA SÉRIO,SE O GAY,NEGRO,JUDEU,BRANCO,OU ÍNDIO,SEI LA,.COMEÇAR A RECLAMAR DE TODOS OS COMERCIAS OFENSIVOS QUE APARECEM NA TELEVISÃO,JORNAL E REVISTA,VAI ACABAR TUDO..
O BRASILEIRO TEM QUE SE PREOCUPAR COM OUTRAS COISAS,COMO OS ESTÁDIOS SUPERFATURADOS,QUE VC E EU ESTAMOS PAGANDO PRO IDIOTAS DO MUNDO HA FORA
Acho que a medida foi bem tomada. Se quer mudar algo comece por cima, o exemplo sempre devem vir do topo da piramede.
Nossa imagem de pais sexualizado, vem de fora… Tudo comecou quando nosso pais era colonia portuguesa e era vedado a vinda de estrangeuros. Os unicos a pisarem nosso chao eram marinheiros a procura de diverssao, logo perpetuou-se uma visao supercial sobre nosso pais que e’ mantida ate’ hoje. Nos somos obrigados a acatar esse ideia sobre nos? A carapuca tem que vestir?
Na minha opinião é uma distorção tremenda achar que “apologia” a violência ou desrespeito a mulher é causa de aumento da própia violência ou desrespeito com as mesmas. É a mesma conversa de falar que jogos de videogame produzem psicopatas. Eu acho tudo uma questão de educação. Não existe a possibilidade no mundo de hoje de se blindar uma criança, ou um adolescente do acesso a todo o tipo de mídia. É infantil acreditar que cortar uma propaganda ou demitir um humorista vai “proteger” a sociedade de algum mal. Não adianta o governo gastar bala com soluções paliativas se não atacar a raiz, que é preparar a criança e o adolescente para encarar e discernir sobre questões como sexualidade e violência urbana, que é a realidade que vivemos hoje.
Se a ministra pecou pelo “recato exagerado” e, mais ainda, pela censura da “ditadura branca”; quem a acusa de tanto peca pela ignorância e pura estupidez. Nesse país se defende de sobremaneira a mídia, como se a liberdade de expressão e da mídia de veicular “conteúdo” (qualquer que seja) fosse absoluto. Não entendem que nenhum direito, inclusive a vida (que pode ser tirada pelo Estado em estado de guerra), é absoluto! Conformar a expressão à sua função, um à uma função qualquer que seja, dede que responsavelmente, faz parte da própria definição de liberdade que não se confunde, a não ser para os incautos, com libertinagem, ou “liberdade pra se fazer tudo, inclusive o antiético embora legal”.
Julia, ninguém acha bom usar crack, não sei se você conhece alguém que use crack, mas enfim, LIBERDADE DE PENSAMENTO E EXPRESSÃO JÁ!
Como diz a musica de Rita Lee, mulher brasileira não é só bunda, e talvez muitos desses acham quem sim.
Fico enojada de ver como ainda é forte o machismo em nosso país. Programas que se auto intitulam humorísticos como o CQC e o Pânico na TV, que deturpam a imagem da mulher, colocando-a sempre como objeto sexual ou de menor valor. Homens que apoiam esse tipo de programa e campanhas publicitárias como a da Top citada, deveriam repensar sua vida, pois são filhos de uma mulher, provavelmente tem irmãs, tem ou terão filhas e portanto gostariam que elas fossem respeitadas. Não queremos ser valorizadas pelo corpo, é explícito que ainda existem mulheres que por não terem nada mais a oferecer, já que não tem cérebros, expõe seus corpos como produtos em loja de R$ 1,99, mas NÓS MULHERES QUE PENSAM, queremos e merecemos respeito
Louvável o entendimento e o encaminhamento dado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres à questão da campanha da Hope. Parabéns à Sra. Ministra e à parcela da sociedade brasileira que se sensibilizou e se mobilizou diante de assunto tão sério. O núcleo da discussão não são as imagens, nem a sensualidade de Giselle, mas, sim, a subjetividade da campanha publicitária, que estimula estereótipos, reforça preconceitos, banaliza as relações conjugais e distorce completamente a condição das mulheres. Outro aspecto que chama a atenção é o conservadorismo e obscurantismo das opiniões de alguns leitores e, pasmem, leitoras, mulheres. Fica evidente que somos uma sociedade, ainda, preconceituosa, sexista, discriminatória e absolutamente desconectada das questões que perpassam os direitos humanos. Na campanha eleitoral/2010 , foi o “brucutu tucano” quem trouxe à tona o que há de pior no conservadorismo e atraso em termos de discriminação e violência a certos segmentos. O saldo está aí!
Essa ministra deveria se preocupar com outras coisas mais importantes como a efetiva aplicação da Lei Maria da Penha que é muito mau executada no Brasil. E quem estiver contra a campanha publicitário é só não comprar as Lingeries da Hope.
Estou solidária à Ministra e parabéns a ela, isso mesmo pulso firme contra esses criminosos que se esconde atrás de piadas e propagandas.
A Ministra deve estar com pouco trabalho em Brasília.
Queridas/os, é realmente lamentável que alguém (e principalmente uma mulher)desconheça o Ministério que Iriny representa. É ele que pensa e executa políticas que tentam, dentre outras coisas, desconstruir pensamentos tacanhos que subjugam e desrespeitam a mulher. Construir uma cultura de igualdade de gênero é assunto sério, talvez por isto as feministas não achem graça alguma em piadas sexistas ou propagandas esdrúxulas que denigram a imagem da mulher. É preciso se informar melhor, sobre o que é uma ditadura,sobre o feminismo, sobre a política executada pela Secretaria Especial da Mulher, para não caírmos no ridículo de expressar opiniões sem fundamentos, pois assim ajudamos a banalizar um debate que se faz necessário nesta sociedade machista ao qual fazemos parte…
Já me solidarizava com a Ministra, mais até agora por saber que o especialista em nulidades o seu Cerra pegou um gancho para criticar.
Como sempre perdeu otima oportunidade para o silêncio, esse cidadão oportunista por natureza parece que não se cansa de entrar em discussões para reforçar sua já conhecida verve retrógrada e enganadora.
cara ministra, nos poupe de seu politicamente correto. isto parece mais recalque do que qualquer coisa. aproveite o propagande e ria um pouco, faz bem pra pele.
E o que me dizem das propagandas de cerveja, em que a mulher é só um objeto, não pensa e não sente?
Mas ok, ninguém fala nada, deixemos a top brilhar na promoção da marca, racionalizar mais a mensagem é forçar a amizade.
No fim, eu que não presto atenção à propagandas acabei vendo ontem na tv a dita cuja, esse bafafá serviu apenas para dar um palco maior ao reclame, o efeito foi inverso.
Deixei de ver o CQC pela forma grosseira e pedante com que esse Rafinha tem se comportado. Entre uma palavra e outra está sempre a colocar que é gaúcho e judeu. Sabe, então, como ninguém, o que é ser vítima de baixarias e atocidades. Não tem esse direito de falar qualquer coisa. Jô Soares e Chico Anysio foram comediantes por décadas, sempre fazendo rir o povo com muitas sátiras, até meio pesadas, mas sabiam usar a ética profissional. Esse Rafinha tem se repetido quando tenta mostrar ser machista e gostoso, porque, como dizem por aí: ele se acha. Deve estar tão narcisista que não tira o espelho da cara. Tomara que a família de Wanessa o obrigue a se retratar de tal comentário infeliz, e que ele aprenda a respeitar o outro como deve querer que o respeitem, que respeitem os judeus…
Logo no inicio, o CQC era de um humorismo mais sadio. Agora,a sua equipe tornou-se atrevida demais, além de desbocada, fazendo ironias a respeito de tudo e de todos, como se eles fossem perfeitos ou altamente capacitados. Para mim, não passam de bôbos alegres, tendo a frente aquele cara de cabeça raspada. Portanto, se não derem um freio no comportamento público desses caras, só teremos baixaria nas telinhas daqueles que se prendem para vê-los, semanalmente. Para mim, chega!
Essa ministra deve mostarr a importância do seu cargo, urgentemente.
RF
Acho um absurdo os comentário defendendo o Rafinha Bastos. Não é a primeira, nem a segunda vez que ele usa o humor como fachada para fazer apologia a violência contra a mulher. Como um ser humano normal pode aceitar uma piada sobre mulheres feias agradecendo por serem estupradas? Já chamou de cadela e disse que bateria numa moça por ela não saber pronunciar a palavra octógono! Ele é um criminoso. Humor é fachada. Ele é doente mesmo…
Ao invés de se preocupar com propagandas, porque esta ministra não se preocupa com ações políticas sérias para a mulher? “Reforça a ideia de submissão e do uso do corpo feminino como objeto”? Se continuar assim, até propaganda de margarina vai ter que passar pela “censura do politicamente correto”!
Se a reação desta senhora com relação ao comercial fosse dizer que o Estado Brasileiro iria fornecer educação de qualidade, tipo a do Canadá ou Coréia do sul, o que os governos daqui nunca fizeram, seria mais benéfico para a população.
Tantas coisas mais importantes a serem discutidas e a Sra Ministra (do que mesmo?) se preocupando com uma simples propaganda da Hope, ah. Como disse alguém anteriormente, cadê que a Sra. Ministra falou alguma coisa, quando a mídia divulgou a prostituição dentro dos presídios no Pará? Será que a Sra. Ministra, se preocupa com meninas sendo vendidas no nordeste, nos interiores do Brasil, para exploração sexual. Ainda não ouvimos nenhuma autoridade do governo se pronunciar nessa questão. Que coisa trite e feia, a sra. Ministra barrar um comercial. Ditadura branca, isso sim. O que mais se vê são comerciais explorando a imagem da mulher. Não sei pque esse escândalo todo. Isso realmente é coisa de feminista. E a maioria gosta mesmo é de tumultuar. Qto a piada do Sr. Rafinha, temos até que relevar, ele não passa de um “bobo da corte”. O que se pode esperar de um programa daqueles, do qual o mesmo faz parte? E reclamar de charge?quem não pode com o pote não pegue na rodilha, kkk.
Falta bom huimor na ministra. Tá muito feminista pro gosto do povo brasileiro. Exagerada, a ministra Iriny está completamente equivocada ou fora do tempo, com relação a propaganda da Gisele. Precisa de um banho de Fair Play. Tá muito amrga. Transparece que está substimando a capacidade do povo, principalmente, da mulher brasileira. Pela levantamento que fizeram após a atitude dela, ninguém concordou com ela. Essa ouvidoria parece só ter ouvido para um determinado grupo. E pior ´que Os problemas do derrespeito às mulheres são diários e no caso do Pará, eles se repetem e nada acontece.Sei que a história dela é boa e de muita luta, mas, nesse caso, foi no mínimo uma atitude insensata. No final quem fica mal é o governo Dilma.
O Brasil é um país machista? É. Mas “tirar o sofá da sala” não resolve o problema. A secretaria deveria ter alertado que a propaganda reflete o machismo e pensado em estratégias para mudar a situação via educação. Coibir simplesmente não resolve o problema. No caso do Rafinha o caso é pessoal. Quem foi diretamente atingido deveria processar.
acho que temos um problema no Brasil,não podemos discordar da midia,principalmente se for um membro do Governo,logo dizem que querem controlar a midia,se os seus maiores controladores são os respectivos donos
que só divulgam o que eles querem,se for noticias boas a favor do Lula nem pensar ,se for ruim com certez terá repeteco a semana toda.
Sobre os comentários que o R. Bastos faz no CQC: Há de ser apurada também a responsabilidade do Marcelo Tas, que é chefe/editor do programa. Vale lembrar que os comentários e ‘piadas’ feitas no CQC não são espontâneas, elas seguem uma pauta, um roteiro planejado bem antes de o programa ir ao ar. Então, tanto o Tas, quanto o Marco Luque, quanto a produção do programa sabiam o que o Rafinha iria falar e foram coniventes.
Marcelo Tas foi muito hipócrita e rasteiro ao criticar o R.Bastos depois que o assunto virou polêmica, pois antes foi conivente com tudo o que ele falou.
Deixo claro que não concordo com os comentários sexistas, racistas e grosseiros que o R.Bastos faz, aos quais muitos chamam de “humor”.
ANDRÉ DE SOUZA MELO TEIXEIRA: muita gente acha usar crack muito bom, e nem por isso o governo deve intervir nisso?
Isso é questão de responsabilidade social, os idealizadores dessa campanha estão passando uma mensagem a quem está assistindo,eu não quero criancas vendo isso e pensando “é mais fácil uma mulher tirar a roupa do que resolver seus problemas sozinha”. Até lá fora, o que você acha que cidadãos de países mais avancados em questões de gênero pensam de um governo que deixa esse tipo de coisa vincular e das pessoas que assistem?
MELO TEIXEIRA, “O povo apóia a Presidente e o Governo, mas não apoiou Vossa iniciativa.”
Me tire desse seu “povo”. Penso diferente e como penso, percebo pela sua “análise’ que vc. se ‘entusiasmou’ bastante, mas não disse nada de interessante, útil ou criativo.
SAbemos como é fácil martelar há séculos as mesmíssimas coisas, as mesmas palavras…que preguiça.
Sua completa ignorância sobre o significado de Feminismo e feministas, sua história e seus porques, só será sanada quando vc. tiver que recorrer (como de 2 em 2 minutos ocorre no país) à uma Delegacia da Mulher (fruto da luta das mulheres brasileiras/feministas) com uma filha, uma irmã ou mãe para registrar uma ocorrência de espancamento e/ou estupro. Aí, vc. e os rafinhas irão estudar o tema e finalmente mudarão a retórica fajuta e, espero, o comportamento.
Falta muito grande faz o (estará vivo ainda?) José Vasconcelos. Rei e precursor no Brasil do “stand up comedy” quando nem havia ainda esse título. Jamais falou palavrão em cena e nunca desrespeitou a ninguém. Mesmo assim, atraiu multidões em centenas de espetáculos, sempre com casas lotadas…
Ministra Iriny, tem todo o meu apoio, precisamos fortalecer cada vez mais, a nossa luta a qualquer tipo de ridicularização contra a mulher.Só quem vivencia de perto é que sabe o quanto é triste o machimo que perdura até hoje.
Acredito também que se cada uma de nós, fizermos chegar ao seu conhecimento todos os tipos de ridicularização a mulher, com certeza poderemos cobrar resultados positivos como:atravez dos Conselhos Municipais, Coordenadoria Municipais e Estaduais das Mulheres atuando com compromisso.
Achei de péssimo gosto a propaganda da Gisele. Parece mais uma propaganda de um produto masculino. As mulheres não merecem essa imagem estereotipada e vulgar, de que tudo se conquista através da erotização. A mulher precisa se desvincular do senso comum que permeia sua imagem. A consumista, a que dirige mal. Achei péssima a propaganda. De mau gosto também o comentário do Rafinha Bastos. O humor por si só já é preconceituoso mas há territórios que devem ser respeitados, como é o caso de uma mulher grávida e principalmente uma criança!Soou pedófilo e pesado demais.
Impressionante, mesmo fora do assunto em pauta, é a “graça” que esses comediantes alcançam na população. Inclusive entre senhores “doutos”. Mas tem alguma coisa que discutir nesta “polêmica”??
Aos críticos da Ministra, leiam a entrevista. Todos os seus questionamentos serão devidamente respondidos. Se ainda assim não mudarem de opinião, voltem para a escola e aprendam a ler de novo.
Um exemplo para quem fala de “exagero do governo”: “Recebemos, através da nossa Ouvidoria, cobranças para que a secretaria tomasse uma posição. A ouvidoria existe para isso, para ouvir a sociedade. Faz parte do processo democrático. Não nos compete julgar o mérito (da suspensão da propaganda), isso compete ao Conar. Nós solicitamos que o Conar se manifestasse. E fomos informados pelo Conar de que outros 11 pedidos semelhantes foram anexados à nossa representação. (…) (E)nviamos o tema para um órgão de auto-regulamentação do qual não temos assentos nem voz nem indicamos ninguém. É um órgão com plena autonomia” – sobre a nota assinada pela secretaria que pedia a suspensão, ao Conar (Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária), da propaganda.
[...] Por: Matheus Pichonelli*, na Carta Capital [...]
O cqc é um bando de doidos gritando com vozes analasadas pensando que são humoristas. Pior do que eles só zorra total.
Embora ache-me uma pessoa bem humorada, amante de uma boa piada, concordo com a ministra. Aceitar certas piadas, as que banalizam certos comportamentos é um erro.
A piada do rafinha foi só uma má piada. Ele estava ao vivo e, no meu entender, tentou dizer que faria sexo com ela sem se importar com a barriga. Mesmo assim seria grosseiro, eu sei, mas não soaria do jeito que saiu, com ares até de pedofilia. Uma piada ruim de qualquer jeito, mas nada que justificasse tamanha celeuma. No caso da Hope, uma bobagem sem fim da nossa secretária. A campanha só quer dizer que, se a mulher estiver vestida com a lingerie deles, o “alvo” não terá olhos nem ouvidos para mais nada. Uma tese publicitária válida, embora absolutamente irreal (nem a Gisele pelada conseguiria evitar que o maridão ficasse possesso com um estrago em seu carango).
Na verdade, eu achava que a Gizelle tivesse consciência da força mediática dela. Dinheiro ela não precisa tanto, pena que ela se submeta a um papel mediático medíocre e preconceituoso quanto ao papel da mulher na sociedade atual.
Mas uma vez a velha ordem tem criminalizar os oprimidos e vitmizar os opressores!!! Total apoio a
Ministra.
É fato q a simples proibição da propaganda não soluciona o problema, mas cruzar os braços e naturalizar fatos/situações sociais e q foram criadas historicamente é no minimo ratificar os preconceitos vigentes. A forma de superá-los é enfrentá-los!
Sra. Secretária, com o devido respeito, foi V. Exa. mesma quem deu um tiro no próprio pé, ao adotar uma atitude que, para a provável maioria pareceu motivo de piada. Pelo jeito, só quem apoiou a atitude de V. Exa. foram feministas ressentidas. Portanto, não culpe o machismo do povo brasileiro. Se a propaganda em questão é de mau gosto isso é problema de quem divulga ela e dos que gostaram ou não se incomodaram com ela. Muita gente considera o funk, o pagode, o carnaval do Rio, as novelas da TV ou a música sertaneja de mau gosto também, mas nem por isso o governo deve se meter nisso. E se o povo brasileiro é machista, como diz V. Exa., não é papel do governo mudar os valores do povo na marra, mas sim representar e ser fiel ao povo. Ao dizer que o povo é machista V. Exa. está sendo arrogante e não aceita seu próprio erro. O argumento de que se trata de reação machista ao sucesso da Presidente Dilma é ridículo. O povo apóia a Presidente e o Governo, mas não apoiou Vossa iniciativa.
Achei abusivo também,e olha que gosto do programa e assisto,mas tenho visto um certo decontrole para se obter audiência,responsabilidade social é fator fundamental para formadores de opinião.Mesmo em forma de piada.
Senhora Ministra. Sinceramente, a senhora esperava algo diferente? Por exemplo, o que a senhora fez quanto ao caso de meninas fazendo programas sexuais dentro de uma Colônia Agrícola no Pará? Com certeza, a senhora dirá que isso é problema do governo do Pará, no que a senhora não está de todo errada. Mas a senhora deveria ter se manifestado, procurado investigar, com a mesma motivação que a senhora usou quanto ao comercial da Gisele. Em qualquer posto de combustíveis desse país imenso, especialmente no Norte e Nordeste, há meninas se vendendo por uns tostões. De prático, o que a senhora tem feito quanto a esse caso? A senhora usou uma força desmedida num caso que há muitos outros similares. Por analogia, a senhora nunca falou sobre um comercial da Sky, com a mesma Gisele, retratando uma mulher submissa, meu boba, até, que em estando limpando o chão da casa, o marido a mandar buscar uma cerveja. .. Sinceramente, a sua indignação não procede, minha cara Ministra.
Concordo em tudo com a Ministra Iriny, só quem tem um passado de luta nos movimentos sociais como ela tem pode avaliar ou tirar conclusões sobre a fala da modelo e desse abestalhado que se intitula humorista. Enquanto essas Amélias aproveitarem de suas famas e ficarem tentando moldar comportamento servil, subserviente da sociedade despolitizada, principalmente as mulheres, os machistas continuaram a cometer barbáries contra as mulheres, e tendo-as como objeto de seus caprichos sexuais e não tem nada engraçado nisso.
A ¨piada¨do rafinha (com minusculas) não tem nenhuma graça, é agressiva, de conteudo chulo a revelar pobresa de espírito, preconceito e total falta de talento. Isso em um programa televisivo é crime e nunca humorismo. Pobre rafinha, pobre mãe do rafinha e irmças do rafinha se ele as tiver.
Realmente a Ministra exagerou, não dá pra ficar controlando esse tipo de propaganda e achar que isso subliminarmente irá influenciar a violência contra a mulher é um exagero. Ela podia ter demostrado a sua insatisfação como mulher, mas envolver o governo nessa questão gera um desgaste desnecessário e fica botando pilha na direita conservadora aliada do PIG.
Reclamar de charge nem o Figueiredo se atrevia. Fala sério!
É inefetivo simplesmente bloquear um comercial estúpido. O que o ministério tem que fazer é promover um debate mais amplo, que sim, terá mais efeitos positivos, pois o centro da questão não é a propaganda da Gisele em si. Se passa tantos valores fúteis nestas propagandas, seja para homens, mulheres e crianças, que se proibir esta deveriam proibir perto de 80% do resto. É comparável esta propaganda à qualquer uma de carro em que o homem é atrativo à partir de que adquire o modelo, também reforçando “estereótipos”, que a criança só é feliz e “legal” com determinado brinquedo e assim por diante. Claro que estamos falando de mulheres, que tiveram direitos cerceados por séculos, mas acho que atualmente esta reatividade é sim descabida. O problema está nos valores gerais da sociedade, não é proibindo um comercial que se resolve a questão, talvez até a piore, pois a proibição não educa e cria resistências.
A comercialização da imagem da mulher como objeto é amplamente aplicada no Brasil para tudo,apontar um comercial como uma tentativa de passar uma imagem conservadora, é querer chamar o povo Brasileiro de Burro,Mesmo que alguma parte dos Brasileiros ainda se deiche levar pela ilusão do momento e não pela chata e demorada resolução do problema.
Iriny Lopes foi indicada por quem para assumir essa pasta? Quem quiser fazer propaganda no Brasil tem que ter um manual de instrução
27.04.2012
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